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Mudar para não mudar Imprimir E-mail
Escrito por Tania Galluzi   
Seg, 04 de Maio de 2015

No final do ano passado a Ricoh Brasil, sub­si­diá­ria do grupo in­dus­trial japonês Ricoh Company, anunciou seu novo gerente geral. Alejandro Tomas assumiu o posto no dia 1–º de outubro com a missão de dar sequência ao processo de crescimento da empresa no País. Com a mudança, Die­go Imperio fica com a função de vice-​­presidente re­gio­nal, cuidando de todo o Brasil, englobando a sub­si­diá­ria local e os grandes distribuidores.
De acordo com Alejandro, a palavra chave aqui é continuidade. A Ricoh Brasil tem evo­luí­do acima das expectativas — a empresa cresceu 20% em 2013 e 15% em 2014 — e, por essa razão, a Ricoh Latin America decidiu designar uma pessoa exclusivamente para po­ten­cia­li­zar a sub­si­diá­ria, mantendo assim a estabilidade da operação e o ciclo ascendente. Nos últimos anos, a Ricoh Brasil quintuplicou de tamanho, po­si­cio­nan­do-​­se como líder em equipamentos formato A3, tanto em P/B quanto em cor, segundo dados da IDC Brasil, empresa de análise de mercado es­pe­cia­li­za­da nas in­dús­trias de tecnologia da informação, telecomunicações e mercados de consumo em massa de tecnologia.
Antes de vir para o Brasil em 2007, Alejandro era, desde 2005, gerente de Crédito da Ricoh Américas, no Uruguai, seu país de origem. Possuindo sólida ex­pe­riên­cia e formação acadêmica, com es­pe­cia­li­za­ção financeira e em mar­ke­ting, o executivo foi transferido para o Brasil em 2007 como diretor financeiro. Mesmo 100% Ricoh, a sub­si­diá­ria na época chamava-​­se Gestetner do Brasil, operando no Rio de Janeiro, com revendas em todo o País, passando a se chamar Ricoh Brasil três anos depois. Em 2013 Alejandro Tomas foi no­mea­do diretor sê­nior de Finanças e Administração para agora, numa sucessão natural, segundo ele, chegar ao posto de country manager, ou gerente geral.

 

Quais são seus principais objetivos ao assumir o cargo de gerente geral?
Alejandro Tomas – Quan­do vim para cá, em 2007, o faturamento da Ricoh no Brasil era de R$ 50 milhões, contando com 150 fun­cio­ná­rios. Fechamos 2014 com uma receita de R$ 280 milhões, mais de 500 fun­cio­ná­rios, filiais no Rio, São Paulo, Espírito Santo e Itajaí, 300 revendas e 500 clien­tes diretos na área de outsourcing de impressão. Minha meta é dar continuidade a esse crescimento, acelerando os processos internos de transformação. Estamos nos transformando em uma empresa de serviço e o objetivo é duplicar ou triplicar nosso faturamento nos próximos três ou quatro anos. Nosso di­re­cio­na­men­to será am­pliar nosso core business de MPS, investir cada vez mais no segmento de alto volume e em serviços profissionais.

Quais processos internos precisam ser acelerados?
AT – Desde a atua­li­za­ção do ERP até a expansão dos ne­gó­cios na linha de equipamentos de produção para o segmento gráfico e a introdução de novas tec­no­lo­gias, como projetores e lousas digitais, tanto para os clien­tes corporativos quanto para as revendas. A ideia é nos po­si­cio­nar­mos como um fornecedor único.

Quais são as es­tra­té­gias para as três ­­áreas que o senhor acaba de citar?
AT – O MPS nada mais é do que o outsourcing de impressão e estamos trabalhando para migrar do management printing so­lu­tion (MPS) para o management document so­lu­tion (MDS), envolvendo novas tec­no­lo­gias e processos focados no documento. O output da informação está mudando, não se restringe mais à impressão. O mercado está se transformando e nós também.
Já o segmento de alto volume é dividido em duas linhas: impressoras inkjet coloridas em formulário contínuo e impressoras folha solta. Os equipamentos em formulário contínuo atendem principalmente o mercado tran­sa­cio­nal, os birôs de serviço, a produção de malas diretas e livros. Nesse segmento estamos liderando a migração da tecnologia laser P/B para jato de tinta colorida e conseguimos colocar cinco conjuntos de impressão do nosso equipamento de ponta, a 5000, nos principais birôs de impressão tran­sa­cio­nal do mercado brasileiro. É um segmento que está evoluindo e a Ricoh lançará no segundo semestre deste ano uma máquina de formulário contínuo para a produção de livros. Trata-​­se da 60000, uma evolução da IP 5000, com qualidade de impressão su­pe­rior.
Estamos caminhando bem também na linha das impressoras folha solta, com as quais atendemos o setor gráfico com equipamentos P/B e cor. Para ele lançamos na ExpoPrint Digital a Ricoh Pro C7100x, voltada às pequenas e mé­dias empresas. Ela trabalha com uma quinta cor, que pode ser o toner branco ou um ­clear, fun­cio­nan­do como um verniz.
No campo dos serviços profissionais atua­mos como uma consultoria. Entramos nos processos dos clien­tes com a digitalização dos dados, com soluções de gestão eletrônica de documentos e soft­wares para otimização de processos. Evidentemente usamos a nossa tecnologia, porém pensamos mais no fluxo do documento do que na impressão.

Olhando para esses três segmentos, como se divide a receita da Ricoh Brasil hoje?
AT – Um terço de nosso faturamento vem dos equipamentos de produção, tanto formulário contínuo quanto folha solta, um terço do outsourcing de impressão e um terço dos canais indiretos, que são as revendas. A parte de serviços profissionais cruza essas três ­­áreas, representando entre 3% e 4% de nossa receita total. Nosso foco em outsourcing é seguir atendendo as contas grandes e globais da Ricoh. Con­ti­nua­re­mos crescendo com novas tec­no­lo­gias na parte de sistemas de produção e ao mesmo tempo queremos am­pliar nossa presença na­cio­nal com os revendedores.

Além dos lançamentos já mencionados, quais são os projetos para o setor gráfico em 2015?
AT – Nosso di­fe­ren­cial para o gráfico não é somente o hard­ware, o produto em si, mas as soluções que ajudam a empresa a gerar mais ne­gó­cios. Enxergamos o gráfico como uma extensão da Ricoh na geração de ne­gó­cios e para isso temos algumas soluções, como soft­wares de web-​­to-print, nas quais vamos além da venda dos sistemas, prestando serviços de implementação, suporte e assistência técnica direta. É um pacote completo, no mesmo conceito que trabalhamos no segmento corporativo. Apresentamos uma oferta única e abrangente, o que na nossa visão representa uma segurança maior para o clien­te. Porque a diferença entre o gráfico e o clien­te corporativo é que ele faz seu negócio a partir de nossa máquina e a corporação basicamente usa a máquina como uma parte de seu processo, ela não é o seu negócio principal.
O gráfico pode esperar a Ricoh ainda mais próxima neste ano, sobretudo em função do equipamento lançado na ExpoPrint Digital. Que­re­mos chegar a ele, no Rio e em São Paulo, com a nossa força direta de vendas, e no resto do Brasil por meio de
nossos canais indiretos.

Artigo publicado na edição nº 92