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Bobst apresenta tratamento de plasma em evento no Senai Imprimir E-mail
Qui, 01 de Janeiro de 2009

Sistema promete reduzir custos e elevar a qualidade na produção de cartuchos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os dias 27 e 31 de outubro, a Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica promoveu a Semana de Gestão e Tecnologia na Área Gráfica. Para falar sobre o tratamento de plasma para a colagem de cartuchos, que atraiu a atenção de muitos brasileiros na Drupa 2008, e o sistema de corte e vinco Accubraille, o Senai convidou Anderson Ricardo de Paula e Eduardo Pereira, da área de suporte de vendas e assistência técnica do Bobst Group.

Amplamente utilizado pela indústria automobilística, eletrônica e têxtil, entre outras, a tecnologia Openair, da norte-americana Plasmatreat, chega agora ao segmento de embalagens através de um acordo com a Bobst, sua representante exclusiva para esse mercado. Trata-se de um pré-tratamento de superfícies que amplia a capacidade de adesão de material.

Openair facilita a colagem de adesivos e vernizes
Aplicado na forma de jato, através de uma pistola que se assemelha a um bico injetor, o plasma (gás altamente ionizado e constituído por elétrons e íons positivos livres) limpa a superfície, remove qualquer contaminação (poeira, umidade) e aumenta a tensão superficial do substrato ao ativar a estrutura do polímero, fazendo com que vernizes e adesivos colem melhor à superfície. Para a indústria de embalagens isso significa redução de custos e elevação na velocidade de produção à medida que o sistema Openair possibilita a diminuição do uso dos adesivos no fechamento dos cartuchos.

Instalado na unidade de corte e vinco, o sistema Openair não deixa marcas no cartucho já que não emprega força mecânica, não gera poeira como fazem os dispositivos de fresa e pode trabalhar com velocidade de até 600 m/min. “O bico de plasma pode ser adaptado na posição mais adequada às necessidades da gráfica e se, numa eventualidade, for preciso interromper bruscamente a produção e a pistola de plasma se mantiver ligada, não há risco da geração de fogo. O que pode ocorrer num tempo de exposição mais longo é a perfuração da embalagem.”

Outros dois detalhes importantes: o sistema não exige ajustes em função do tipo e gramatura do substrato e, depois de receber o tratamento com plasma, o cartucho não precisa ser colado imediatamente. O tratamento com plasma tem vida útil de dois meses, o que facilita, por exemplo, o transporte de caixas abertas.

Impressão em Braille
De olho numa exigência real de países desenvolvidos, a Bobst lançou em 2007 o sistema Accubraille para tornar mais produtiva a impressão em Braille nas embalagens. Nos Estados Unidos, o Braille é obrigatório em todas as embalagens farmacêuticas, tendência que está migrando para as embalagens de alimentos e até para as etiquetas de vinhos. Para tanto foi desenvolvido um módulo de impressão rotativo para as dobradeiras Bobst modelos Expertfold e Masterfold.

Entre os benefícios, Eduardo Pereira listou a maior facilidade da preparação e redução do número de paradas na máquina de corte e vinco, uma vez que o Braille será impresso na dobradeira-coladeira, diminuição no tempo de regulagem da própria dobradeira-coladeira e elevação na qualidade final da embalagem em função da maior definição da impressão em Braille no processo rotativo.

 



Texto publicado na Edição 64