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Ecos da EcoPrint Imprimir E-mail
Escrito por Laurel Brunner   
Seg, 11 de Março de 2013

Por que alguém iria promover um novo evento voltado para artes gráficas com o atual clima econômico do setor? Esse era o questionamento que muitas pessoas estavam fazendo no último ano quando os organizadores britânicos FM Brooks anunciaram a EcoPrint 2012.


Dada a queda nos números em todas as feiras do segmento gráfico nos mercados desenvolvidos, a adição de um evento específico ao calendário europeu foi uma loucura cu­rio­sa, es­pe­cial­men­te em um ano de Drupa. Ou não foi? A EcoPrint 2012, rea­li­za­da nos dias 26 e 27 de setembro, em Berlim, atingiu suas metas em número de expositores e, mais importante, atendeu a uma multidão de profissionais de todos os paí­ses, com interesses ao longo de toda a cadeia de suprimento do setor. Alguns visitantes eram concorrentes es­pian­do o movimento de seus ad­ver­sá­rios, mas o evento foi re­chea­do de reuniões entre gráficas de toda a Europa. A EcoPrint 2012 marcou o início de uma nova série de conversações dentro da indústria.
Essas conversas foram a principal atração para a maioria dos profissionais que participaram do programa de dois dias. Os corredores podem ter estado tranquilos, mas as con­fe­rên­cias estavam lotadas. O programa abrangeu o impacto am­bien­tal e a sustentabilidade dos materiais de impressão a partir de praticamente todos os ângulos e ideias. Com inúmeras palestras si­mul­tâ­neas não foi surpresa o fato de o evento não ter tido um movimento pesado. No entanto, havia sempre um burburinho. As pes­soas iam às sessões oferecendo ideias básicas para melhorar a sustentabilidade das empresas, identificando preo­cu­pa­ções-​­chave enfrentadas pela indústria gráfica e apresentando sugestões para ajudar as empresas a reduzirem seus impactos ambientais.
Felizmente, essa feira não foi mais uma série de con­fe­rên­cias dominadas por expositores empurrando o “verde” de suas tec­no­lo­gias. Em vez disso, os organizadores reuniram um conjunto vasto e eclético de palestras, destinado a fomentar discussões, argumentações e encorajar novas formas de pensar sobre as questões verdes. Em uma das palestras, por exemplo, o público foi convidado para o “Think Pink” por uma empresa de consultoria es­pe­cia­li­za­da no segmento de mar­ke­ting direto e impressão de dados variáveis, que trabalha para reduzir o desperdício e obter maiores taxas de resposta. Segundo Gerhart Maert­te­rer, fundador da Schwarzspringer-​­direkt e cria­dor do conceito “Think Pink” (aparentemente decorrente de uma preferência da moda pela cor rosa), estima-se que a impressão de dados estáticos produza uma resposta de 2% e gere desperdício de 98%, em comparação com a resposta de 29% e 61% de re­sí­duos para impressão de dados variáveis. Matemática não parece ser o ponto forte de Maert­te­rer, mas ele está certo quando se trata de taxas de retorno mais atrativas dos dados variáveis. Os retornos (e os des­per­dí­cios) ob­via­men­te va­riam de acordo com a “saú­de” dos dados. Cada vez mais os dados estão se tornando localizados e os meios para entregá-​­los mais diversificados, de anexos de e-​­mail até pendrives.
Nessa e em outras apresentações da EcoPrint a mensagem foi de que a redução do impacto am­bien­tal depende do aumento das taxas de retorno e do corte de des­per­dí­cios. A redução dos re­sí­duos não está re­la­cio­na­da apenas ao corte dos excessos na impressão, mas ao aumento da efi­ciên­cia do processo, em outras palavras, à eficácia dos dados. Existem exemplos de empresas de impressão digital cujo sucesso é ba­sea­do neste principio, com dados totalmente aproveitados em todos os canais e com a impressão no coração das campanhas. Como Gerhart Maert­te­rer colocou na EcoPrint: “Gráficas não ganham o su­fi­cien­te na impressão; elas precisam de ganhos adicionais, para além da impressão”.
