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Comitê Técnico Internacional de Tecnologia Gráfica reúne-​­se na Itália Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara e Maíra de Oliveira   
Qua, 28 de Outubro de 2015


A reu­nião do Comitê Técnico In­ter­na­cio­nal de Tecnologia Gráfica, ISO/TC 130, em maio, aconteceu na bela cidade de Bolonha, na Itália. Bolonha é um exemplo de cidade cosmopolita desde o final da Idade Média e abriga a sede da mais antiga universidade do mundo, datada de 1088.
As reu­niões envolveram 13 grupos de trabalho. O Brasil foi representado pela secretária do WG13, Maí­ra de Oliveira, e pelo chefe da delegação, Bruno Mortara. Acreditamos que a padronização produza efi­ciên­cia, repetibilidade e qualidade, além de economia e menor impacto am­bien­tal da nossa indústria. O ONS27, organismo da ABNT que fun­cio­na na ABTG com suporte do Sindigraf-​­SP, traduz e lança manuais das normas mais relevantes, como tem feito nos últimos 15 anos, com o objetivo de dar à indústria gráfica na­cio­nal a possibilidade de acompanhar os avanços globais. Além disso, sempre que solicitado, o ONS27 cria normas locais para atender demandas específicas da nossa indústria gráfica.
Acompanhe a seguir um resumo técnico dos trabalhos desenvolvidos.


WG3 – Controle de processos

A primeira discussão desse grupo de trabalho envolveu uma errata na norma de flexografia, a ISO 12647-​­6:2012/Amd 1 Graphic technology – Process control for the pro­duc­tion of half-​­tone colour se­pa­ra­tions, ­proofs and pro­duc­tion prints – Part 6: Flexographic printing. Ela foi necessária porque o grupo entendeu que as tintas utilizadas no processo flexográfico têm uma grande va­ria­ção e não devem ser padronizadas. A norma de referência de padronização de tinta de flexografia, ISO 2846‑5, que determinava as características colorimétricas das tintas CMYK desse processo, foi cancelada. Agora, as partes envolvidas — clien­te, dono da marca, clicheria e gráfica — entram em acordo sobre os colorantes do processo e respeitam as to­le­rân­cias da ISO 12647‑6. A errata entrará em votação até o final de julho.
O segundo assunto foi a informação de que a norma de monitores, ISO/DIS 12646, Graphic technology – Displays for colour proo­fing – Characteristics and vie­wing con­di­tions está sendo publicada pela secretaria central. O con­teú­do da norma ficou extremamente técnico e as ava­lia­ções somente poderão ser feitas com instrumentos sofisticados e caros em la­bo­ra­tó­rios com am­bien­tes controlados, afastando a ava­lia­ção do hard­ware da verificação de calibração, que ficou na nova norma ISO 14861. Os la­bo­ra­tó­rios irão expedir certificados de conformidade para as marcas e modelos de monitores e sua calibração em campo fica por conta da ISO 14861. Para o Brasil isso afeta nossa norma de processos, NBR 15936‑1, que deverá ser atua­li­za­da em futuro próximo. A norma ISO/DIS 14861 Graphic technology – Colour Proo­fing using electronic displays está em final de votação e espera-​­se sua publicação em breve pela secretaria central da ISO.
O grupo também debateu as alterações da norma de provas digitais contratuais, a ISO/ 12647‑7 Graphic technology – Process control for the manufacture of half tone colour se­pa­ra­tion, ­proofs and pro­duc­tion prints – Part 7: Proo­fing processes working directly from digital data. A segunda votação resultou em vá­rios consensos. Os co­men­tá­rios brasileiros sobre brilho de tinta, solidez de cor e to­le­rân­cias em cores especiais foram contempladas com separação no Anexo A. Nele, os requisitos para certificação de sistemas fabricados são separados da certificação nas gráficas, simplificando a certificação dos fornecedores de impressão. Uma das principais mudanças será a das to­le­rân­cias reportadas em DeltaE 2000. Isso dá à norma uma maior precisão e durabilidade. Os valores de to­le­rân­cias ainda estão em discussão, mas o acordo está em vias de ser atingido. Os quesitos de solidez de cor, assim como brilho do substrato e tintas, ficaram restritos às ava­lia­ções dos fabricantes e não das gráficas, como queria o Brasil. O ponto de branco do substrato deve estar em conformidade com o do Dataset de simulação (com DeltaE2000 máximo de 3), porém agora permitindo que seja “pintado” pelo sistema de provas, no modo absolute colorimetric.
Em seguida se discutiu a norma de processos gráficos digitais ISO/TS 15311‑1, Graphic Technology – Requirements for printed matter utilizing digital printing tech­no­lo­gies for the com­mer­cial and in­dus­trial pro­duc­tion – Part 1: Parameters and Mea­su­re­ment mea­su­res. A pauta envolveu os co­men­tá­rios da parte 1, que é uma extensa lista de atributos de qualidade gráfica de impressos que podem ser utilizados como uma caixa de ferramentas para ava­lia­ção de qualquer processo de reprodução. Foram resolvidos os co­men­tá­rios feitos pelos paí­ses-​­membros, com es­pe­cial discussão sobre a metodologia de amostragem. A norma é um conjunto de características que devem ser consideradas como defeitos nos impressos, ava­lian­do diretamente a qualidade de impressão das amostras. Discutiu-​­se a opacidade dos pa­péis com os possíveis atributos shine-​­through, stricke-​­through e show-​­through.

