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Comitê de normas para o setor gráfico reúne‑se na Coreia Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Qui, 25 de Fevereiro de 2016

No encontro, que teve a participação de 26 países, Bruno Mortara, superintendente do ONS27, foi eleito coordenador do grupo de trabalho que cria parâmetros para avaliação de conformidade.

Entre os dias 2 e 8 de novembro aconteceu em Seul, na Coreia do Sul, a reu­nião do Technical Committee for Graphic Technology – TC 130, comitê da ISO (In­ter­na­tio­nal Or­ga­ni­za­tion for Stan­dar­di­za­tion) responsável pelo desenvolvimento de normas para a indústria gráfica em âmbito in­ter­na­cio­nal. O encontro contou com a participação de representantes dos 26 paí­ses que integram o comitê, sendo que os documentos elaborados, além de terem validade in­ter­na­cio­nal, são também en­via­dos para outros 20 paí­ses, que os receberem como paí­ses observadores.
Os trabalhos são divididos em subcomitês, denominados de Working Groups, abrangendo as ­­áreas de terminologia, pré-​­impressão, processos de impressão, pós-​­impressão, sustentabilidade am­bien­tal, materiais e certificação. Tais grupos podem ­criar, alterar, revisar ou cancelar normas.
Na reu­nião plenária que encerrou os trabalhos no dia 8, em Pa­ju­book City, conduzida pelo chinês Pu Jia­ling, novo presidente do TC 130, Bruno Mortara, superintendente do Organismo de Normalização Se­to­rial, ONS27, foi no­mea­do o novo coor­de­na­dor do Working Group 13, que pela primeira vez será conduzido por um brasileiro. Ele foi eleito unanimemente por 49 es­pe­cia­lis­tas de 16 paí­ses para comandar o grupo dedicado ao desenvolvimento de requisitos e parâmetros para a ava­lia­ção de conformidade.
O WG13 foi cria­do em 2010 com o objetivo de desenvolver diretrizes para a ava­lia­ção da conformidade no que se refere ao ge­ren­cia­men­to de qualidade e impressão colorida e hoje tem três projetos de norma em desenvolvimento. O ­atual coor­de­na­dor, Robert Chung, do Rochester Institute of Technology, nos Estados Unidos, indicou Bruno Mortara como seu sucessor a partir da próxima reu­nião, a ser rea­li­za­da em maio de 2016, em Berlim.
De acordo com o superintendente do ONS27, a nova posição será de grande relevância para o desenvolvimento dos trabalhos de certificação e de normalização no Brasil. O País tem participação ativa no TC 130 desde 1998 defendendo os interesses da indústria brasileira, trazendo informações tecnológicas de ponta e contribuindo no desenvolvimento de documentos técnicos em diferentes ­­áreas. Dentro do ONS27 — que fun­cio­na como um espelho do TC 130 —, essa participação se concretiza na escolha das normas que são adotadas em âmbito na­cio­nal, que hoje são 34 das 63 normas publicadas no País para o segmento gráfico.
Leia a seguir os trabalhos mais relevantes para o Brasil, nos grupos em que os representantes brasileiros (Bruno Mortara e Maí­ra de Oliveira, então secretária do ONS27) participaram.

Principais resoluções do 29º encontro do TC 130

Working Group 2 – Pré‑impressão

ISO 19445‑1, Tecnologia Gráfica – Metadados para fluxo de trabalho de artes gráficas – Parte 1: metadados XMP para documentar imagens e provas
No setor de embalagens, arquivos PDF em geral contêm elementos que não serão impressos, usados para marcar dobras, cortes, colas ou relevos. Para diferenciá-​­los dos elementos que serão efetivamente impressos, o truque usado pela indústria tem sido a adoção de canais de cor para salvar essas informações, tidas como “etapas de processamento”, em geral no­mea­das com seu nome em inglês, varnish, die ou engraving. Na norma ISO 19445‑1 essas informações são colocadas em grupos de con­teú­do opcionais (OCGs – camadas estruturais do PDF), como metadados PDF bem definidos. São complementos de um ­PDF/X‑4, permitindo à indústria de embalagens fazer provas sem marcas des­ne­ces­sá­rias nesse momento, assim como a impressão com todas as marcas exigidas. Um PDF pode então servir como um re­ci­pien­te para todos os dados de produção, impressão e não impressão de um produto como uma embalagem ou um rótulo.
A conformidade do PDF no qual se aplicam os metadados da ISO 19445‑1 pode ser ­PDF/X‑4, /X‑5 ou o PDF con­ven­cio­nal. O uso de elementos em braile é com­preen­di­do na norma, o que é ótimo.