Mesma música, novos timbres
Até aí já sa­bía­mos. O problema é conhecido, mas como podem as gráficas fazer jus ao seu po­ten­cial assim como tantos outros provedores de mídia ao seu redor? Nós estamos debatendo isso há anos e vemos que a questão se resume a educação, atua­ção proa­ti­va e comunicação, coisas em que as gráficas não são muito boas. Segundo Eric van den ­Bruel, diretor de mar­ke­ting da Sappi, as gráficas não devem repetir o mesmo erro da indústria papeleira e precisam ouvir seus clien­tes. Ele lembrou ao público da EcoPrint que “nunca nos comunicamos o su­fi­cien­te com nossos clien­tes” e isso tem levado a vá­rias fa­lên­cias na indústria de papel. “Em função disso, achamos que as gráficas precisam olhar para além de seu próprio quintal para conseguir ver e entender o que está acontecendo no planeta e nestes tempos difíceis”.
Van den ­Bruel tinha uma massa de estatísticas para apoiar seu argumento principal, de que a impressão em papel é sustentável. Não há novidade nisso, no entanto é preciso insistir porque a mensagem ainda não chegou a todos. Muitas pes­soas na plateia da EcoPrint não sa­biam que o papel e a impressão con­tri­buem apenas com 0,6% do total de emissões da Europa. Ou que 540 milhões de toneladas de CO₂ são sequestradas em produtos de papel e madeira por ano, e que a indústria de papel gera 27% da energia da bio­mas­sa europeia. Aprendemos, ainda, que 45% mais árvores são plantadas a cada ano do que são cortadas e que apenas 11% das árvores derrubadas na Europa se destinam à fabricação de papel. É esse o tipo de informação que precisa ser compartilhada e que as gráficas precisam levar aos seus clien­tes.
Também é importante que a indústria opere de forma coe­sa, a fim de avançar. Uma opção são ini­cia­ti­vas como o Programa Carbono Impressão Equilibrada da Ricoh ou o projeto de impressoras neutras de carbono da HP. Outra solução é a indústria estabelecer algumas metas em seu próprio ritmo, como uma redução de 10% por ano em emissões. No entanto, isso requer uma direção comum, coor­de­na­ção e coleta de dados responsável, além de uma liderança forte.
A EcoPrint pode estar po­si­cio­na­da de forma a liderar esse processo. Contudo, precisa atingir as bases da indústria e trabalhar em estreita colaboração com as as­so­cia­ções da indústria gráfica. Trabalhar junto a organizações como a Intergraf (federação in­ter­na­cio­nal de as­so­cia­ções gráficas) e as­so­cia­ções locais. Será que eles podem desenvolver programas para seus membros com o objetivo de ajudar na redução do impacto am­bien­tal? Como esse tipo de programa tem um benefício econômico claro, ficamos perplexos e frustrados sem entender por que esses esforços ainda não foram feitos.
O homem com um plano
De longe, a apresentação mais significativa da EcoPrint veio do doutor Hans Joa­chim Schellnhuber, fundador do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático. E esse homem tem um currículo im­pres­sio­nan­te: Prêmio Nobel da Paz 2007, como parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, e comenda da Rainha da Inglaterra. Ele é também conselheiro da chanceler alemã Angela Merkel e da administração Obama. A explicação calma e lúcida de Schellnhuber sobre o que está acontecendo com o nosso planeta foi inequívoca e assustadora, mas ele tem algumas ideias de como a catástrofe pode ser evitada.
Os analistas do Instituto Potsdam trabalham exclusivamente para entender os impactos ambientais e modelar uma solução de desenvolvimento sustentável em nível mun­dial. A apresentação de Schellnhuber mostrou por que o ano de 2020 é tão importante para as metas de redução das emissões: trata-se do momento em que se espera o auge das emissões e que se atinja um ponto crítico e irreversível no meio ambiente. Schellnhuber, que também dirige a reunião ­anual sobre sustentabilidade global, da qual participam os 20 últimos vencedores do Nobel nessa área, diz que é preciso “uma revolução in­dus­trial que mude tudo em nossa vida”. O grupo apresentou sete inovações cardeais que são a base possível dessa revolução.