Leitura do vermelho Pantone 186, de 10 em 10%, e suas leituras espectrais

Na discussão da parte 2 da TS, ISO/TS 15311‑2, Graphic Technology – Requirements for printed matter utilizing digital printing tech­no­lo­gies for the com­mer­cial and in­dus­trial pro­duc­tion – Part 2: Com­mer­cial Pro­duc­tion Printing, que é focada na impressão digital de produção (impressão digital com tiragens similares às mé­dias e grandes em offset), as discussões se focaram nas faixas de qualidade. Muitos es­pe­cia­lis­tas não concordam com o fato de as normas especificarem faixas de qualidade, não obstante o próprio mercado o faça, normalmente através de precificação dos produtos. O Brasil aceita a adoção de faixas de qualidade, pois refletem as diversas demandas de qualidade dos clien­tes gráficos. As discussões foram acaloradas e o coor­de­na­dor disse que se não houver consenso a especificação será cancelada. Essa parte da ISO 15311 especifica os valores objetivos de qualidade de imagem e de impressão e métodos de medição as­so­cia­dos para os três casos de uso de impressão de produção: alta qualidade co­mer­cial (qualidade A), co­mer­cial geral (qualidade B) e aplicação de massa (qualidade C) em substratos de papel. Os cri­té­rios in­cluem tanto os padrões de teste para indicar a qualidade dos materiais impressos quanto medidas indiretas mais abrangentes de qualidade de impressão geral que a gráfica rea­li­za offline, assim como re­la­tó­rios pe­rió­di­cos. Essa norma é utilizável para todas as aplicações de impressão digital que são vi­sua­li­za­das tipicamente de 30 a 50 cm de distância, como edi­to­rial, co­mer­cial, for­mu­lá­rios, brochuras, folhetos, artigos de papelaria, contas, catálogos, jornais, revistas e livros. O dissenso se concentra nas bandas de aceitação de impressão e no fato de que a norma poderia ser usada para outros processos, não ne­ces­sa­ria­men­te somente impressão digital.
O penúltimo tema foi a parte 3, ISO/TS 15311‑3, Graphic Technology – Requirements for printed matter utilizing digital printing tech­no­lo­gies for the com­mer­cial and in­dus­trial pro­duc­tion – Part 3: Large Format Signage Printing. Como diz o título ela é dedicada aos grandes formatos, em impressão digital. Nesse documento, apesar do clamor do mercado, os es­pe­cia­lis­tas ficaram divididos e o coor­de­na­dor disse que sua recomendação é recolher as preo­cu­pa­ções dos membros da ISO e cancelar o documento até que o grupo sugira que se reinicie o mesmo. O grupo sugeriu achar consenso nos seguintes tópicos antes de prosseguir:
1. Definir as cores de alvo
2. Definir os níveis de conformidade
3. Definição da resolução com base na distância de vi­sua­li­za­ção e não do produto
4. Balanço de grises e correção de substrato
5. Cores pri­má­rias?
6. Cores se­cun­dá­rias?
7. Expectativa de brilho de substrato/impressão/acabamento

Em seguida discutiu-se a proposta de norma ISO/PWI 20654 – Spot colour tone value, que ficou conhecida como Schmoo Project. O es­pe­cia­lis­ta americano Steve Smiley apresentou o projeto para prever as curvas de gravação de chapa (TVI) que compensa as diferenças obtidas na obtenção de dégradés adequados para impressão reticulada de cores especiais.
A tabela de leitura do vermelho Pantone demonstra que, dependendo do método utilizado para ava­lia­ção de TVI (Murray-​­Da­vies e Yule-​­Niel­son) em cores especiais, a aparência muda, o que pode ser observado nas curvas espectrais. No caso do Re­flex­Blue a si­tua­ção chega a limites extremos, em que o controle densitométrico tra­di­cio­nal falha glo­rio­sa­men­te em reproduzir uma escala gra­dual­men­te homogênea. Isso pode ser observado na imagem do resultado da impressão do Pantone Re­flex­Blue, no qual diversas fórmulas foram utilizadas para produção de curvas de ganho de ponto e impressas lado a lado, para uma comparação vi­sual.
A fórmula CVT foi a preferida para lidar com os mais diferentes casos de cores especiais. O grupo decidiu que o documento será votado para uma revisão de dois meses entre os es­pe­cia­lis­tas do grupo e depois poderá ser votado por país. Um algoritmo de previsão de espessura de filme será apresentado em outro documento na Coreia pelo es­pe­cia­lis­ta norte-​­americano John Seimour.

