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Gerenciamento de resíduos na pré-impressão Imprimir E-mail
Escrito por Mara Cristine Aguiar   
Seg, 03 de Maio de 2010

A questão ambiental já faz parte do nosso cotidiano e não poderia ser diferente na indústria gráfica. Pensando nisso, muitas gráficas têm implementado programas de gerenciamento de resíduos. Trata-​se de práticas que visam à coleta, segregação, tratamento e destinação correta, baseadas na legislação 
aplicável aos aspectos ambientais.
O setor de pré-​impressão é o ponto de partida para a produção de uma peça gráfica, desde a criação do projeto gráfico até a confecção da forma de impressão. Podemos dividi-​la em duas fases: a produção visual gráfica — PVG, fase criativa; e o processamento de imagens — PI, fase de produção.
Na pré-​impressão encontramos tarefas que ainda utilizam o método convencional (manual ou mecânico), como montagem de fotolito e cópia de chapa. Mas, atualmente, grande parte das tarefas se faz através do método eletrônico (a partir do computador), como captura e tratamento de imagens, diagramação de projetos gráficos, provas digitais e preparação de formas de impressão.
Entretanto, independente de o método ser convencional ou eletrônico, a pré-​impressão tem diversos aspectos ambientais, tais como resíduos oriundos de processos fotoquímicos da revelação de fotolito ou chapa. Na etapa da criação ou na arte final os resíduos podem ser restos de lápis ou giz de cera, cola, lâmina de estilete, borracha e papel, dentre outros.
Como medida para a Redução, Reutilização e Reciclagem (3Rs) dos resíduos gerados na pré-​impressão, a equipe de Qualidade Ambiental da Escola Senai Theobaldo De Nigris elaborou um fluxograma contemplando cada atividade, entradas (matérias-​primas e insumos) e saídas (resíduos), tipo e classificação dos resíduos de acordo com a norma ABNT NBR 10004.
Com base nessa planilha é possível identificar os resíduos e elaborar planos de ação que visem à redução de seus impactos ambientais.

Fluxograma da Pré-​Impressão
A equipe da pré-​impressão adotou práticas simples, como utilizar apenas uma processadora de filme, tanto para o processo convencional quanto para o eletrônico, reduzindo assim o volume de revelador e fixador na revelação de fotolitos. Na cópia de chapa, o querosene foi substituído por um solvente menos agressivo à saúde e ao meio ambiente e o seu recipiente tem um dosador para controlar o volume a ser aplicado. Na montagem convencional, foi eliminada a benzina, que era utilizada na limpeza da base de poliéster.
O uso de hidróxido de amônio (resíduo perigoso – Classe I) foi totalmente eliminado com a substituição da prova heliográfica por provas digitais ou da cópia da montagem convencional por processo fotoeletrográfico.
Já os aspectos ambientais da fase de criação e arte final não são tão nocivos à saúde e ao meio ambiente e a maioria deles não tem opção de substituição. A medida encontrada está na redução e reutilização desses elementos, bem como na orientação do descarte correto através da coleta seletiva.
Essas práticas adotadas na pré-​impressão foram ações simples, criativas e econômicas, com resultados imediatos no ambiente de trabalho e no controle da geração de resíduos, contribuindo também para a segurança, sensibilização e educação ambiental dos funcionários e alunos da escola.

 

Mara Cristine Aguiar é especialista em pré-impressão, instrutora e integrante da equipe de Qualidade Ambiental da Escola Senai Theobaldo De Nigris e professora da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.