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Canon quer mais espaço no segmento gráfico Imprimir E-mail
Escrito por Tânia Galluzzi   
Seg, 03 de Maio de 2010

 

Jun Otsuka iniciou sua carreira na Canon de Tóquio em 1982 como trainee, sendo sua primeira atividade a de vendedor. Deixou a função como o segundo melhor vendedor da empresa e migrou, em 1983, para a subsidiária da Canon em Amsterdã, na Holanda. Passou a atuar como operador de empilhadeira e desenvolveu diversas novas maneiras de organização e otimização de espaço. Com isso, foi promovido e passou a atuar na área de importação e exportação e de marketing. Em 1985, Otsuka retornou à capital japonesa, onde exerceu as funções de assistente de marketing e para projetos de OEM, cobrindo as regiões da Ásia e Oceania e Américas (Canadá, Estados Unidos e Panamá). De 1989 a 1990 viveu em Nova York como coordenador de marketing e do grupo de desenvolvimento de novos produtos. A partir de 1990, ainda nos Estados Unidos, Otsuka atuou em diversas outras áreas como a de controle e planejamento e suporte a vendas, produtos de varejo e corporativo. O executivo transferiu-​se de Nova York para Santiago em 1997, quando assumiu o comando da subsidiária chilena. Permaneceu no país até 2003, seguindo para São Paulo. Desde então, ocupa o cargo de presidente da unidade brasileira da Canon.

Recente pesquisa patrocinada pela Canon Europa sobre os impactos da recessão na indústria de impressão — quando foram ouvidos 870 profissionais do setor que atuam em Nova York — revelou que muitas empresas do setor gráfico não sobreviveriam à crise se não trabalhassem com impressão digital. Por quê?
Jun Otsuka
– Porque a impressão digital se mostra mais flexível. Com ela é possível atender pequenas e médias demandas com preços competitivos e com velocidade no cumprimento de prazos. Cada vez mais a impressão sob demanda, baseada na otimização de estoques, tem ganhado participação. A Canon busca crescer nesse segmento. Esta é a razão para os investimentos em pesquisas com o objetivo de entender melhor o mercado gráfico. Recentemente, a Canon comprou a Océ para ampliar sua linha de produtos neste mercado.

O senhor acredita que ocorreu o mesmo no Brasil, ou seja, a impressão digital vem ajudando o setor gráfico?
JO – Acredito que sim, cada vez mais a impressão digital tem ajudado o mercado gráfico, complementando nichos e criando 
novas oportunidades de negócios.

A mesma pesquisa levantou que, dentre os que utilizam impressão digital, saíram-se melhor os que possuem tecnologia jato de tinta. Por quê?
JO – A tecnologia a laser está mais madura, é uma tecnologia estabelecida desde 1961. Além disso, cada vez mais o tempo de entrega é um fator determinante na decisão do cliente. Os trabalhos estão mais rápidos e de maior qualidade e devem ser entregues a um custo mais competitivo. Por outro lado, a tecnologia jato de tinta é nova e tem grande potencial, mas apresenta o problema da velocidade.

Especialistas como Frank Romano dizem que a tecnologia jato de tinta é a mais promissora. Qual é a sua opinião?
JO – Tenho a mesma opinião.

O que representa para o mercado brasileiro a compra da Océ?
JO
– Já foi divulgado que a aquisição da Océ foi estratégica para ampliar e complementar o portfólio da Canon para atender um nicho do mercado gráfico, que não era atendido antes, pois a empresa não possuía as máquinas adequadas. Agora, a Canon terá condições plenas de atender às necessidades do segmento gráfico e atingir gráficas de pequeno, médio e grande portes.

O que a indústria da impressão e, sobretudo, os clientes Canon podem esperar dessa aquisição?
JO – Essa aquisição, assim como qualquer outra de grande porte, leva um tempo para ser concluída. O processo deve levar de um a três anos, começando agora em 2010. As duas empresas devem se tornar uma única. Neste momento, estão sendo avaliados os sistemas de ambas, os processos de entrega, principalmente a parte de peças, importação e logística.

A Canon pensa em diversificar seu portfólio, desenvolvendo equipamentos para a impressão de etiquetas ou embalagens? E em formatos maiores, como B2?
JO – Desculpe, não posso fornecer essa informação.

Os fornecedores de impressoras digitais de grandes volumes têm investido em máquinas cada vez mais flexíveis com relação aos substratos mais velozes e também na busca por soluções ecologicamente corretas. A Canon está seguindo essas tendências? Quais são os desafios em relação a soluções para grandes volumes?
JO – A Canon tem investido muito no desenvolvimento de novas tecnologias e a compra da Océ é uma de suas apostas para atingir grandes volumes. Além disso, a Canon sempre busca desenvolver tecnologias que causem o menor impacto ambiental possível.

Hoje, qual a participação de mercado da Canon no segmento de impressoras de grande formato, no mundo e no Brasil?
JO – Segundo o IDC, a participação em nível mundial é de 30% e no Brasil é de 10%.

E no segmento de multifuncionais digitais P/B e cor de alto volume, no mundo
e no Brasil?
JO – Em termos mundiais, de acordo com dados do IDC, a participação da Canon é de 10% no segmento de impressão P/B de médios volumes e de 15% no segmento P/B de baixos volumes. Em cor, médios volumes, é de 25% e em cor, baixos volumes, de 7%. No Brasil, nossa participação, tendo como fonte o IDC, é de 5% em P/B médios volumes e de 25% em P/B baixos volumes. Em cor, médios volumes, é de 7% e temos uma presença muito pequena no segmento 
cor, baixos volumes.

Há previsão de lançamentos nessas áreas para este ano? Pode antecipar algum lançamento que a Canon apresentará na Ipex 2010?
JO – Sim. Neste ano, a Canon lançará a linha imageRunner Advance. O grande foco são as novas imageRunner Advance C9075/C9065 e imageRunner Advance C7065/C7055, voltadas ao segmento gráfico, high production.

E na Expoprint Latin America 2010, qual será o foco?
JO
– O foco é atingir o mercado colorido de high production, além de apresentar as soluções da linha imagePress colorida e preto e branco.

O mercado de impressão digital no Brasil vem evoluindo. O senhor considera o ritmo dessa evolução satisfatório? Quais as perspectivas para 2010 no que se refere à impressão de grandes volumes? Quais segmentos merecerão da Canon maior atenção?
JO – Acredito que o ano de 2010 será promissor para esse segmento. A Canon entende que haverá uma evolução e por isso foca seus esforços no mercado gráfico.

 

 

As novas copiadoras da Canon
As linhas imageRunner Advance C7000 e C9000 reúnem copiadoras coloridas desenvolvidas para o segmento de altos volumes, que se destacam pela racionalização das operações. Os modelos C7055 e C7065 atingem, respectivamente, velocidades de impressão de 55 ppm em preto e branco e 60 ppm em cor e 65 ppm em P/B e 60 ppm em cor, no formato carta. Com resolução de 1.200 × 1.200 dpi, aceitam papéis de até 330 × 480 mm (1/4 de folha), entre papéis revestidos e não revestidos, com capacidade de alimentação de até 6.900 folhas. Trabalhando com os mesmos formatos de papel e resolução, as versões C9075Pro e C9065Pro alcançam velocidades de 75 ppm em P/B e 70 ppm em cores e 65 ppm em preto e branco e cor, respectivamente. Os alimentadores têm capacidade máxima de 9.300 folhas. A família C9000 se caracteriza pela maior flexibilidade nos sistemas de acabamento em linha, como encadernação no formato brochura, inserção de documentos e vários formatos de dobra.