WG2 – Pré-​­impressão
O grupo começou pela norma ISO 12641‑1, Graphic technology – Prepress digital data exchange – Colour targets for input scanner ca­li­bra­tion, que está em revisão. A parte 1 é o IT.8 da ANSI, com menores mudanças em relação a tec­no­lo­gias como discos flexíveis de 710Kb, e uma parte 2, com mais detalhes para caracterização de escâneres, está sendo feita. O editor da norma mostrou as sugestões: mais gra­dua­ções de L*, h*, gray e CMYK, visando a obtenção de mais dados dos escâneres e melhor calibração. Ainda ficará como NWI, com controle de precisão do filme do alvo.
A seguir os es­pe­cia­lis­tas analisaram a família CxF, formato para codificação de informações de cores:
• ISO 17972-​­1 Graphic technology – Colour data exchange format (CxFx) Part 1: Re­la­tionship to
CxF3
, publicada.
• ISO 17972-​­2, Graphic technology – Colour data exchange format (CxF/x) – Part 2: Scanner target data, em fase ini­cial de trabalho.
• ISO 17972-​­3, Graphic technology – Colour data exchange format (CxF/x) – Part 3: Output target data, em fase ini­cial de trabalho.
• ISO 17972-​­4, Graphic technology – Colour data exchange format (CxF/x) – Part 4: Spot colour cha­rac­te­ri­sa­tion data (CxF/X-​­4), em publicação.
Esta última é de extremo interesse da indústria, pois permite a caracterização de cores especiais de forma espectral e depois as informações em CxF serão embutidas num PDF versão 2.0 (ISO 32.000‑2).
O grupo analisou também o status da norma ISO 18619, Image technology colour management – Black point com­pen­sa­tion, que foi finalizada e entrou em fase de publicação. Sua relevância é a padronização das conversões de cores, levando em conta as perdas nas ­­áreas de sombra e a compensação desse efeito. Quan­do houve sugestões para que a norma tivesse suporte a espaços de cores multicanais, Ncolorants, o coor­de­na­dor Wil­liam Lee achou que o documento cobre espaço Gray, RGB e CMYK, mas não há consenso sobre como proceder com espaços multicolorantes. Um anexo será feito por Phil ­Green abordando o tema de NChannels e a Adobe e o ICC conversaram sobre como fazer isso. O documento assume que as cores xCLR são CMYK, são transparentes e não são cobertas as cores como light cyan, light magenta e pretos light, normalmente existentes nas impressoras digitais de provas. O BPC é aplicado objeto por objeto e as cores extras serão desconsideradas. O grupo decidiu que o anexo se torne um Technical Report.
A norma ISO 18620, Graphic Technology – Tone response curve adjustment está em votação e é relevante uma vez que se trata de um novo formato padrão para se in­ter­cam­biar curvas de compensação de RIPs, independentemente do fabricante. A ideia é que o formato comum se torne padronizado entre todos os fabricantes de RIP.
O comentário brasileiro sobre a documentação do instrumento não foi aceito. Os fabricantes de RIP Kodak, Agfa, Fuji, ­Screen, Esko e Harlequin estão
colaborando com a norma.
A norma ISO 19445, Graphic Technology – Metadata for graphic arts work­flow – Part 1: XMP metadata for image and document proo­fing está em fase final de trabalho e é relevante para documentar passos executados em fluxos de trabalho ou aprovações, es­pe­cial­men­te no caso de provas virtuais.
O padrão PDF/X está com uma importante atua­li­za­ção, ISO/PWI 15930‑2016, Graphic technology – Harmonização da ISO 15930 com a ISO 16612‑2 e a ISO 32000‑2. É a primeira vez que um PDF/X terá como referência o PDF da ISO (ISO 32000‑2) e não o da Adobe. Isso é importante, apesar de sabermos que o mercado rea­ge muito lentamente às
inovações apresentadas pelas novas normas.
Na força tarefa 3 está em desenvolvimento o padrão ISO/PWI 16612‑3 Graphic technology – Va­ria­ble data exchange – Part 3: Use of PDF/X‑4 for content subs­ti­tu­tion, que é um PDF/X‑4 para dados variáveis com entrada de dados em ­stream, es­pe­cial­men­te dedicada a con­teú­dos sensíveis como impressão de dados ban­cá­rios.
O coor­de­na­dor do JWG 7 – Color management, Wil­liam Lee, da Kodak, relatou que o ICC está implementando uma expansão da versão 4 dos perfis ICC, que dá conta de cores e transformações a partir de dados espectrais. Isso dá à tecnologia uma enorme vantagem es­pe­cial­men­te em relação às in­dús­trias e produtos que são sensíveis ao metamerismo, isto é, que va­riam de cor segundo o iluminante que incida sobre o produto impresso. Os trabalhos do ICC Max terão acesso irrestrito para os membros do WG7. O novo padrão escrito pelo ICC está ainda em trabalho, e será uma nova norma, a ISO 20677, com múltiplas partes. Há uma implementação open source de ferramenta de validação de icc­Max. Esperam-​­se aplicações médicas, fi­neart e fotografia como as primeiras a adotar a futura norma.

