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Escrito por Juliana Coelho de Almeida   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010

O que é e como opera o sistema de videoinspeção

Você consegue se imaginar acompanhando detalhes de um carro que passa à sua frente a cerca de 300 km por hora? Consegue acompanhar com precisão informações de um filme passando acelerado em sua televisão? E brincando em um gira-​gira em alta velocidade? É possível se concentrar nos detalhes de alguma imagem externa? Descartando a possibilidade de você pos­suir poderes so­bre­na­tu­rais, certamente não conseguirá vi­sua­li­zar em detalhes qualquer informação nestas condições, pois, como seres humanos, pos­suí­mos limitações para vi­sua­li­za­ção de imagens submetidas aos nossos olhos a uma velocidade su­pe­rior a 30 quadros por minuto. Diversos estudos buscam provar que essa frequência poderia ser ­maior, mas como por enquanto nada foi comprovado, a regra permanece.
Os exemplos citados buscam representar o que ocorre em uma impressora rotativa com saí­da em bobina. Como não é possível retirar, de forma segura, uma amostra para análise de qualidade, é necessário que o equipamento possua algum dispositivo que permita a vi­sua­li­za­ção do que está sendo impresso sem a parada de máquina. A esses dispositivos damos o nome de vi­sua­li­za­do­res de impressão.
Atual­men­te, o vi­sua­li­za­dor de impressão mais utilizado é o sistema de vi­deoin­s­pe­ção, cons­ti­tuí­do, entre ou­tros dispositivos, por um estroboscópio, uma câmera de vídeo, uma CPU e um monitor que permite a vi­sua­li­za­ção da imagem “es­ta­cio­na­da”.
O estroboscópio é um aparelho que emite flashes de luz em diferentes frequências sobre o ma­te­rial impresso, buscando a sincronização com a velocidade da máquina. Uma vez ajustada essa frequência, a imagem an­te­rior­men­te em movimento “es­ta­cio­na” aos olhos do observador, permitindo sua captura por uma câmera e vi­sua­li­za­ção em um monitor, onde é possível am­pliar ou reduzir a imagem, comparar detalhes da imagem impressa com um padrão de cor já gravado no computador do sistema e vi­sua­li­zar si­mul­ta­nea­men­te diversas partes da imagem impressa com todas as cores sobrepostas, isoladas ou em combinações definidas pelo operador.


Os sistemas de vi­deoin­s­pe­ção podem ser ativos ou passivos. Os sistemas ativos permitem a identificação de falhas por meio da comparação com padrões gravados e, uma vez detectada alguma diferença, envia informações para o equipamento que au­to­ma­ti­ca­men­te corrige o problema. Os sistemas passivos normalmente pos­suem as mesmas funções, porém não se comunicam com o equipamento para correções au­to­má­ti­cas.
Apenas o estroboscópio, sem o ­apoio de uma câmera de vídeo, CPU e monitor, também é um vi­sua­li­za­dor de impressão, podendo ser fixo numa unidade de impressão ou móvel para vi­sua­li­za­ção em diversos grupos impressores.
Sua vantagem é justamente a mobilidade e a possibilidade de vi­sua­li­zar também as matrizes de impressão em movimento.


Outro sistema de vi­sua­li­za­ção já não tão ­usual no mercado é o sincroscópio, conjunto cons­ti­tuí­do internamente por um tambor de espelhos, que gira em sincronia com a velocidade da máquina. Uma vez alcançada a sincronia, a imagem “es­ta­cio­na­da” no tambor de espelhos em rotação é refletida a um espelho fixo, onde a imagem será vi­sua­li­za­da pelo operador. Esse sistema não possui a mobilidade do estroboscópio e nem as funções executadas pela vi­deoin­s­pe­ção, mas também permite a vi­sua­li­za­ção da imagem impressa.
Vá­rios são os be­ne­fí­cios desses dispositivos: redução de setup, minimização de perdas, au­men­to de produtividade, au­to­no­mia do equipamento, melhoria da qualidade de impressão e estabilidade dos resultados de impressão, entre ou­tros.


Juliana Coelho de Almeida é professora de Rotogravura e Flexografia na Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Texto publicado na Edição 70