PDF/X‑6, o novo PDF da família ISO 15930
Foi discutida a forma de desenvolver os ­PDF/X‑4 e X‑5 e qual nome receberão. Ficou decidido, pro­vi­so­ria­men­te, que será ­PDF/X‑6, família da qual as versões X‑4 e X‑5 farão parte. Essa versão será o primeiro ­PDF/X com base na ISO 32000‑2 e não na especificação da Adobe. O documento é denominado: Parte 9 – Troca completa dos dados de impressão (­PDF/X‑6) e troca par­cial de dados de impressão com referência externa perfil (­PDF/X‑6p) utilizando PDF 2.0. Seguindo a tendência da indústria de impressão que tem desenvolvido processos com múltiplas cores pri­má­rias, como ­CMYKOGV — cia­no, magenta, amarelo e preto além de laranja, verde e vio­le­ta —, o ­PDF/X‑6 terá uma versão que poderá utilizar perfis ICC e dados multicoloridos (N‑Channel), denominada de ­PDF/X‑6n. Isso permitirá que os trabalhos multicoloridos transcorram de forma previsível.
Um arquivo PDF em conformidade com o ­PDF/X‑6 trata as conversões entre espaços de cor sempre com a opção Black Point Com­pen­sa­tion ativada, resultando em conversões mais precisas, em es­pe­cial nas ­­áreas de sombra. Outra novidade é a regulamentação da definição de cores especiais dentro de um PDF, no formato CXF, de grande interesse para o segmento de embalagens, em função da precisão de definição espectral em relação ao método ­atual, colorimétrico (Cielab).
Uma das vantagens do ­PDF/X‑6 será o fato de ter características múltiplas, servindo como saí­da de impressão, assim como saí­da para dispositivos digitais, como tablets, telefones e computadores. Prevê-​­se, ainda a cria­ção de Notas de Aplicação para o ­PDF/X‑6, es­pe­cial­men­te para apoiar os fornecedores que desenvolvem aplicações e o mercado.

ISO 17972 – Intercâmbio de dados de cor utilizando XML
A ISO 17972 representa um novo padrão que se aplica ao armazenamento de dados de caracterização, fornecendo um esquema flexível para a troca de dados de cores especiais com base no padrão CxF3, da X‑Rite (ver www.colorexchangeformat.com). A primeira parte foi publicada em 2015. A Parte 2, que abrange os dados das cartas de cor para calibração de escâneres, será votada como DIS e deve ser re­fe­ren­cia­da na revisão da norma ISO 12641‑2. A Parte 3 abrange dados de caracterização de um processo gráfico ou Dataset, e se destina a substituir todos os formatos existentes (por exemplo, ISO 12642 ou ISO 28178) e acompanhará o conjunto de dados de caracterização. Essa norma também está em votação de DIS. Finalmente, a Parte 4, que se refere aos dados de caracterização de cores Spot (CxF/X‑4), foi publicada e define um formato de troca de dados de medição tintas para fornecer um meio para caracterizar tintas de cores especiais de forma espectral, aumentando sensivelmente a qualidade dos impressos, es­pe­cial­men­te útil na área de embalagens.

ISO 12642‑1 (IT.8‑7)
O famoso alvo para calibração de escâneres, com uma carta de cores fotográfica que é lida e comparada com os valores de fabricação, permitindo a cria­ção de um perfil ICC do escâner, com mais de um milhão de có­pias vendidas desde sua cria­ção, será atua­li­za­do e publicado em 2016. Uma segunda parte da norma foi cria­da, denominada Advanced Colour targets for input scanner ca­li­bra­tion e se baseia nas demandas de instituições cien­tí­fi­cas, como museus, ga­le­rias de arte e arquivos do patrimônio cultural, que exigem mais patches para conseguir uma melhor caracterização cor. Uma nova votação deve ser ini­cia­da após a próxima reu­nião em Berlim.

ISO 19445‑1, Tecnologia Gráfica – Metadados para fluxo de trabalho de artes gráficas – Parte 1: metadados XMP para documentar imagens e provas
A proposta dessa norma obteve uma ava­lia­ção positiva. Trata-se de uma interessante tecnologia para determinação de quem, como, quando e em que condições de calibração e iluminação uma imagem ou trabalho foi aprovado. A publicação final é
esperada para 2016.

