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Acabamento de fotolivros Imprimir E-mail
Escrito por Jairo de Oliveira Alves   
Seg, 21 de Julho de 2014

O pho­to­book, fo­to­book, ou fotolivro é a evolução técnica do álbum de fo­to­gra­fias. Comparado com o álbum tra­di­cio­nal, o fo­to­book oferece inúmeros recursos — edição de imagens, textos e lay­out, resultando na apresentação das fotos de maneira exclusiva e atraen­te. Do ponto de vista mercadológico, trata-​­se de um produto relativamente novo que diversas gráficas passaram a oferecer. Como se trata da produção de tiragens muito pequenas — de um exemplar a algumas dezenas — o fotolivro é impresso digitalmente. Para sua cria­ção utilizam-​­se soft­wares específicos, de fácil operação. Há sites de empresas es­pe­cia­li­za­das, que também disponibilizam ferramentas para que o clien­te edite seu livro de fo­to­gra­fias e encomende quantos exemplares desejar. O clien­te também pode escolher diversos tipos de acabamento — encadernações di­fe­ren­cia­das e recursos de enobrecimento tais como laminações e vernizes. O acabamento pode valorizar sobremaneira o produto final, sendo decisivo para encantar o clien­te. Assim, oferecer opções va­ria­das a custo competitivo é muito importante para se alcançar sucesso nesse mercado.
As encadernações mais utilizadas para con­fec­cio­nar fotolivros são:
• Lombada canoa
• Lombada quadrada com capa flexível
• Lombada quadrada com capa rígida
• Espiral
• Wire-​­o.

Encadernação de lombada canoa
Neste tipo de acabamento, o fluxo de operações é o seguinte:
• Dobra dos cadernos de paginação
• Intercalação dos cadernos ou al­cea­men­to das folhas para dobrar ao meio e formar o caderno
• Aplicação do grampo
• Refile trilateral.


Os equipamentos para lombada canoa podem ser semiautomáticos ou automáticos (em linha), sendo utilizados conforme as características e os tipos de trabalhos a serem gram­pea­dos.
Os equipamentos semiautomáticos são alimentados ma­nual­men­te e acio­na­dos por comando a pedal ou pneumático, nos quais a gram­pea­ção pode ser executada na lateral ou no dorso do volume.
Os sistemas automáticos são utilizados para mé­dias e grandes tiragens, podendo-​­se se­le­cio­nar e personalizar a quantidade desejada para cada clien­te. Neles, as grampeadeiras automáticas são acopladas com outros equipamentos: impressora digital, co­le­cio­na­do­ra de folhas ou cadernos, estação de gram­pea­ção, guilhotina trilateral e unidade de saí­da com dispositivos para personalização.
Este tipo de encadernação é empregado para volumes de pouca espessura e que tenham poucas páginas, possibilitando uma redução de gastos com ótima qualidade.

Lombada quadrada com 
capa flexível ou capa rígida
Neste processo as folhas soltas ou cadernos são co­le­cio­na­dos po­si­cio­nan­do-​­se um sobre o outro, formando o mio­lo do fo­to­book. Após essa etapa, o mio­lo recebe a preparação da lombada, que consiste na sua prensagem e fresagem, unindo a capa flexível ao mio­lo por meio de adesivo hot melt. Essa encadernação pode ser con­fec­cio­na­da em equipamentos semiautomáticos ou automáticos.
Ao passar pelo grupo de fresagem o mio­lo al­cea­do sofre um desgaste no seu dorso para que o adesivo penetre nas suas folhas internas, pro­por­cio­nan­do uma perfeita colagem tornando-​­o compacto. Na máquina, após o dispositivo fresador, existe um sistema de aspiração para reter os re­sí­duos de papel fresados, não contaminando o próximo 
elemento, que é o reservatório de adesivo.
O mio­lo já fresado recebe o adesivo hot melt na lombada a uma temperatura de 160°C, e logo em seguida recebe a capa pre­via­men­te vincada, por meio de prensagem, formando aí a lombada quadrada. Após a cura do adesivo é feito o refile trilateral.

 

Linha automática para brochura
As linhas automáticas são cons­ti­tuí­das por um conjunto em série de máquinas com diferentes operações, que, interligadas entre si, permitem o fun­cio­na­men­to automatizado, executando o al­cea­men­to, colagem, colocação e prensagem do mio­lo na capa e corte final, em apenas um único ciclo.
A alceadeira é formada por aparelhos de alimentação que permitem o co­le­cio­na­men­to organizado dos cadernos ou folhas soltas, em que cada aparelho é equipado com um dispositivo de controle para rejeitar volume duplo ou falta de alimentação, que fazem parar a máquina indicando no painel a localização do defeito.
Na sequência, o volume co­le­cio­na­do recebe uma prensagem para permitir a fresagem no seu dorso, no qual em seguida a colagem pode ser efe­tua­da ao passar por dois coleiros: um para colagem lateral e outro para colagem do dorso, podendo ter dois rolos ou um bico injetor. O aparelho de alimentação das capas é do tipo contínuo e com possibilidade de vinco. Pos­te­rior­men­te, o volume colado é prensado à capa formando a lombada quadrada.
Em seguida é necessário que o fotolivro quase finalizado resfrie e esteja na temperatura am­bien­te, para evitar qualquer tipo de falha de colagem do mio­lo nesta última operação que é a aplicação do refile trilateral.

Lombada quadrada com capa rígida
O fo­to­book encadernado com capa rígida atende a um público-alvo que exige maior resistência e durabilidade, contendo recursos técnicos di­fe­ren­cia­dos resultando em aspectos visuais mais qualificados. A capa rígida é formada com papelão sólido (Paraná), podendo ser revestido com a laminação de papel impresso, Percalux, papel artesanal, couro, 
tecidos e outros revestimentos.
O mio­lo pronto an­te­rior­men­te agora deve receber um reforço com entretela, papel kraft ou ma­te­rial tipo gaze na sua lombada. Também será aplicado nos dois pontos extremos da lombada um ca­be­cea­do formado por tecido, que torna discreto um vão existente entre a capa e o mio­lo. Para formar a encadernação com capa rígida, é necessária a ­união do mio­lo com a capa executada, por meio da adesão de folha de guarda, garantindo a sua resistência.

Encadernação com espiral
Este sistema consiste na encadernação de folhas soltas contendo ori­fí­cios redondos para a introdução de espirais metálicos revestidos ou de plástico colorido, para fazer a ­união da capa ao mio­lo. Trata-​­se de processo relativamente simples e barato, que resulta em um volume com boa abertura e fácil de ma­nu­sear. No entanto, não pro­por­cio­na aspecto nobre ao produto final.

Encadernação com Wire-​­o
Este sistema consiste na encadernação de folhas soltas contendo ori­fí­cios retangulares ou quadrados para a introdução de garras metálicas em duplo anel, revestidas com plástico colorido, para fazer a ­união da capa ao mio­lo. Tem características semelhantes ao acabamento tipo espirais.

A escolha do processo de acabamento do fo­to­book deve levar em conta a oferta de opções que possam encantar o clien­te, custo competitivo e adequação às tiragens. Para as pequenas tiragens que caracterizam esse tipo de produto, opções manuais ou semiautomáticas costumam ser a primeira escolha. No entanto, a padronização de formatos e características (templates), alia­da à flexibilidade de sistemas automatizados, pode permitir a composição de tiragens maiores com o agrupamento de diferentes encomendas, rentabilizando os processos e justificando o investimento em equipamentos 
mais complexos e produtivos.    

Jairo de Oliveira Alves é professor de Pós‑Impressão na Escola Senai Theobaldo 
De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 89