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Aumente a rentabilidade na impressão offset com novas tecnologias de insumos Imprimir E-mail
Escrito por Daniel Nato   
Ter, 17 de Maio de 2011

Novas tec­no­lo­gias de insumos podem con­tri­buir fortemente para a competitividade das gráficas. A seleção dos insumos mais adequados depende de diversos fatores, que podem diferir de empresa para empresa. Nem sempre o insumo mais caro é a solução para melhorar a produtividade e a qualidade. Nem sempre o mais barato é o que vai levar a menores custos de produção. A decisão deve considerar indicadores como velocidade média de impressão, horas de paradas não programadas, consumo de ma­té­rias-​­primas, energia e água e quantidade de re­sí­duos. Dos prin­ci­pais insumos utilizados na impressão offset, praticamente todos tiveram avanços tecnológicos interessantes. Neste artigo abordaremos blanquetas, chapas, tintas, pa­péis e químicos au­xi­lia­res.

Blanquetas
Os fabricantes desses ma­te­riais têm investido mui­to em pesquisa, resultando em grandes avanços tecnológicos principalmente com relação à durabilidade e qualidade de impressão.
A vida útil é um aspecto importante. Uma troca de blanquetas pode consumir até 15 minutos por unidade, entre instalação e conferência com relógio comparador. Portanto, menos subs­ti­tui­ções de blanquetas implicam em redução de tempo de máquina parada, menor curso de hora-​­máquina e ­maior tempo disponível para produção. Hoje existem no mercado as seguintes inovações tecnológicas que permitem essa melhoria no ajuste da máquina:

  • Blanquetas com­pres­sí­veis com microcélulas fechadas, que permitem rápida recuperação de amassamento, fun­cio­nan­do como uma espécie de amortecedor para os impactos. Melhoram a qualidade de impressão e são mais ver­sá­teis na impressão sobre diferentes suportes. Permitem melhor soltura do papel.
  • Blanquetas calibradas: apresentam uma superfície isenta de subprodutos e microrrugosidade mais uniforme em comparação com as retificadas. A espessura é mais uniforme. Também melhoram a soltura do papel, imprimindo traços e retículas com melhor qualidade.
  • Barras ou réguas adaptadas: as barras de ten­sio­na­men­to já incorporadas de fábrica à blanqueta, dispensando a sua montagem ma­nual, podem ser utilizadas mesmo em equipamentos mais antigos. Os ­atuais fornecedores desenvolveram modelos para essa finalidade. Elas vão ajudar a di­mi­nuir o tempo de instalação.

Existe também uma tecnologia de blanquetas em que o suporte tra­di­cio­nal de lonas têx­teis é subs­ti­tuí­do por uma estrutura es­pe­cial sintética. Essa estrutura é responsável por melhores pro­prie­da­des físicas, tais como:

  • Menor perda de espessura durante a utilização da blanqueta.
  • Melhor resistência ao ten­sio­na­men­to, dispensando constantes ten­sio­na­men­tos adi­cio­nais.
  • Rápida recuperação de amassamentos e resistência a vincos e cortes decorrentes das bordas dos suportes, graças à grande espessura da camada de borracha.
  • Vida útil estendida e excelente reprodução de pontos.

Tintas offset
Este é o insumo que possui ­maior diversidade de características dis­po­ní­veis para adequação a diferentes necessidades. A sua formulação ­ideal deve ser escolhida de acordo com o tipo de impressora e, principalmente, com o tipo de suporte a ser impresso. Aqui destacamos duas tec­no­lo­gias: as tintas à base de ­óleos 100% ve­ge­tais e as tintas de cura UV.
Os vernizes-​­base, ou veí­cu­los, das tintas offset tipo BIO, fei­tos com ­óleos 100% re­no­vá­veis, são um avanço tanto no aspecto ecológico quanto técnico. Por reduzirem emissões de VOCs (Compostos Orgânicos Vo­lá­teis), são adequados a trabalhos com apelo ecológico, gerando mais oportunidades de ne­gó­cios, como os explorados pela American Soy­bean As­so­cia­tion (ASA).
Essas tintas ini­cial­men­te foram desenvolvidas para melhorar o desempenho de impressoras com reversão, reduzindo o indesejável acúmulo de tinta no cilindro de contrapressão das últimas unidades em máquinas de 8, 10 ou 12 cores.
Os vernizes ve­ge­tais pro­por­cio­nam melhor poder de umectação dos pigmentos, garantindo melhor printabilidade e desempenho su­pe­rior de impressão, além de ­maior brilho. Já estão dis­po­ní­veis também tintas ve­ge­tais do tipo ­board, que se adaptam mui­to bem a suportes de difícil ancoragem e com mui­ta exigência de resistência a abrasão, como os cou­chés foscos, mais di­fí­ceis de acabar.
As tintas de cura por ra­dia­ção ul­tra­vio­le­ta, por sua vez, permitem a impressão sobre qualquer substrato, mesmo os não absorventes, como plásticos e me­tais. Também são vantajosas quando existe o requisito de secagem rápida, como na impressão de dados va­riá­veis ou para prazos de acabamento mui­to curtos. Para a utilização dessas tintas são ne­ces­sá­rias adaptações particulares na impressora, como a instalação das unidades de cura com lâmpadas UV, além da subs­ti­tui­ção de ro­la­rias de
impressão/molhagem e blanquetas.