ISO 18620 – Ajuste da curva de resposta tonal (padronização de curvas de CtP)
O padrão, denominado Tone adjustment curves exchange, deve ser útil para se comunicar de forma inequívoca as curvas de ajuste de tom definidas como per­cen­tual nominal entre os sistemas de fluxo de trabalho com os valores obtidos durante o processo de impressão. Hoje há um grande número de formatos pro­prie­tá­rios e passar a utilizar um formato normalizado unificará a rea­li­za­ção de curvas de fôrmas, em diferentes sistemas, fábricas e marcas de equipamentos. A votação de DIS está em andamento e veremos os resultados em Berlim.

ISO 20616, Tecnologia Gráfica – ISO 20616‑1 – PRX – Print Requirements eXchange (arquivo e software de controle de qualidade e metadados)
a. Parte 1: Requisitos de impressão de câmbio (PRX). O Projeto PRX é um formato de arquivo cujo objetivo é permitir que o pro­prie­tá­rio da marca possa fornecer requisitos de impressão para a gráfica, bem como a todas as partes envolvidas no fluxo de trabalho de produção. PRX destina-​­se a facilitar a comunicação das expectativas dos clien­tes para provedores de serviços de impressão e para as partes interessadas sobre um ou mais trabalhos. O PRX é projetado para permitir que os pro­prie­tá­rios de marcas especifiquem seus objetivos esperados e to­le­rân­cias, procurando ava­liar produção, cor e qualidade de dados de seus materiais impressos. As cores dos dados transportados por PRX serão codificados usando o formato ISO CxF.
b. Parte 2: Troca de dados de qualidade de impressão (PQx). Essa parte da ISO 20616 especifica um formato extensível simples para o intercâmbio de dados de qualidade de impressão e metadados entre aplicações de controle de qualidade. Ela inclui a medição de cor, o controle de processos e sistemas de gestão de qualidade, mas não se limita a isso. É um formato de dados e metadados extensível, para controle de processo e alvos para os compradores. Serve de elo de comunicação entre convertedores e detentores de marcas. Um arquivo PQx representa uma tiragem específica de um produto, com informações sobre cores, registro, informações de negócio e características físicas da ISO 15311‑1. O PRX vai do clien­te à gráfica e o PQX vai da gráfica ao clien­te. Medições e ava­lia­ções são feitas durante a produção. Não há to­le­rân­cias nem alvos. São simplesmente medições de uma folha a toda a tiragem.
Um projeto de trabalho deve ser desenvolvido para ambos os padrões.

ISO 20677‑1 – ICC V5, denominado iccMAX
O iccMAX é um novo sistema de gestão de cores desenvolvido pelo ICC Labs, dentro da organização ICC (www.color.org). A nova especificação irá estender a ­atual especificação de versão 4 fornecendo novos recursos. A norma será intitulada Image technology colour management – Ex­pan­sion of architecture, profile format, and data structure to enable development of advanced colour management systems. Maiores informações podem ser obtidas em www.color.org/iccmax/.

Working Group 3 – Processos de Impressão

ISO 12647‑7 – Controle de processos para a fabricação de separação de cores meio‑tom, provas e impressões de produção – Parte 7
Essa norma foi revisada e discutida, sendo que os co­men­tá­rios do Brasil foram aceitos em sua maioria. Foram sugeridas ainda modificações no uso da ISO 12040, mas foram abandonadas, deixando a norma como na versão an­te­rior. O WG4 irá rever a ISO 12040. O documento irá para votação em breve.

ISO 13655 – Norma de cálculo e métricas de medição de cores
A norma, publicada em 2009, ganhou novas especificações. Para cores de reflexão de superfície com­preen­de quatro modos de medição diferentes: M0, M1, M2 e M3. M0 é histórica, M1 é o novo padrão com con­teú­dos UV definidos, M2 é similar a M1, porém com um filtro que retira o con­teú­do UV (UV cut), e M3 trata da densitometria com filtro polarizador. A votação do documento está atual­men­te nos estágio DIS e terminará em fevereiro de 2016.

ISO 12647‑6 – Impressão flexográfica
Uma pequena revisão foi necessária, pois a norma que definia as tintas flexográficas (ISO 2846‑5) foi cancelada e suas re­fe­rên­cias foram removidas.
A norma foi publicada em outubro de 2015.

