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Medição de calço de cilindro, definindo a métrica de pressão Imprimir E-mail
Escrito por Juergen Siedel   
Ter, 12 de Março de 2013

Para garantir a qualidade na impressão, o controle do aumento do valor de transferência de tom ou tone value in­crea­se (TVI) está ganhando cada vez mais importância. Uma das causas para um aumento incorreto de valor tonal pode ser uma configuração errada e/ou um cálculo errado do calço das blanquetas e chapas. Neste artigo, vamos tratar dos métodos para determinar a espessura dos calços e sua aplicação prática na montagem dos cilindros.

Informações gerais sobre a estrutura do cilindro
Os cilindros de chapa e de blanqueta são equipados com ­anéis guia em ambos os lados: no lado do sistema de movimento e no lado do operador. São discos de metal que rolam em contato ou não (depende do fabricante), mantendo constante a distância entre os cilindros da chapa e da blanqueta. O anel guia equilibra pequenas imprecisões dos cilindros e irregularidades no sistema de engrenagens de propulsão de entrada e saí­da da impressora. A limpeza regular e manutenção dos ­anéis guia são muito importantes.


Os ­anéis guia do porta-​­chapa e do porta-​­blanqueta têm exatamente o mesmo diâ­me­tro, idêntico ao da circunferência primitiva, relativa ao ponto médio de contato entre as engrenagens dos cilindros. Isto assegura velocidade neutra de rolamento dos ­anéis guia entre si.
O objetivo é conseguir extrema precisão, sem deformações dimensionais, na transferência dos pontos da retícula, a partir da chapa para a blanqueta. Para tanto, a velocidade de superfície de ambos os cilindros, considerando-se o diâ­me­tro total, tem de ser idêntica. A montagem da chapa, assim como da blanqueta, pode requerer um calço subjacente entre a chapa ou blanqueta e o respectivo cilindro, fruto do rebaixo do cilindro. Neste quesito deve-se cuidar para que a diferença entre o anel guia e o rebaixo do cilindro seja preen­chi­do totalmente pelo calço. Para uma impressão perfeita, limpa e sem manchas, que se­riam aceitáveis em termos de TVI, as ­­áreas de contato entre os dois cilindros devem ter uma pressão (penetração) de 0,1 a 0,15 mm. Essa pressão é conseguida com o uso de pa­péis calibrados de calço sob a blanqueta, até que o conjunto atinja o nível do anel guia. Se necessário, na montagem de chapas, pa­péis de calço podem ser usados até que as chapas ultrapassem o anel guia em aproximadamente 0,10 a 0,15 mm (acima do seu nível). A espessura total da montagem pode ser verificada com o auxílio de um relógio comparador.

 

 

 

 

 

 

 

 

O relógio comparador
Existem re­ló­gios comparadores analógicos e digitais. Ambos são usados para medir a diferença de altura entre a blanqueta/chapa montada e seu anel guia. As montagens devem seguir rigorosamente as especificações encontradas nas instruções de fun­cio­na­men­to da impressora utilizada.
Como foi descrito an­te­rior­men­te, as cir­cun­fe­rên­cias dos cilindros de chapa e de blanqueta devem ser idênticas. No entanto, durante a impressão podem ocorrer problemas re­la­cio­na­dos ao processo e os mesmos devem ser corrigidos. Por exemplo, na impressão offset con­ven­cio­nal com sistema de molhagem, o problema da expansão de papel não pode ser evitado. Especificamente trabalhos de grande formato em materiais não revestidos são propensos a problemas de expansão de papel (alterações nas dimensões). Isso porque o substrato se expande paralelamente à direção das fibras do papel assim que entra em contato com a solução de molha e a tinta. A expansão resultante pode ser de até vá­rios décimos de milímetro. Essa expansão pode ser compensada de diferentes maneiras:

  • O uso de um soft­ware es­pe­cial na pré-​­impressão (compensando na forma).
  • Alongamento da chapa de impressão na unidade da cor que tem uma separação de cor mais curta (é difícil e consome muito tempo).
  • Aumento da circunferência do cilindro da chapa na unidade em questão, o que resulta em uma diminuição do comprimento da imagem impressa.

Isto significa que são aumentadas as folhas calibradas de calço sob a chapa, por exemplo, na primeira unidade de impressão de uma máquina.

A adição de calço encurta a imagem impressa em aproximadamente três vezes a espessura do calço (por exemplo: um calço adi­cio­nal de 0,10 mm encurta a imagem impressa em aproximadamente 0,30 mm em relação ao formato máximo da folha). Para se controlar o alongamento do papel recomenda-se o uso de papel de banda estreita (com orien­ta­ção de fibra paralela ao eixo do cilindro).
No entanto, a utilização de calço adi­cio­nal pode resultar também em diferentes diâ­me­tros de cilindro e, por consequência, em velocidades superficiais diferentes entre dois cilindros. Isso provoca um defeito de impressão chamado de slurring (5), que são manchas causadas pelo deslizamento do papel. A causa é o fato de os cilindros de chapa e blanqueta não rolarem entre si com a precisão necessária, e sim um cilindro rolar com uma velocidade cir­cun­fe­ren­cial um pouco maior que a do outro.


O slurring, é claro, também causa um aumento de valor tonal na unidade de impressão em questão. Por isso ele precisa ser verificado periodicamente e mantido dentro de to­le­rân­cias conhecidas e admitidas. A extensão do slur pode ser facilmente verificada por meio do patch de controle slur na tarja de controle de impressão.
O patch de controle, em geral, contém linhas verticais e horizontais, linhas estas que, após serem impressas, devem ser claramente reconhecíveis. Se ficarem borradas ou não puderem ser vistas de forma clara, indicam que houve problemas de slurring durante a impressão, o qual deve, na medida do possível, ser examinado e so­lu­cio­na­do.


Além disso, uma folha de calço adi­cio­nal sob a blanqueta não causa uma redução do comprimento da imagem impressa, somente acaba resultando em um aumento excessivo do valor tonal. O cilindro de impressão (contrapressão) não tem um anel guia, uma vez que a folga entre o mesmo e a blanqueta deve ser va­riá­vel, dependendo da espessura do ma­te­rial.

Juergen Seidel, do Centro de Formação Poligráfica em Chemnitz, Alemanha.


Tradução autorizada do
Printers’ Guide nº 90, distribuído pela PrintPromotion em agosto de 2012.

Texto publicado na edição nº 85