home > Produção Gráfica > Automação de tarefas no InDesign
twitter
Banner Facebook

Parceiros

Automação de tarefas no InDesign Imprimir E-mail
Escrito por Ana Cristina Pedrozo Oliveira   
Seg, 03 de Maio de 2010

No processo de diagramação de peças gráficas existem muitas tarefas repetitivas, ações e comandos que devem ser aplicados várias vezes, transformando o trabalho em algo enfadonho e aumentando o tempo de produção das páginas dos materiais editoriais. Por conta disso, as empresas estão preocupadas em criar procedimentos para aumentar a qualidade de seus serviços e produtos, garantindo a produtividade e facilitando a realização das tarefas.
Atentando a esse detalhe, as desenvolvedoras de softwares têm investido na inclusão de ferramentas e comandos para auxiliar o usuário nas tarefas repetitivas. Tomando como foco o software de diagramação de página InDesign, da Adobe, podemos citar diversas ações que podem ser automatizadas e que podem, caso o projeto seja bem planejado, utilizar comandos que permitem uma aplicação em conjunto com outros, facilitando o processo de diagramação e agilizando as alterações sugeridas pela revisão.

Estilos
Um dos comandos mais famosos para automação de formatação de textos e objetos são os estilos. Através da programação de um conjunto de características específicas, torna-se possível gerar um estilo que, sendo escolhido, aplica sobre o texto ou objeto selecionado a formatação configurada anteriormente.
Note no exemplo abaixo que pode-se configurar todas as formatações desejadas e nomeá-​las como “Texto”. Quando o usuário selecionar determinado parágrafo e escolher o estilo “Texto”, as formatações serão aplicadas, minimizando o trabalho com essa ação.



















Dentro do programa há também a possibilidade de criar estilos de caracteres que são relacionados à formatação de textos quanto a características de fonte específicas para aplicação em caracteres. Os estilos de parágrafos e caracteres podem ser aplicados em conjunto. É o denominado estilo aninhado, que aplica o estilo de caractere até um referencial, 
como um símbolo, por exemplo.
Na imagem abaixo vemos a aplicação de um estilo de caractere até o símbolo dois pontos (:), dentro da especificação de um estilo de parágrafo 
aplicado a todo o bloco de texto.

O estilo pode ser utilizado com tabela e objeto. Esse último está representado pelas telas ao lado, que exemplificam alguns dos comandos que podem ser automatizados, como preenchimento, contorno, ancoragem e aplicação de efeitos especiais, entre outros.

























No trabalho editorial de revistas é comum o reaproveitamento de páginas prontas da edição anterior. Esse processo evita que o diagramador se distancie do projeto gráfico da revista e ao mesmo tempo possibilita aproveitar estilos e marcações, como colunas, espaçamentos e todos os elementos 
que irão se repetir na nova edição.

Templates
O InDesign permite criar arquivos-​modelos que podem ser utilizados sempre que preciso, contendo todo o projeto gráfico da publicação. São os templates. Se o objetivo for utilizar as páginas das revistas em separado, o que possibilita diagramar em equipe, o mais indicado seria utilizar os snippets, cópias das páginas produzidas como elementos independentes.
No mercado editorial de livros, uma automação muito útil é a possibilidade de criar índice remissivo e sumário de forma automática. O índice remissivo, no InDesign, consiste em recolher as palavras indicadas pelo autor e gerenciar a criação e diagramação 
do índice pelo programa.
No caso do sumário, é obrigatório o uso de estilos, uma vez que eles serão as marcações que o programa usará para formar a lista de itens e o número da página em que se encontram. Através da programação dos estilos, o software encontra o título ou subtítulo desejado, replica-​o em uma lista e coloca o número da página conforme a diagramação do projeto. A imagem ao lado mostra uma tela que exemplifica as configurações necessárias para a geração do sumário.








Book

Tanto o índice remissivo quanto o sumário podem ser atualizados caso haja alguma alteração na publicação, o que facilita o processo de construção e manutenção desses itens.
Ainda levando em consideração a diagramação de publicações complexas, com grande quantidade de textos, imagens e páginas, podemos citar um comando de gerenciamento de arquivos muito útil. Publicações com grande número de páginas normalmente são diagramadas por uma equipe que divide entre si os capítulos da obra e geram vários arquivos que devem formar o livro no final. Esse comando de gerenciamento é conhecido como book.
A imagem ao lado, representa um book construído para gerenciar um livro formado por vários arquivos. Através desse gerenciador, é possível sincronizar estilos, página mestre, numeração de capítulo e lista, entre outros itens que compõem a diagramação dos arquivos. O fechamento de arquivo (geração de PDF) e a criação de ePub também são realizados através dessa paleta.
Outras opções de automação, como a inclusão de dados variáveis (data merge), utilização de scripts e criação de bibliotecas de cores e imagens, estão disponíveis no programa, devendo ser estudadas e avaliadas para cada segmento. Descriminei aqui algumas, apenas para ilustrar como é possível aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos através de comandos que existem no programa, sem a necessidade de instalar nenhum plug-​in ou aplicativo adicional. É importante conhecer todas as ferramentas que o InDesign disponibiliza. Em alguns casos, o treinamento dos colaboradores se faz necessário para capacitar esses profissionais, contribuindo para o aprimoramento produtivo. Criar procedimentos também é um ponto relevante que auxilia na padronização de tarefas, diminuindo a quantidade daquelas refeitas que causam erros no resultado final. 

Ana Cristina Pedrozo Oliveira é produtora gráfica da Fábrica de Ideias Comunicações e ministra treinamentos em instituições como Senai, ABTG, Dabra, Bytes & Types e GraphWork, além de prestar consultoria em empresas por
todo o Brasil.