ISO/DIS 12646 – Requisitos para monitores de provas virtuais
Foi atingido um consenso e o documento foi publicado. Assim, ao comprar um monitor de alta qualidade para provas virtuais é bom verificar se ele está em conformidade com a norma ISO 12646 (classe A ou B). Essa conformidade é testada pela Fogra no programa Monitor FograCert.

ISO 14861 – Norma para provas virtuais
Alcançou-​­se um consenso em relação ao documento, que foi finalmente publicado. Os organismos de certificação abandonarão a velha ISO 12646 e utilizarão a nova ISO 12646 em conjunto com a ISO 14861 para a certificação de sistemas de provas virtuais.

ISO PAS 15339‑1 e 2. Impressão de dados digitais, Princípios básicos e Condições de Impressão de Referência, Parte 2
Essa norma foi publicada como uma PAS (especificação pública) e está disponível no site da ISO. É uma importante evolução da família 12647 e, por isso, os alemães e outros paí­ses europeus combateram tão vee­men­te­men­te sua implantação. O Brasil entendeu que é importante e ­apoiou os esforços dos Estados Unidos em a tornarem uma norma in­ter­na­cio­nal ISO, uma vez que nos parece ser uma boa candidata à futura norma de impressão dita agnóstica, isto é, independente de processo
usado na impressão.

ISO 15311 – Padrão de impressão de impressão digital
A Parte 1 do padrão multipartes define métricas para medir atributos importantes de qualidade de imagem de impressão. Sua publicação como uma especificação técnica (TS) é esperada para o início de 2016. Já o consenso para a parte 2 (impressão co­mer­cial digital) é muito menor. Aqui, o grupo discutiu abordagens diferentes. Uma nova versão do documento será discutida na próxima reu­nião. A especificação para a parte 3 (impressão de grande formato sinalização) se origina do trabalho do Grupo de Trabalho Fogra Impressão Digital (DPWG). Depois de muitas discussões, o grupo achou melhor suspender o projeto até que os es­pe­cia­lis­tas se
sintam mais confortáveis com o assunto.

ISO/TS 18621 – Família de normas de atributos de medição de qualidade de imagem
O grupo de trabalho conjunto, JWG 14, entre o TC130 e o JTC1 SC28, se reuniu e as métricas foram discutidas e desenvolvidas. Foi discutida a inclusão do TC42 de fotografia a fim de am­pliar sua abrangência. Esse é um dos grupos mais interessantes do TC130, pois atinge muitas ­­áreas, como fotografia, equipamentos de es­cri­tó­rios, impressoras industriais, monitores e outros dispositivos de saí­da. Atual­men­te ensaios circulares foram conduzidos para as técnicas M‑Score, L‑Score e P‑Score. As métricas serão aperfeiçoadas com base no feed­back desses testes e se espera uma publicação entre 2016 e 2017.

ISO 20654 – Controle de valor tonal de cores especiais (SCTV)
Com base no trabalho do chamado grupo Schmo, um documento foi apresentado e deve ser usado para que se determine uma métrica que resulte numa forma de percepção uniforme de escalas cromáticas de cores especiais (de 0% até 100%). Nesse caso as fórmulas Murray Da­vies e Yule-​­Nelson não fun­cio­nam corretamente. A nova votação será ini­cia­da em breve com um título provisório de Gestão e cálculo do valor tom de cor spot (SCTV).

Novo projeto – Impressão Multicolorida com expansão de Gamut (4C +).
Um grupo de es­pe­cia­lis­tas, liderados por Elie Khoury, foi formado para começar a trabalhar no assunto e coletar aspectos potenciais a serem cobertos pela norma.

Working Group 4 – Mídias e materiais

Papel de teste APCO para ensaios de tinta de impressão na ISO 2846‑1
O papel de teste APCO II/II foi utilizado durante muitos anos para testar as coor­de­na­das de cor, transparência e espessura da película de tintas de processo. Ele não é mais fabricado. A IGT (Holanda) desenvolveu um sucessor, que está agora em estoque. Todos os objetivos de cores para tintas de processo desenvolvidas para APCO II/II ainda são válidas para o novo substrato. O substrato já pode ser encomendado na IGT.