As sete inovações cardeais
1. Integração de fontes de energia renovável, com base em redes com tecnologia supersmart grid (redes inteligentes de transmissão e distribuição de energia com base na comunicação interativa entre todas as partes da cadeia de conversão de energia), como um meio de reduzir subs­tan­cial­men­te as emissões de combustível e de fazer com que seja fornecida a energia necessária com o mínimo de desperdício. Isso requer o desenvolvimento de fontes de energia renováveis, como a energia eó­li­ca, solar e das marés, bem como alguns meios de armazenar energia.
2. Plus Energy Houses, edi­fí­cios que produzem energia em vez de consumi-la. O revestimento do edifício pode ser um gerador de energia, por exemplo, com painéis solares com base em células solares orgânicas transparentes. Telhados e fachadas também podem ser pintados com materiais fotovoltaicos para geração de energia.
3. E-​­mobilidade modular, conceito que visa a não termos de ligar os veí­cu­los elétricos à rede. Eles podem obter sua energia a partir de fontes alternativas, como as rodas ou a Transferência Indutiva de Potência (IPT) em pavimentos ou a partir de células solares em estradas. Isso já está sendo testado em Turim e Genova, na Itália, onde micro-​­ônibus estão sendo carregados com energia tipo IPT. Estradas solares transformam entradas em redes power grid descentralizadas, de autoprovisão de energia, que podem gerar energia, manter-se limpas de neve e gelo e ge­ren­ciar fluxos de tráfego.
4. Sistemas otimizados de produção in­dus­trial com uma abordagem cradle-to-​­cradle, nos quais não só nos preo­cu­pa­mos com os insumos e seu descarte, mas com seu reú­so como matéria-​­prima na produção in­dus­trial. Este é um território fa­mi­liar para a indústria gráfica, que tem uma longa história de reciclagem de papel. O conceito aplica-se igualmente aos têxteis, por exemplo, com tecidos como algodão ou camisetas a partir de garrafas de plástico.
5. Planejamento urbano holístico, que combina prin­cí­pios de planejamento rural e urbano para reduzir o impacto am­bien­tal. A arquitetura multifuncio­nal usa edi­fí­cios como torres de convenção, além de fornecer habitação, es­cri­tó­rios e
lojas de varejo.
6. Gestão sustentável de bio­mas­sa, meio de decarbonização ba­sea­do no maior plantio de árvores, visando à captura do carbono equivalente às emissões. Produtores de celulose e papel já são muito ativos nessa área. Na Austrália, o governo criou a Ini­cia­ti­va de Agricultura de Carbono para fornecer incentivo econômico para pro­prie­tá­rios de terras que reduzam a poluição de carbono, seja através de redução de emissões ou sequestro de carbono por meio do plantio e recuperação de pastagens.
7. O abastecimento regenerativo de água e a utilização de turbinas de vento para transformar vento em água é a última das sete inovações sugeridas. A dessalinização solar é uma tecnologia que usa a energia solar para dessalinizar a água do mar. A Miracle Turbine desenvolvida pela Eole Water colhe energia do vento e também extrai umidade, com um condensador que usa a condensação recolhida para produzir água fresca. Essa tecnologia está sendo testada no deserto de Nager, em Is­rael, e no Qatar.
O ponto mais importante levantado por Schellnhuber é que no mundo pós-​­fóssil precisamos de um novo contrato entre a ciên­cia e so­cie­da­de. Para esse fim, o Instituto Potsdam criou o programa Artistas em Residência, para obter interação entre artistas e cien­tis­tas. Ian McEwan, autor de Reparação e Amor sem fim, é o primeiro artista a participar do programa.
Próximos passos da EcoPrint
A intenção da FM ­Brooks com a EcoPrint 2012 era ­criar algo diferente, um novo espaço em que os profissionais de mídia pudessem aprender mais sobre o impacto am­bien­tal da impressão. Ao invés da expansão ha­bi­tual, e altamente lucrativa, do número de estandes e apresentações de tecnologia, a ênfase da EcoPrint estava nas ideias e debates. Isso nos faz lembrar as primeiras edições do Seminário Seybold, quando não havia literalmente nenhuma pessoa visitando os estandes por horas a fio, pois estavam nas palestras do seminário.
