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Adobe vai para a nuvem com aplicativos touch Imprimir E-mail
Ter, 02 de Outubro de 2012

No final do ano passado, a Adobe anunciou uma nova iniciativa chamada Adobe Creative Cloud, que leva as funcionalidades da Adobe para dentro do ambiente de nuvem. Ao mesmo tempo, a companhia anunciou o novo Adobe Touch Apps, conjunto de aplicativos para criação de conteúdos em tablets que trabalham em conjunto com a nuvem Adobe Creative Cloud. A seguir um resumo detalhado dos novos aplicativos.

Designers gráficos e web designers têm contado com os produtos Adobe Crea­ti­ve Suite (CS5.X) para lhes fornecer ferramentas de cria­ção, desde a concepção até a finalização. Historicamente, esse pacote tem sido comprado por um valor bastante alto, além de necessitar de investimentos em equipamentos poderosos o su­fi­cien­te para suportar os soft­wares. Agora, a Adobe usou o seu conhecimento técnico para levar um pouco desse poder para a plataforma tablet. A nova família de aplicativos Touch permite aos designers compor, produzir, apresentar e compartilhar seus trabalhos em tablets. O conjunto de aplicativos Adobe Touch Apps inclui:

  • Pho­to­shop Touch (para edição de imagens)
  • ­Ideas (para cria­ção de ilustrações em vetor)
  • Kuler (para exploração e cria­ção de temas de cores)
  • Proto (para cria­ção de wireframes interativas e protótipos de websites)
  • Collage (para cria­ção de painéis de imagens)
  • Debut (para apresentação de designs).

Os aplicativos foram ini­cial­men­te lançados para plataforma Android, mas já estão disponíveis também para iPad, com exceção do Kuler e do Debut. Cada aplicativo custa US$ 9,99.

Adobe Pho­to­shop Touch

Enquanto os aplicativos para tablets não chegam aos pés do poder daqueles feitos para um desktop, o Pho­to­shop Touch possui alguns recursos “a jato” que alguns designers podem apre­ciar. Há muitos aplicativos de edição de fotos para iPad e o Pho­to­shop Touch possui alguns recursos similares aos deles, incluindo a habilidade de aplicar filtros, cortar e ro­ta­cio­nar imagens. Entretanto, os recursos que fazem o Pho­to­shop Touch se destacar da concorrência são:

  • Suporta até 16 camadas com opacidade e controles de modo de combinação
  • Ferramentas de múltipla seleção, incluindo o Scribble Select, um modo rápido de seleção no qual os usuários rabiscam as áreas a fim de preservá-las ou removê-las
  • Capacidade de refinar bordas, que funciona como no Photoshop, para maior controle e precisão quando se faz a máscara de objetos complexos como cabelo
  • Borda inteligente, que detecta automaticamente onde a pintura deve parar em relação ao objeto principal
  • Suporte a textos, utilizando as fontes instaladas no dispositivo
  • Em um futuro próximo, a capacidade de receber fontes através da web.