ISO 12040 – Teste de resistência à luz
Essa norma deve ser am­plia­da com informações sobre as doses de ra­dia­ção ne­ces­sá­rias para os níveis de escala de lã in­di­vi­duais. De acordo com ex­pe­riên­cias da Fogra isso pode ser difícil. Outras in­dús­trias foram incapazes de alcançar esse objetivo. Uma melhor harmonização com a ISO 105 B02, padrão equivalente para produtos têxteis, poderia ser alcançado.

ISO 12632 – Resistência de etiquetas a alcalóides
Um novo projeto desenvolvido pela Fogra ba­sea­do na DIN 16524‑6 e DIN 16524‑7 foi aceito.
O padrão será publicado.

ISO 12634 – Medição de tack
Um novo projeto, que combina elementos da norma existente com elementos de um novo método de ensaio dos Estados Unidos, foi entregue de­ma­sia­do tarde para ser discutido em Seul. Novas
discussões ocorrerão em futuros encontros.

ISO 12636 – Blanquetas
Os fabricantes norte-​­americanos e europeus de blanquetas estão revisando essa norma. O Japão ainda não concorda com as sugestões e isso blo­queou o início da revisão.

Working Group 11 – Sustentabilidade

ISO 20690 – Medição da eficiência energética das máquinas de impressão digital
Após a apresentação do resultado do projeto de pesquisa finalizado pela Fogra, uma nova votação de novo item de trabalho foi aceita, bem como a votação seguinte de CD. Muitos dos co­men­tá­rios da delegação japonesa foram recebidos, no entanto decidiu-​­se rea­li­zar reu­niões virtuais antes do
encontro em Berlim.

Avaliação da deinkability de produtos impressos. (Retirada da contaminação de tinta de papel pós‑consumo)
Uma nova proposta sobre a deinkability de impressos levou a intensas discussões entre es­pe­cia­lis­tas de impressão e fabricantes de papel durante a reu­nião de Seul. Even­tual­men­te um consenso poderia ser encontrado mudando deinkability de impressos para po­ten­cial deinkability de impressos. No entanto, existem muitas questões em aberto, uma vez que essa norma abrange a ava­lia­ção da polpa.

Working Group 12 – Pós‑impressão

ISO 16762 – Tecnologia Gráfica – Postpress – Requisitos Gerais
Esse futuro padrão, em estágio de CD (Committee Draft, an­te­rior ao DIS), visa assegurar o intercâmbio de informações de requisitos de acabamento (dobra, vinco, serrilha, corte etc.) a todos os responsáveis pelo planejamento do trabalho de impressão e etapas preliminares de produção. O documento foi aceito como projeto pela comissão e muitos co­men­tá­rios foram discutidos e serão incorporados ao projeto.

ISO DIS 16763 – Tecnologia Gráfica – Postpress – Requisitos para produtos encadernados
Esse projeto define os requisitos de produtos encadernados de qualidade. O Brasil apoia e participa remotamente dos co­men­tá­rios dessa norma.

ISO 19549 – Pagepull – método de teste de tração
O projeto, advindo de norma alemã, possui especificações para dispositivos que puxam as folhas do livro com força e frequência conhecidas. O projeto foi aceito e intensamente debatido. O Japão trouxe vá­rias objeções, que serão revistas e incorporadas ao projeto.

Working Group 13 – Requisitos
de avaliação da conformidade

O WG13 está atual­men­te trabalhando em três normas (ISO WD 16761‑1, ISO WD 16761‑2 e ISO NP 19301) relativas aos requisitos de ava­lia­ção da conformidade em tecnologia gráfica. Houve divergência com relação ao formato das normas: se devem ser esquemas ou diretrizes para cria­ção de esquemas. A partir de uma pesquisa com es­pe­cia­lis­tas e o mercado, os resultados da pesquisa foram usados para desenvolver uma proposta, denominada Normas WG13, uma nova visão, com uma reor­ga­ni­za­ção dos documentos em desenvolvimento pelo grupo de trabalho. Foi acordado que os documentos terão novos números:
• ISO 16761‑1: especifica os requisitos de conformidade reprodução de cores e tons.
• ISO 16761‑2: especifica os requisitos de conformidade impressão embalagem e rótulo.
• ISO 19301: especifica os requisitos de conformidade do sistema de gestão da qualidade de cor e declaração do fornecedor de qualidade do produto.

Bruno Mortara é superintendente do ONS27, coordenador do ISO/TC130/WG13 – Avaliação da Conformidade, diretor técnico da ABTG Certificadora e professor de pós‑graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Artigo publicado na edição nº 95