Como agora, há 30 anos os profissionais da indústria gráfica estavam confusos, inseguros quanto ao que de­ve­riam estar se perguntando. Hoje em dia, as questões referentes à pré-​­impressão e à tecnologia nas artes gráficas foram em grande parte respondidas e a indústria está se concentrando na sua sustentabilidade e sobrevivência. A EcoPrint 2012 representou um marco, uma base sólida sobre a qual questões podem con­ti­nuar sendo feitas e as conversas con­ti­nuam.
Mitos e mágicas do destintamento (deinking)
Vamos ser claros: os consumidores não se preo­cu­pam como os materiais são reciclados, contanto que eles possam ser reciclados. O ponto importante para todos nós na indústria gráfica é que qualquer coisa que amea­ce a credibilidade da reciclagem de papel impresso é pre­ju­di­cial à sobrevivência desta indústria a longo prazo. Os de­sa­fios para a reciclagem de materiais impressos com tecnologia digital prejudicam a credibilidade da sustentabilidade da impressão, em todos os sentidos da palavra.
A reciclagem do papel ob­via­men­te ajuda a impressão a ter um impacto am­bien­tal cada vez menor. No entanto, com a mistura de substratos, tintas e toners, mudanças de métodos convencionais de destintamento estão sob pressão. Novas tec­no­lo­gias são ne­ces­sá­rias para processar a diversidade de pa­péis impressos que entram nas cadeias de fornecimento de reciclagem. Esta é a questão no centro da disputa entre os representantes da indústria de destintamento e os grandes fabricantes, es­pe­cial­men­te os de impressoras digitais. A briga se resume a um problema de tecnologia e método.
Usinas de destintagem basicamente lavam os pa­péis impressos de modo a remover os corantes. Quan­do se trata de remover tintas offset e toners para produzir celulose de menor qualidade, como é o caso, por exemplo, do papel jornal, o processo é estabelecido, comprovado e rentável. Mas a indústria está mudando. Agora temos volumes cada vez maiores de impressos com novos toners e tec­no­lo­gias entrando no ciclo de reciclagem das usinas de destintagem. Isso inclui toners líquidos, tintas com cura UV, tintas convencionais para flexografia e tintas à base de água. Todos esses insumos requerem tec­no­lo­gias de destintagem mais agressivas do que aquelas que são utilizadas para retirar a tinta offset e o toner seco. Os compostos químicos da tinta e do substrato, assim como o volume de impressão, estão mudando con­ti­nua­men­te, causando uma alteração na qualidade dos insumos que estão entrando nas usinas de destintagem. A necessidade de novas tec­no­lo­gias de destintamento é inegável e fundamental.
Felizmente, existem novas usinas de reciclagem sendo cons­truí­das para a produção de celulose adequada à fabricação de pa­péis de alta qualidade, bem como papel jornal. Tais usinas estão liderando o caminho para o futuro da nossa indústria. Elas apoiam a crescente necessidade da produção de substratos de alta qualidade a partir de ma­té­rias-​­primas recicladas, adequados para impressão digital e con­ven­cio­nal. Elas podem destintar praticamente qualquer coisa, incluindo impressos digitais. O ponto aqui é que os rumores de que a destintagem é difícil ou cara causam medo de forma totalmente equivocada. Com a tecnologia correta é possível, embora possa não ser tão rentável, destintar as tintas digitais, flexográficas e com cura UV. A indústria deve reconhecer que confundir o mercado com argumentos er­rô­neos sobre a possibilidade de destintagem de materiais impressos digitalmente mina a credibilidade da sustentabilidade da impressão. Dá aos consumidores uma razão para questionar o impacto am­bien­tal da impressão digital e afastar-se dela. Isso não pode, de nenhuma forma, ser bom para a indústria gráfica. É hora de discutir não sobre o que não pode ser feito, mas sobre o que pode ser feito.
