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QR Code e Realidade Aumentada Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Qui, 29 de Outubro de 2015

O código QR (QR Code) é um símbolo bi­di­men­sio­nal definido e padronizado pela norma in­ter­na­cio­nal ISO/IEC 18004. Inventado em 1994 pela Toyota, está incorporado à rotina de milhares de empresas e de pes­soas que utilizam o código frequentemente com os mais diversos objetivos. Cria­do ini­cial­men­te para superar as limitações dos códigos de barra, o QR agrega cerca de 100 vezes mais dados que seu predecessor. Esse po­ten­cial permite que se codifiquem informações em línguas orientais — que pos­suem milhares de caracteres —, além de dados precisos sobre produtos, serviços e embalagens.


Os dados armazenados em um código QR (de tamanho máximo) podem ter até 7.089 caracteres numéricos, 4.296 caracteres alfanuméricos, 2.953 caracteres de dados ou, ainda, 1.817 caracteres de dados em Kanji (caracteres chineses adotados pelos japoneses). Para sua leitura, é preciso um telefone celular equipado com câmera, acesso à internet e um aplicativo específico de leitura de QR. Assim que o aplicativo do telefone captura o código com a câmera é disparado um acesso à internet, via aplicativo ou pelo navegador. Além disso, o aplicativo pode disparar ligações telefônicas, ví­deos, sons, SMS ou e-​­mails. O código QR tem capacidade de leitura de alta velocidade em todas as direções, o que possibilita aplicações inusitadas. Uma de suas principais vantagens é a redundância (menor quantidade de erros de leitura) e sua capacidade de leitura em ângulos não perpendiculares, sem contar a velocidade e a precisão.
Hoje, o código QR é largamente utilizado em museus, supermercados, pontos de ônibus, cartazes, embalagens e inúmeras aplicações cria­ti­vas e originais. Experimente com seu celular: baixe o aplicativo (em geral existem aplicativos gratuitos na AppleStore ou na PlayStore), fotografe o código QR a seguir, e acesse a nossa página no Fa­ce­book.
A Rea­li­da­de Aumentada (RA) tem um fun­cio­na­men­to similar ao Código QR, porém sua implementação e resultados são bem mais complexos. A Rea­li­da­de Aumentada também é ativada pelo celular conectado à internet e através de um aplicativo. Entretanto, o código de ativação pode ser muito mais simples. Quan­do o aplicativo “vê” o código de ativação, cria imagens integradas às imagens do am­bien­te capturadas pela câmera do celular, o que resulta em uma interessante combinação de rea­li­da­de vi­sual e vir­tual, por isso denominada “aumentada” (o dispositivo exibe o objeto vir­tual em sobreposição ao objeto ou ao am­bien­te físico reais). Com a Rea­li­da­de Aumentada é possível ­criar imagens e manipulações de objetos físicos e virtuais.
A Rea­li­da­de Aumentada vem sendo cada vez mais utilizada através de aplicativos de smartphone, sendo possível, por exemplo, apontá-​­lo para algum lugar e obter uma sobreposição de informações, como encontrar os restaurantes e cafés mais próximos ou consultar preços de produtos. Atual­men­te a Rea­li­da­de Aumentada é utilizada com sucesso em vá­rios setores, como educação, medicina, física, geo­lo­gia ou turismo. Em Berlim, por exemplo, um aplicativo permite enxergar como eram setores da cidade quando ainda existia o Muro de Berlim, simplesmente mirando o local com o celular.


A tecnologia também vem sendo aprimorada para orien­ta­ção e acessibilidade de pes­soas com de­fi­ciên­cia vi­sual. Com a câmera do smartphone, um aplicativo transmite a informação sonora correspondente aos objetos que são alcançados pela imagem. E empregando um sensor GPS é possível obter a posição do indivíduo, em latitude e longitude e orien­tá-​­lo em trajetos abertos.
Veja agora um interessante aplicativo de RA, o Find Your Car with AR, que lembra onde você estacionou, levando-​­o de volta até o seu veí­cu­lo.
Pode ser bem útil para os mais dis­traí­dos!

Bruno Mortara é superintendente do ONS27 e coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade
Senai de Tecnologia Gráfica.

Artigo publicado na edição nº 94