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Resultados fotográficos surpreendentes com o HDR Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Ter, 17 de Maio de 2011

Como todo fotógrafo sabe, seja amador ou pro­fis­sio­nal, escolher a abertura correta para uma determinada cena é mui­tas vezes uma questão de se fazer concessões. Ou a foto ganha em algum detalhe ou perde em ou­tro. No entanto, uma alternativa interessante é a utilização de técnicas HDR (high dynamic range, ou seja, amplo alcance dinâmico), que agora se tornou mais fácil do que nunca. A ­ideia básica (e brilhante) é combinar vá­rias exposições de uma imagem em uma imagem final per­fei­ta. Essa técnica remonta aos pio­nei­ros da fotografia, como Ansel Adams. Enquanto os pri­mei­ros adeptos tinham de se debater com a fotografia analógica e processos complicados de cópia, que exi­giam grande cui­da­do, os fotógrafos da era digital podem alcançar resultados im­pres­sio­nan­tes quase sem esforço.
Apesar de o Pho­to­shop ter uma função au­to­má­ti­ca para mesclar imagens separadas em uma única HDR (e o resultado costuma ser melhor do que o que se consegue com uma única exposição), existem ou­tros programas mais adequados para o trabalho — e que não são mui­to caros.
Um soft­ware recomendável é o Photomatix Pro, da empresa francesa HDR Soft. Ele custa 75 eu­ros, o que não é mui­to para um programa elaborado como esse. Quan­do se começa a fotografar já pensando no processamento HDR, o fotógrafo entra em uma nova etapa de cria­ti­vi­da­de fotográfica. Imagens cria­das com dados HDR costumam ser sur­preen­den­tes, quase sur­reais, de uma forma positiva.
Embora seja possível mesclar imagens em JPEG, a técnica fun­cio­na melhor com fo­to­gra­fias de alta qualidade, em formato RAW, e processamento de 16 bits.
Normalmente são ne­ces­sá­rias três exposições para se obter uma melhora considerável na qualidade da imagem, mas é possível combinar cinco, sete ou mesmo nove exposições para se chegar a um alcance dinâmico realmen­te alto nos dados de entrada da imagem.
Combinar imagens subexpostas com uma de exposição normal e, de­pois, adi­cio­nar versões superexpostas da imagem é um bom truque.
Os resultados serão sur­preen­den­tes. É só observar o que fotógrafos como Trey Ratcliff, por exemplo, conseguiram usando essa técnica, e então fica impossível discordar!


Bruno Mortara é superintendente do ONS27, coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Texto publicado na edição nº 77