O drama do destintamento
O fato de alguns tipos de impressão serem adequados para a maioria dos processos de reciclagem e outros não, é muito vago para a maioria dos compradores de produtos impressos. Eles tendem a procurar con­ve­niên­cia sem culpa e, como regra, de não se interessar por detalhes técnicos e diferenças entre a impressão com toner ou jato de tinta. Mas não de­ve­ría­mos dar mais crédito aos consumidores e compradores de impressão, ou, pelo menos, incentivá-​­los a pensar mais? Afinal, é um problema coletivo e não apenas dos fabricantes de tinta, recicladores ou fabricantes de papel. O lado bom da reciclagem de papel impresso é que não há problema com a remoção de toners de impressão digital, assim como nos materiais advindos da impressão offset. A parte que ainda precisa de um pouco de pesquisa e desenvolvimento é a destintagem dos impressos que utilizam certos tipos de jato de tinta.
Po­de­ría­mos fazer mais com uma comunicação positiva. O novo site da Digital Printing Deinking Al­lian­ce (www.thedpda.org) vai ajudar a educar o mercado e fornecer um meio de compartilhar novas ideias. Os departamentos de mar­ke­ting dos fabricantes também po­de­riam divulgar mais o trabalho que está sendo desenvolvido para melhorar a reciclagem dos impressos. Nós temos uma responsabilidade coletiva porque, no final, a alegação de que algumas impressões digitais não podem ser recicladas prejudica todas as formas de impressão, incluindo a própria digital.
Será que o problema é na verdade econômico e não tecnológico? Se as empresas estão dispostas a investir em tec­no­lo­gias de destintamento e as pes­soas estão dispostas a pagar pa­péis reciclados como premium com base em ma­té­rias-​­primas pro­ve­nien­tes de pa­péis impressos com tecnologia jato de tinta e toner líquido, não há problema. Mais usinas de reciclagem com tecnologia de ponta vão entrar em fun­cio­na­men­to para processar volumes crescentes enquanto os consumidores estiverem dispostos a pagar o preço. Even­tual­men­te, o custo do processamento do ma­te­rial deve cair seguindo as regras básicas de oferta e procura. Enquanto isso, podemos estar dian­te de uma si­tua­ção na qual os fabricantes de celulose estejam esperando por impressões digitais e tintas totalmente des­tin­ta­véis, enquanto os fabricantes de equipamentos digitais estão aguardando mais investimentos em usinas de destintagem com tecnologia de ponta. Isso realmente não é bom.
A destintagem está madura para receber invenções e inovações. Suas limitações atuais estão levando o mercado para um novo futuro. Espera-se que nele todas as formas de impressão possam ser destintadas com sucesso. Do contrário, o futuro para o ma­te­rial impresso pode parecer sombrio.

Algumas das coisas que aprendemos na EcoPrint

  • Sustentabilidade, reciclagem, redução do impacto ambiental e pegada de carbono são problemas de todos.
  • A indústria gráfica precisa de liderança e bases de engajamento se deseja explorar suas forças de sustentabilidade.
  • Gráficas devem se transformar em provedores de mídia.
  • Certificações, tal como a EcoEtiqueta da União Europeia, têm valor apenas se tiverem critérios de medição sólidos e responsáveis.
  • Fabricantes de sucesso colocam a reciclagem e a redução do impacto ambiental como questão central do desenvolvimento de seus produtos.
  • Normas são um meio para melhorar o desempenho do negócio.
  • A política ambiental e sua comunicação devem estar no centro do negócio.
  • Gráficas e seus clientes precisam de educação e consciência das normas e selos ambientais.
  • É preciso ouvir os clientes e responder às suas necessidades.
  • O meio ambiente e a economia da indústria gráfica andam de mãos dadas.
  • A diminuição dos custos através da redução de desperdícios e maior eficiência são os primeiros passos para a diminuição do impacto ambiental.
  • Associações internacionais do setor estão bem colocadas para tomar a iniciativa da liderança.
  • Se continuarmos a ignorar o aquecimento global, o planeta começará a entrar em colapso até o final do século.

Tradução autorizada do boletim Spindrift, publicação produzida pela Digital Dots, empresa de consultoria na área gráfica, publicado em novembro de 2012.

Texto publicado na edição nº 85