Outras ferramentas in­cluem distorção, gra­dien­te, carimbo, mata-​­borrão de clonagem, níveis e ajuste de curvas e 28 efeitos ajustáveis de imagem.
Os usuá­rios podem importar imagens armazenadas no tablet ou na câmera do dispositivo. É possível também rea­li­zar uma busca no Goo­gle diretamente a partir do aplicativo (incluindo tipo de imagem e cores, como refinamentos da pesquisa) ou fazer down­load de imagens a partir do Crea­ti­ve Cloud e do Fa­ce­book.
Os projetos podem ser salvos no tablet, compartilhados pelo Fa­ce­book ou e-​­mail, ou ainda en­via­dos para a nuvem da Adobe, a Adobe Crea­ti­ve Cloud, para recuperação pos­te­rior em um desktop. Um novo plug-in, Adobe PS Touch, permite ao Pho­to­shop ler o formato de arquivo Touch (.psdx) preservando suas camadas.
Para ajudar os usuá­rios a aprender a usar o novo aplicativo, a Adobe incluiu uma série de tutoriais. Esses guias passo a passo orien­tam o usuá­rio em tarefas diversas, incluindo a aquisição de imagens a partir da nuvem, realiza­ção de técnicas avançadas de seleção e aplicação de filtros.
O Pho­to­shop Touch possui apenas algumas de­fi­ciên­cias. Primeiro, qualquer texto cria­do em um projeto é salvo em uma camada separada e não é editável uma vez que a camada tenha sido cria­da. Segundo, há uma limitação de 1.600 × 1.600 pixels para o tamanho da imagem (que é aproximadamente o equivalente a um arquivo de sete megabytes ou uma imagem 13,5 × 13,5 cm a 300 dpi), o que limita a utilização das imagens finais para projetos gráficos, aplicações na web ou pequenas impressões. A Adobe relatou que provavelmente será possível aumentar o tamanho máximo do arquivo no aplicativo, à medida que os tablets se tornam mais poderosos.
No entanto, se compararmos, a maioria dos aplicativos concorrentes possui uma limitação de cinco megabytes no tamanho dos arquivos. Porém, o Photogene para iPad suporta arquivos de até 21 megabytes no iPad 2 e oferece muitos recursos profissionais, incluindo suporte ao formato de arquivos RAW, navegador de fotos, vi­sua­li­za­dor de metadados e templates para composição, custando US$ 2,99. Os usuá­rios podem editar fotos a partir da bi­blio­te­ca de fotos do dispositivo ou diretamente no iCloud da Apple. Os arquivos podem ser en­via­dos por e-​­mail ou para o Dropbox, Picasa, Fa­ce­book, Flickr, Twitter e FTP. A versão pro­fis­sio­nal do aplicativo, que custa US$ 7,99, acrescenta marca d’água, seleção de balanço de branco, ajuste de curvas RGB e controle de qualidade de saí­da JPG, entre outros recursos. Outros recursos adicionais do aplicativo podem ser comprados, como os templates de composição (US$ 1,99) e molduras (US$ 0,99). O Photogene tem sido um aplicativo para edição de fotos cam­peão de vendas para iPad e é um sério concorrente para o Pho­to­shop Touch.

Adobe Ideas

 

 

 

 

À primeira vista, o Adobe ­Ideas parece ter poucas ferramentas: um pincel, uma borracha, um seletor de tamanho de pincel, um seletor de cor e uma ferramenta de mão para se navegar pela tela. Entretanto, os designers podem ­criar imagens profissionais, pois os arquivos gerados pelo ­Ideas são vetoriais, podendo ser di­men­sio­na­dos para qualquer tamanho sem a perda de qualidade da imagem. O ­Ideas possui dois tipos de camadas: uma para desenho e uma onde a foto pode ser po­si­cio­na­da como uma camada de vetorização. A opacidade da camada pode ser ajustada.
A Adobe lançou an­te­rior­men­te o ­Ideas para iOS e a versão para iPad permite aos usuá­rios mover e di­men­sio­nar camadas independentemente, ajustar a ordem das camadas e obter nove camadas adicionais via compra de recurso dentro do aplicativo. A Adobe não inclui esses recursos no aplicativo da plataforma Android. A versão para iPad também suporta o uso de saí­da VGA para monitor externo ou projetor.
Os usuá­rios podem usar o zoom para ­criar mais detalhes nas ilustrações e há 50 níveis de desfazer/refazer. É possível também salvar arquivos localmente como PDF ou JPG, en­viar por e-​­mail ou en­viar o arquivo.idea ao Adobe Crea­ti­ve Cloud, o qual poderá pos­te­rior­men­te ser aberto no Illustrator através do plug-in Adobe ­Ideas (.idea).
Trabalhar nesse aplicativo é uma ex­pe­riên­cia muito dinâmica. Em vez de manipular pontos para refinar curvas, pode-se utilizar a ferramenta borracha para corrigir a maioria dos erros e fazer alterações. Em geral, o aplicativo dá uma sensação de desenho de esboços da qual ilustradores gostam, além do benefício adi­cio­nal de gerar gráficos vetoriais. Aqueles ilustradores mais qualificados podem usar o Adobe ­Ideas para ­criar projetos complexos.

