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Normalização avança no segmento de metalgrafia Imprimir E-mail
Seg, 12 de Agosto de 2013

Norma análoga à ISO 12647-2 entrará em vigor no final de 2014.


No segundo semestre de 2014 deve ser publicada a primeira norma brasileira para o setor de metalgrafia. Fruto de uma ini­cia­ti­va inédita do ONS 27, dentro do qual foi cria­do em junho de 2012 a Comissão de Estudos de Metalgrafia, a norma estabelecerá padrões de controle para os processos de pré-​­impressão e impressão offset UV sobre folhas-de-​­flandres. “Até onde temos notícia, não há nenhuma norma para metalgrafia no mundo. Esse é um trabalho pioneiro”, afirma Valter Gomes, coor­de­na­dor da comissão. Es­pe­cia­lis­ta na área, Valter é gestor de produção na Aro Embalagens Metálicas, professor da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris na área de metalgrafia e consultor através da Capt Treinamento e Consultoria.
O ponto de partida para esse trabalho foi a norma NBR ISO 12647-2, que estabelece os principais pontos de controle as­so­cia­dos aos substratos, tintas, vernizes, ganho de ponto, trapping, contraste, entre outros aspectos, na impressão offset plana. Respeitando as pe­cu­lia­ri­da­des da metalgrafia, a comissão já estabeleceu os principais parâmetros que serão contemplados pela norma, desde a folha de flandres até a configuração da máquina impressora. Para tanto, a comissão de estudo, que conta com dez membros efetivos, levou em consideração tanto as práticas de mercado quanto as tec­no­lo­gias que mais têm recebido investimentos, pesando também as opções mais rentáveis do ponto de vista produtivo. Para a cria­ção do testform optou-se por impressão offset com cura UV em equipamentos quatro cores, utilizando cores de escala, em folha-​­de-​­flandres com 2,0 e 5,6 g/m2, impressas sobre esmalte. Ao aplicar tal testform, que servirá de parâmetro para controle, a empresa de metalgrafia poderá ava­liar seu processo de impressão, estabelecendo o perfil dos seus equipamentos, efe­tuan­do trabalhos dentro dos parâmetros estabelecidos pela norma. Segundo Valter Gomes, os principais ganhos para as empresas que se adequarem à norma serão sistematização do processo produtivo, maior efi­ciên­cia e produtividade e diminuição do desperdício.
A previsão é de que a norma esteja pronta no início de 2014. Finalizada, será submetida à aprovação da As­so­cia­ção Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e então publicada. A norma prevê adendos levando em conta tec­no­lo­gias menos atuais, como impressão em máquinas monocolores e bicolores.
Quan­do em vigor, a nova norma be­ne­fi­cia­rá muitas empresas que ­atuam nesse segmento. Hoje o mercado de laminados no Brasil converte em torno de 4,4 milhões de toneladas por ano, utilizadas sobretudo na produção de embalagens industriais, ornamentais, rolhas metálicas, entre outras.

 

Texto publicado na edição nº 86