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O que é Zink? Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Sex, 18 de Junho de 2010

Ink significa zero ink, ou seja, impressão sem a utilização de tintas. Essa nova tecnologia de impressão em cores não utiliza cartuchos ou fitas de tinta. Os diferenciais estão no papel e nos dispositivos de impressão Zink. Segundo seu fabricante, a tecnologia se baseia em avanços na química, engenharia, física e ciência da imagem e seu desenvolvimento criou uma carteira de mais de 100 patentes. Apesar de ser uma tecnologia nova, já está em desenvolvimento uma próxima geração de produtos nos laboratórios da Zink, envolvendo fornecedores de insumos, parceiros de tecnologia e aqueles que estão adotando o Zink em impressoras, máquinas fotográficas etc.
O coração dessa tecnologia é o papel da Zink. No substrato estão contidos cristais de corantes amarelo, ciano e magenta e sobre estes há uma camada protetora de polímero. Os cristais são incolores antes da impressão, portanto o papel Zink se parece com um papel fotográfico branco comum. Quando uma impressora térmica ativa os cristais, estes conseguem formar as cores. Isso simplifica tremendamente o processo de impressão, eliminando cartuchos, dutos e controles.

 

Cristais amorfocrômicos
A propriedade que dá cor aos cristais da tinta Zink é denominada amorfocromia, presente em uma nova classe de moléculas inventadas por cientistas da Zink. As propriedades de cada cristal corante são finamente ajustadas para alcançar a paleta de cores da imagem e estabilidade necessárias para impressões digitais de gamut amplo e estável. Com a tecnologia é possível ativar cada um dos cristais de forma independente, utilizando pulsos de calor com tempo e temperatura precisamente determinados, obtendo-​se assim qualquer cor do arco-​íris.

O papel Zink
Disponível nos formatos 5 × 7,5 cm e 10 × 15 cm e, em breve, em formatos maiores, o papel dispensa o uso de tintas. Após a passagem pela impressora térmica Zink, o papel já contém a imagem colorida. A superfície, com tratamento de polímero plástico, proporciona resistência à água e durabilidade da imagem. O material não é sensível à luz, tem longa duração e é concebido para resistir ao desbotamento sob exposição à luz, calor e umidade.

O mundo Zink
Segundo o fabricante, a principal vantagem do produto é ser compacto e poder acompanhar o usuário onde ele for. Já conseguimos essa portabilidade em telefones, rádios, tocadores de música e agora com impressoras. Algumas possibilidades que o fabricante vislumbra são a impressão direto da TV a cabo ou a impressão de cupons promocionais a partir de um GPS com conexão à internet. Será possível imprimir do celular, de uma moldura digital de um Xbox ou de qualquer periférico com comunicação com ou sem fios.

Impressora Dell Wasabi PZ310 Ultra-Mobile Zink
A impressora Dell Wasabi PZ310 Ultra-​Mobile Zink permite a impressão de fotos e compartilhamento sem fio. A Wasabi imprime no formato de 2 × 3 polegadas (5 × 7,5 cm) em menos de um minuto. É compatível com bluetooth, câmeras de celulares, câmeras digitais e computadores móveis, tornando-​se um periférico útil fora do escritório ou da mesa de trabalho.

 

 

Câmera Digital Polaroid PoGo
A câmera digital Polaroid PoGo integra os recursos de uma câmera digital com os de uma impressora Zink. Ela permite ao usuário capturar, visualizar, editar, adicionar bordas e imprimir fotos com papel Zink de 5 × 7,5 cm em menos de 60 segundos. O papel também pode ser adesivado. A câmera tem 5 megapixels, visor LCD e permite a visualização, edição e adição de bordas nas fotos tiradas.
Uma vez que o Zink já está presente em produtos de empresas bastante consolidadas no mercado, parece que essa tecnologia veio para ficar. Se ela conseguirá se espalhar entre os usuários móveis, isso dependerá do seu preço, qualidade e experiência dos consumidores. Para mais informações, vale consultar o site da empresa www.zink.com.

 

Bruno Mortara é superintendente do ONS27, coordenador da Comissão de Estudos de Pré-Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós-graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Texto publicado na edição 72