Adobe Kuler

 

 

 

 

 

 

O aplicativo Kuler já está no mercado há algum tempo como um cria­dor de temas de cor para web e ferramenta de navegação. A Adobe integrou o aplicativo ao Adobe Crea­ti­ve Suite e à família de produtos Touch App, facilitando a importação e o compartilhamento de temas de cor através dos projetos. O Kuler fun­cio­na basicamente da mesma maneira em um tablet e na web: os usuá­rios podem navegar através de coleções de temas, rea­li­zar buscas por tags, título, autor ou valor da cor, editar temas existentes ou construir novos temas.
Os usuá­rios trabalham em um dos quatro espaços de cor: HSV, RGB, CMYK ou LAB. Eles podem ­criar temas análogos, monocromáticos, tría­des, compostos, complementares ou temas de sombras. Usando uma roda de cores ou alavancas, é possível fazer refinamentos adicionais de cor e também extrair temas de cores a partir de imagens ou fotos.
Todos os temas cria­dos ou importados para o aplicativo Kuler podem ser salvos e importados como paletas de cor no Crea­ti­ve Suite ou no Touch Apps. Uma ressalva ao uso do Kuler em um tablet: os dispositivos não podem ter suas cores calibradas. Assim, temas cria­dos com o aplicativo devem ser usados somente em sites ou os usuá­rios devem ajustar as cores usando um monitor calibrado, para garantir a cor exata para impressões.

Adobe Proto


 

 

 

 

 

 

De todos os aplicativos Touch, o Adobe Proto é o mais inovador. Nenhum outro aplicativo no mercado faz o que ele faz: ­criar wireframes interativos que podem ser salvos em HTML, CSS e ­jQuery. O Proto é tão versátil que pode ser usado para ­criar wireframes para sites e aplicativos móveis. É um aplicativo tão útil que gos­ta­ría­mos de ver a Adobe ­criar uma versão para desktop.
Os usuá­rios começam se­le­cio­nan­do uma largura para lay­out (992, 960, 786, 480 ou 320 pixels) e definindo uma grade de CSS (uma combinação de colunas). Em seguida, definem regiões (divs) usando a ferramenta Div ou desenhando um retângulo sobre o lay­out. Um dos componentes exclusivos para o Proto é o stroke gestures, que possibilita aos usuá­rios desenhar gestos específicos para inserir elementos no lay­out. Um guia de gestos está incluso no aplicativo.
Ao se desenhar um triângulo, por exemplo, acrescenta-se uma caixa de inserção de vídeo e, ao se desenhar uma linha ondulada, insere-se um título com texto fictício. O Gestures fornece uma maneira rápida para desenhar um lay­out sem precisar se­le­cio­nar vá­rias ferramentas. Outros componentes que podem ser adi­cio­na­dos in­cluem imagens, barras de navegação verticais e horizontais, guias, sanfonas, “migalhas” e elementos de formulário (campos de texto, caixas de seleção, botões de rádio e mais).
Os elementos se ajustam automaticamente à grade de lay­out. Uma vez que um elemento é colocado nele, o usuá­rio pode facilmente ajustar seu tamanho e sua localização tocando-o. Elementos aplicados podem ser excluí­dos ou duplicados. Apesar de os usuá­rios não poderem editar os textos dos parágrafos, eles podem alterar sua fonte, tamanho, cor e alinhamento. Além disso, os objetos em uma página podem ser agrupados.
O Proto suporta a cria­ção de múltiplas páginas e, pela adição de páginas, os usuá­rios acrescentam interatividade a seus lay­outs de wireframe. Por exemplo: um usuá­rio pode ­criar um menu de navegação de trabalho através da cria­ção de links para múltiplas páginas; links interativos podem ser cria­dos para itens de menu, texto “inchado”, títulos de texto e botões. No entanto, a interatividade se limita à conexão com outras páginas do projeto e a expandir/colapsar menus do tipo sanfona.
Os usuá­rios podem vi­sua­li­zar os wireframes e testar componentes interativos. Um som de clique simula o clique do mouse. Os projetos também podem ser salvos en­vian­do-os para o Adobe Crea­ti­ve Cloud para desenvolvimento pos­te­rior, utilizando o Dream­wea­ver. O Proto suporta as mais recentes versões de Webkit e ­jQuery.
Apesar de toda a sua utilidade, o Proto tem algumas pequenas de­fi­ciên­cias. Por exemplo: os menus verticais e horizontais estão limitados a 10 itens. Os menus sanfona são limitados a oito seções e apenas os títulos das seções são editáveis. Subseções não podem ser inseridas. Elementos guias são limitados a oito abas. Em geral, porém, o Proto é um aplicativo notável que muitos web designers apre­cia­rão e acharão útil.