WG2 – TF2 – A família PDF/X
O coor­de­na­dor, Leo­nard Rosenthol, iniciou comentando a revisão da norma ISO 32000‑2 e outros padrões derivados. Disse que o TC171 está revisando o 32000‑2 e poderá ser publicado neste ou no próximo ano. O padrão PDF/A deve esperar a publicação do ISO 32000‑2, mas já foram ini­cia­dos os trabalhos.
Em seguida se discutiram os co­men­tá­rios da ISO/NWI/CD 19593 Graphic technology – Use of PDF to as­so­cia­te processing steps and content data. Esse padrão, nascido de uma solicitação dos convertedores de embalagens, se destina a embutir metadados no PDF/X a fim de suportar ações de imposição e acabamento no setor de embalagens, assim como passos de produção de malas diretas no setor de dados variáveis. Esse padrão descreve um método para o armazenamento de dados e metadados em um PDF, que auxiliam a identificar e controlar etapas da produção do PDF de impressão, assim como o po­si­cio­na­men­to de elementos comumente não presentes em impressos convencionais. A norma define os seguintes tipos de dados:
• Dados correspondentes aos passos de acabamento que irão fazer o produto impresso em três
dimensões a partir de um substrato plano
• Braile
• Painéis informacionais
• Indicativos de dimensões físicas
• Indicativos de posições pretendidas de elementos gráficos
• Branco impresso em su­per­fí­cies transparentes e metálicos
• Verniz impresso.

O grupo discutiu o nome da nova parte da família PDF/X, ISO 15930‑9 Graphic technology – Prepress digital data exchange using PDF – Part 9: Complete exchange of printing data (PDF/X‑6) and par­tial exchange of printing data with external profile reference (PDF/X‑6p) using PDF 2.0. As vantagens da nova parte serão: diferente rendering de transparência (mais restritivo e consistente); e uma nova interpretação para o Black Point Com­pen­sa­tion, com a inclusão de um OutputIntent de página e não mais um único para todo o documento. Isso significa que será possível dar conta de um arquivo com um papel (OutputIntent) na capa e outro papel (Output­Intent) para o mio­lo.
O vi­sua­li­za­dor PDF/X‑6 conforme não precisa suportar nenhuma versão an­te­rior de PDF/X. Ele terá suporte para anotações que, se estiverem na área da página, serão impressas; suportará Output­Intent de página (se todas as páginas têm OI ou no documento um current Output­Intent). O trapping não é mais suportado. Os metadados estão em linha com PDF/A e PDF/E, tudo movido de um di­cio­ná­rio do documento para XMP embutido. An­no­ta­tions são permitidas: todas aquelas da ISO 32000‑2, desde que tenham uma apea­ran­ce, isto é, uma definição de fonte, tamanho etc; a presença de código na linguagem JavaScript embutido no PDF é sempre desaconselhada, sendo recomendado que os vi­sua­li­za­do­res não façam nada com esse código; o black point com­pen­sa­tion, cru­cial para as separações colorimétricas tem uma chave específica que aponta se deve estar acio­na­do ou não; cores especiais podem ser embutidas de forma espectral, desde que no formato CxF-​­4; o formato suportará espaços de cor multicanais, denominados Nchannels. O documento de rascunho será dis­tri­buí­do pelo editor no final de maio.
Foi decidido que o padrão ISO 15930‑8, PDF/X‑5, não será modificado. No entanto não se conhecem implementações no mercado. O professor Jason Lisi está fazendo a revisão das Ap­pli­ca­tion Notes do PDF/X, inclusive com a contribuição da cartilha de PDF/X‑4 da ABTG, e deve apresentar um documento na Coreia.


Bruno Mortara é superintendente do ONS27 e coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade
Senai de Tecnologia Gráfica. Maíra de Oliveira é técnica gráfica e secretária do ONS27

Artigo publicado na edição nº 94