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ABTG divulga cartilha de provas Imprimir E-mail
Escrito por Sergio Azman   
Sex, 05 de Junho de 2009

Palestra ajuda a disseminar conhecimento da cartilha e aplicar suas normas e conceitos no cotidiano de gráficos e criativos.

Com um público bastante heterogêneo, formado por pro­fis­sio­nais de cria­ção, técnicos gráficos e fornecedores, a ABTG rea­li­zou uma palestra no dia 11 de março para explicar os prin­ci­pais con­cei­tos da cartilha de Provas Di­gi­tais, lançada em agosto de 2008.

Ministrada por Antônio Gue­des, da Editora Abril, e coor­de­na­dor da Comissão de Estudos de Ge­ren­cia­men­to de Cores da ABTG, que desenvolveu a cartilha, a palestra contou também com Rei­nal­do Espinosa, presidente da ABTG, e Bruno Mortara, superintendente do ONS27. O objetivo foi divulgar os con­cei­tos do ma­nual, que busca padronizar a comunicação das cores e ­criar um padrão de procedimentos para a produção de provas con­tra­tuais, promovendo uma relação mais harmônica entre os prin­ci­pais atores da ca­deia da comunicação impressa.

Segundo Gue­des, uma das vantagens da prova normalizada é que ela via­bi­li­za o fluxo de envio de arquivos online, por exemplo, para as gráficas que trabalham dentro das normas. “Às vezes, o clien­te tem uma mesma prova de dois fornecedores diferentes, e elas são diferentes entre si. Ele fica sem saber qual é a certa. Por isso, você tem de estar suportado por alguma coi­sa, por padrões. Se todos trabalham dentro de uma norma, como a 12647/2, por exemplo, que é a norma de impressão, o arquivo pode ser interpretado em qualquer RIP, que vai sair da mesma forma. Porque, o arquivo que cada RIP interpreta de uma ma­nei­ra diferente é, no mínimo, um arquivo duvidoso.”

Foi exatamente isso que aconteceu com Vi­ni­cius Cardoso, produtor gráfico da agência Artéria Comunicação. “Um de nossos clien­tes tem uma marca com calibração CMYK para o roxo. E quando você compara todos os ma­te­riais impressos durante o ano, cada um tem um roxo diferente.” Por isso, essa empresa está cogitando a elaboração de um brand­book offset, com todas as especificações de como imprimir sua marca em offset. “Assim, sempre que for mandar um ma­te­rial para a gráfica, essa cartilha vai junto. Trabalhe ele com qualquer agência ou fornecedor de serviços gráficos, vai ter sempre o mesmo resultado de cor”. Ou seja, padronizar processos diminui retrabalhos e ajuda na qualidade do produto final.

Relacionamento saudável
Vi­ní­cius vê com bons olhos a aproximação da ABTG com as agên­cias e acredita que o conhecimento oferecido pela as­so­cia­ção pode ajudar a melhorar seus processos e a qualidade de seus trabalhos. “Eu vim à palestra hoje pela carência que sinto na parte técnica. Não apenas para argumentar com o clien­te, mas para entender e melhorar os processos e resultados dentro dos la­youts que produzimos. Dentro das agên­cias que conheço a informação técnica ain­da é escassa. Acredito que os pro­fis­sio­nais acham que esse aprendizado é mui­to complexo e ain­da não têm a cons­ciên­cia de que isso pode ajudar mui­to a agência a antecipar pos­sí­veis problemas.”

Leo­nar­do Bou­los e Felipe Rodrigues, do departamento de arte final da Narita Design, também acreditam que a cartilha ajuda mui­to na relação com seus fornecedores de provas de impressão. “Quan­do a gente solta algum ma­te­rial e vai receber a prova, existe uma expectativa sobre pos­sí­veis perdas, se aquele ma­te­rial vai atingir a mesma cor ou se vai ter alguma va­ria­ção. Esse conhecimento ajuda a di­men­sio­nar essa va­ria­ção e é importante até para administrarmos a expectativa do clien­te, para que ele não espere algo que está fora do real, uma cor que dificilmente será reproduzida na impressão”, afirma Felipe.

Para Leo­nar­do, o ­maior benefício da normalização é mesmo di­mi­nuir diferenças entre fornecedores que imprimem o mesmo arquivo. “Isso é uma coi­sa que a norma não dei­xa­ria acontecer. Tem sempre uma série de va­riá­veis, mas a partir do momento em que os fornecedores trabalharem com essa norma, esse problema será minimizado”.

Download da cartilha de Provas Digitais

Texto publicado na Edição 66