Collage e Debut

 

 

 

 

Os aplicativos Collage e Debut não são tão im­pres­sio­nan­tes como os outros na família Touch, principalmente devido ao seu uso relativamente limitado para profissionais de artes gráficas. A funcio­na­li­da­de desses dois aplicativos poderia facilmente ter sido embutida nas quatro aplicações. O Collage, como o próprio nome indica, é um aplicativo de cria­ção de colagens, embora a Adobe prefira se referir a ele como um cria­dor de painéis de imagens (mood­boards).
O Collage possibilita ao usuá­rio importar vá­rias imagens, organizá-​­las e girá-​­las, adi­cio­nar temas de cores do Kuler e inserir textos. Os usuá­rios podem incorporar imagens do tablet, do Goo­gle, do Flickr ou da Adobe Crea­ti­ve Cloud. A tela pode ser am­plia­da e os projetos podem ser salvos em formato compatível com o Pho­to­shop. O Collage é destinado à cria­ção de ideias, não para composições ou arte final. Enquanto a capacidade de adi­cio­nar texto à colagem é única, a maioria dos outros recursos, como o po­si­cio­na­men­to da imagem, re­di­men­sio­na­men­to, rotação e disposição, está disponível em muitos outros aplicativos mais baratos, como o Photo Collage Crea­tor, que é gratuito.
O Debut permite aos usuá­rios combinar vá­rios projetos em uma única apresentação. Renderizações de alta fidelidade de arquivos de Pho­to­shop, Illustrator e InDesign podem ser importados através da nuvem Adobe Creative Cloud. O aplicativo também suporta os formatos PDF, JPEG, PNG e GIF. As camadas dentro de arquivos do Pho­to­shop e art­boards dentro de arquivos do Illustrator podem ser desligados e ligados antes da importação.
Os usuá­rios podem fazer anotações nos arquivos usando uma caneta de marcação e exportar arquivos em formato PDF para analisar ou compartilhar. Nenhuma outra edição a não ser a marcação pode ser feita no Debut. Os usuá­rios de iPad podem se dar melhor usando o GoodRea­der, que suporta a marcação PDF no aplicativo e custa quase metade do preço de Debut, além de sincronizar com o iDisk, Dropbox e SugarSync.