Chapas CtP processless
A tecnologia processless, ou sem processamento, permite a produção da chapa offset com pontos de pri­mei­ra geração sem a utilização de tratamentos químicos. A chapa vai diretamente para a impressora offset após a exposição, eliminando-se a etapa de revelação com equipamentos e químicos específicos. A eliminação da camada de contragrafismo é rea­li­za­da na própria impressora.
Essa tecnologia promove uma redução dos custos relativos ao equipamento de processamento (investimento, manutenção, de­pre­cia­ção), energia, água, hora-​­máquina, hora-​­homem, reveladores e tratamentos de re­sí­duos.
Há também ganhos de produtividade. A chapa chega mais rapidamente à impressora e a exposição no CtP é mais rápida. Essa vantagem deve-se ao fato de a chapa ser negativa. O laser expõe somente as ­­áreas de grafismo, normalmente menores. Essas chapas também pro­por­cio­nam ­maior repetibilidade, já que diversas va­riá­veis de revelação são eliminadas.

Papéis
Não são somente os fabricantes de tintas que estão buscando acelerar o processo produtivo gráfico, mas também os fabricantes de pa­péis.
A ­ideia foi incorporar à superfície do papel um tratamento que permite a ancoragem e oxidação da tinta com mui­to mais velocidade. Alguns exemplos desse tipo de tecnologia de revestimento foram lançados em novembro de 2007 na Europa pela Sappi. O cou­ché Tempo foi desenvolvido com base em pesquisas de mercado e grupos de discussão focados nas necessidades das gráficas, onde a secagem mesmo no cou­ché fosco permite manuseio em menos de uma hora. A americana Nee­nah também oferece alta performance de acabamento alia­da à alta qualidade de definição com o Coronado SST (Spe­cial Surface Treat­ment). A Arjowiggins também trou­xe inovações nessa área, lançando o papel da tra­di­cio­nal linha Rives na versão Sen­sa­tion, que au­men­ta drasticamente a secagem e a taxa de cobertura, permitindo, além de ­maior densidade de impressão e contraste, menor tempo de acabamento, sem contar o fato de di­mi­nuir even­tuais perdas durante esses processos.

Químicos auxiliares
Os químicos au­xi­lia­res chegam ao gráfico com uma ampla gama de produtos para diversas necessidades voltadas para melhoria do processo: secantes, produtos de limpeza e de conservação de ro­la­rias e blanquetas, soluções de fonte e vá­rios ou­tros.
Secantes: utilizam a própria água emul­sio­na­da da solução de fonte para ajudar a secar a tinta. Assim, a tinta seca de dentro para fora. Não faz casca e também tem ajudado na fixação do filme de tinta em suportes de pou­ca absorção.
Au­xi­lia­res de limpeza: a popularização dos solventes do tipo não aromáticos permite a limpeza dos rolos e blanquetas sem agredir suas pro­prie­da­des de dureza, diâ­me­tro e rugosidade. Essa nova tecnologia de solventes, além de pro­pi­ciar uma limpeza mais efi­cien­te, permite o emul­sio­na­men­to com água. Eles têm em sua composição agentes anticorrosivos. O impressor deve ser orien­ta­do quanto à utilização correta desse tipo de solvente mais “pesado”, já que ele apresenta uma oleo­si­da­de re­si­dual que deve ser removida com água. Completam os produtos de limpeza diá­ria, como o solvente, os au­xi­lia­res de limpeza profunda para revitalização dos poros dos rolos, que removem também o cálcio acumulado. Porém, uma vez endurecidos e encolhidos, os rolos devem ser trocados.
Soluções de fonte: hoje são desenvolvidas de forma bem personalizada para cada tipo de equipamento impressor e qualidade de água. Por isso, existem dezenas de tipos em cada portfólio dos fabricantes.
Esses produtos mais modernos pro­por­cio­nam diversos be­ne­fí­cios ao processo em comparação com os produtos mais antigos:

  • Melhor umectação da chapa.
  • Que­bra da tensão su­per­fi­cial da água, reduzindo ou eliminando o ál­cool isopropílico.
  • Aumento da hidrofilia da chapa.
  • Melhor balanço água/tinta.
  • Redução do emul­sio­na­men­to.
  • Redução do fluxo de água no sistema.
  • Tamponização do pH.
  • Limpeza do contragrafismo.
  • Melhor secagem das tintas.

Daniel Nato é tecnólogo formado pela Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica e consultor técnico na Antalis.

Texto publicado na edição nº 77