Adobe Creative Cloud
A Adobe tem feito vá­rias tentativas de oferecer um serviço de armazenamento e compartilhamento ba­sea­do na tecnologia de computação em nuvem. A empresa espera que seu novo produto, a nuvem Adobe Crea­ti­ve Cloud, torne-se uma central de repositório para vi­sua­li­za­ção, compartilhamento e sincronização de arquivos cria­dos pelo Adobe Touch Apps e pelo conjunto de aplicativos para desktop, o Adobe Crea­ti­ve Suite. A empresa também espera que os usuá­rios trabalhem e compartilhem ideias com os colegas e participem de um fórum mun­dial para obter co­men­tá­rios e inspiração. A Adobe Crea­ti­ve Cloud inclui 20 gigabytes de armazenamento em nuvem e suporta muitos formatos, inclusive PSD, AI e INDD, assim como JPEG, PNG, GIF e PDF. Os usuá­rios podem optar por convidar outras pes­soas para ver, comentar ou baixar arquivos.
A maior notícia por trás da nuvem são os planos da Adobe de mover suas aplicações desktop para um modelo de computação em nuvem. Ela anunciou que o Pho­to­shop, InDesign, Illustrator, Dream­wea­ver, Pre­mie­re Pro, After Effects, Adobe Edge e Muse estarão entre os aplicativos in­cluí­dos na mudança. No entanto, ela diz que vai con­ti­nuar a oferecer versões completas dos seus produtos.
Para os editores, outro componente da nuvem da Adobe serão as tec­no­lo­gias do Digital Publishing Suite (DPS) para ­criar e distribuir publicações interativas para tablets e smartphones. Uma parte do Adobe Business Catalyst para a construção e ge­ren­cia­men­to de sites, bem como novos serviços de design está disponível, assim como a capacidade de usar fontes para websites ba­sea­das na tecnologia Typekit, adquirida pela Adobe, para distribuição de fontes pela nuvem, para o design de sites.
O clien­te poderá assinar a utilização da Adobe Crea­ti­ve Cloud por pe­río­dos de um ano ou mês a mês (permitindo ao usuá­rio cancelar e retomar uma assinatura quando necessário). Além de a inscrição ser paga, alguns dos recursos da Adobe Crea­ti­ve Cloud serão acessíveis de forma gratuita, incluindo o ge­ren­cia­men­to de arquivos, armazenamento, acesso e outros recursos da comunidade. A Adobe não fez nenhum anúncio decisivo em termos de valores ou sobre o que exatamente será oferecido gratuitamente.

Visão da Seybold
Como conjunto, os aplicativos Adobe Touch têm muito que se apre­ciar. Existem muitos aplicativos de design mais baratos no mercado, mas a ex­pe­riên­cia da Adobe na cria­ção de aplicativos voltados para profissionais criativos ajuda a im­pul­sio­nar o apelo de seus novos produtos. Alguns terão recursos limitados e o nível de preço de quase US$ 10 por aplicativo é um pouco alto se comparado ao de similares. Os valores mais adequados para os aplicativos menos potentes, incluindo o Debut, o Collage e o Kuler, se­riam em torno de US$ 4,99.
Alguns designers podem ser con­trá­rios ao uso do toque ao invés de um mouse ou uma caneta. Depois de passar anos aperfeiçoando a capacidade de afetar os movimentos precisos do mouse, os designers agora editarão com o controle da ponta dos dedos. Embora fazer edições pelo toque tenha um fator divertido, as canetas oferecem um controle mais preciso.
Há vá­rias empresas competindo para ­criar o am­bien­te de nuvem ­ideal para as artes gráficas. A Adobe e a Apple fizeram vá­rias tentativas, mas não estamos convencidos de que o mercado esteja pronto para (ou até mesmo necessite de) aquilo que a Adobe está oferecendo com a Crea­ti­ve Cloud. Com o Dropbox e o SugarSync, as pes­soas já compartilham arquivos grandes. Ainda assim, empresas com grandes grupos de trabalho podem se bene­fi­ciar da Crea­ti­ve Cloud, mas suspeitamos que o custo será proibitivo para o designer gráfico que trabalha sozinho. Esperamos que a Adobe opte por oferecer alguns serviços online gratuitos, da mesma maneira que o faz o Dropbox ou outros serviços de nuvem.

Outros aplicativos Adobe Touch
A Adobe tem feito ex­pe­riên­cias com a plataforma Touch no iOS já há algum tempo. Apesar de não ser ofi­cial­men­te listada como parte da família Adobe Touch, esses outros aplicativos oferecem algumas fun­cio­na­li­da­des adicionais.
O Carousel é um aplicativo gratuito, lançado recentemente para iPad e para Mac. (A Adobe planeja lançar também as versões para Android e Win­dows.) Trata-se basicamente de um aplicativo como o Adobe Ligh­troom, para o iPad. O Carousel oferece uma maneira efi­cien­te de organizar e pesquisar as coleções de fotos que podem existir em um iPad, iPhone ou Mac, bem como de cortar, ro­ta­cio­nar, ajustar a exposição e fazer outras correções, preservando-se a foto original. Os arquivos sincronizam-se perfeitamente entre dispositivos através do Carousel, que custa US$ 5,99 por mês ou US$ 59,99 por ano. A assinatura é feita através da iTunes Store da Apple. Cada assinatura do Adobe Carousel vem com cinco car­ros­séis de foto. Os usuá­rios podem importar um número ilimitado de fotos para cada carrossel, e não há limites para a resolução ou tamanho das fotos individuais, desde que sejam no formato JPG. Cada carrossel de fotos pode ser compartilhado com até cinco pes­soas.
A Adobe também oferece gratuitamente um aplicativo de edição de fotos para iOS e Android chamado Pho­to­shop Express. Ele fornece recursos básicos de edição de fotos, tais como cortar, girar, corrigir exposição, molduras e diversos filtros e efeitos. O Adobe Camera Pack (US$ 4,99) para dispositivos iOS com câmera pode ser comprado dentro do aplicativo e acrescenta a redução de ruí­do, um temporizador e a revisão automática das imagens. Os usuá­rios também podem se cadastrar gratuitamente no www.photoshop.com a fim de carregar e armazenar até dois gigabytes de fotos e ví­deos.
A Adobe também lançou três aplicativos para iOS que possibilitam aos usuá­rios interagir com o Pho­to­shop a partir do iPad. O Adobe Eazel, por US$ 2,99, permite aos usuá­rios ­criar pinturas e enviá-​­las para o Pho­to­shop. O Adobe Nav, por US$ 1,99, possibilita aos usuá­rios personalizar a barra de ferramentas do Pho­to­shop CS5 no iPad para acessar as ferramentas mais utilizadas. E o Adobe Color Lava, por US$ 2,99, permite misturar cores no iPad para ­criar amostras personalizadas e cinco amostras-​­temas, que podem ser ins­tan­ta­nea­men­te acessadas no Pho­to­shop CS5.
O Adobe Crea­tePDF, por US$ 9,99, para iOS e Android, permite converter textos e imagens de Word, Excel, PowerPoint, Pho­to­shop, Illustrator, InDesign, OpenOffice, WordPerfect e RTF para PDF. O aplicativo não converte os arquivos. Em vez disso, ele envia os documentos ao serviço de nuvem Adobe Crea­tePDF, que converte o arquivo para PDF e o envia para o dispositivo móvel. O serviço custa US$ 99,99 por ano ou US$ 9,99 por mês. O aplicativo preserva links, notas, notas de rodapé e cria marcadores. Também mantém as transições e con­teú­do multimídia em apresentações de PowerPoint. Os arquivos podem ser convertidos a partir de anexos de e-​­mail ou serviços de armazenamento em nuvem como o Dropbox. Os serviços de nuvem Adobe Cloud encontram-se espalhados entre diferentes subserviços.


Tradução autorizado do The Seybold Report, volume 11, número 22, de 21 de novembro de 2011.

Texto publicado na edição nº 83