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Eduardo Buck - “O gráfico precisa repensar seu negócio” Imprimir E-mail
Escrito por Tânia Galluzzi   
Seg, 18 de Junho de 2012

Um dos principais interlocutores da Canon com o mercado gráfico, Eduar­do Buck, gerente de grandes contas, tem larga ex­pe­riên­cia na construção de ne­gó­cios de sucesso ba­sea­dos em par­ce­rias de longo prazo. Gra­dua­do em Mar­ke­ting e Gestão de Ne­gó­cios na Escola de Engenharia Mauá, especializou-se no mercado de impressão para artes gráficas. Atual­men­te, desenvolve par­ce­rias para o fomento e disseminação da cultura de impressão digital por intermédio das as­so­cia­ções e com os principais clien­tes do segmento de impressão sob demanda.

A quantas anda a participação da Canon, no Brasil e no mundo, no segmento de impressoras digitais de alto volume, P/B e cor?
Eduar­do Buck – A Canon tem ganhado força junto ao mercado mun­dial, principalmente pela sinergia obtida com a integração de nosso time de desenvolvimento com o da Océ. Muitas alterações nos equipamentos surgiram, melhorando o desempenho das novas máquinas. Um bom exemplo é a evolução da ImagePress 7010, equipamento de impressão colorida quatro cores. A linha de equipamentos ImagePress 1135, preto e branco, tem sido um destaque para a impressão em segmentos verticais, tais como impressão de livros, escolas, print for pay etc. O retorno recebido de nossos clien­tes tem demonstrado grande força e po­ten­cial para a Canon nesses segmentos.
A Canon lançou recentemente a impressora DreamLa­bo 5000, com foco no mercado fotográfico de alta qualidade. O que representa esse lançamento?
EB – Esse produto é um marco para a Canon na impressão de fotografia de arte. Representa um grande desafio, pois é de alta performance e um novo mercado para adentrarmos. Precisamos desenvolver aplicações efetivas para gerar valor às empresas que farão uso dessa nova tecnologia.
Quais são os principais diferenciais desse equipamento? E o perfil do clien­te para essa impressora?
EB – Esse equipamento tem como grande di­fe­ren­cial sua qualidade de impressão de fotos, por rea­li­zar passagem sua­ve de tons, principalmente em ­­áreas de real­ce e sombra, cons­truí­da com base em sete cores: azul, magenta, amarelo, preto, cinza, photo magenta e photo azul. A impressora utiliza a tecnologia de processamento de imagem que faz uso de toda a grande gama de cores com tecnologia jato de tinta colorida da Canon, garantindo a impressão de imagens com alto desempenho. Em comparação com o papel fotográfico con­ven­cio­nal, nossas tintas usam um componente que permite ao papel absorver mais rapidamente o composto de cores. Alia­do à produtividade, esse componente nas tintas garante alta densidade e cores mais vivas. O sistema de alimentação de tintas é composto por duas unidades. Com isso, o operador poderá rea­bas­te­cer os tanques do equipamento sem a necessidade de parada, garantindo maior produtividade e efi­ciên­cia. Com relação ao papel, outro di­fe­ren­cial é a dupla alimentação de mídia, que traz como vantagem a troca dos rolos de papel sem a parada do equipamento.
A DreamLabo 5000 será vendida no Brasil?
EB – Estamos estudando o mercado brasileiro para verificar a via­bi­li­da­de de lançamento. Em função do respeito que a Canon tem por seus clien­tes, antes do lançamento temos que preparar toda a área técnica, com certificação ATSP, que garante que nossa estrutura de atendimento esteja apta em padrões internacionais. Alia­do a isso, temos de manter um estoque de peças e suprimentos no Brasil, alinhado à quantidade de equipamentos a serem instalados. Sendo assim, neste momento ainda não temos previsão de lançamento.
Dentre os mercados atendidos pelas impressoras digitais P/B e coloridas de alto volume, quais são os mais promissores? Por quê?
EB – Um dos mercados que enxergamos com grande po­ten­cial é o de impressão web-to-​­print, pois temos diversas possibilidades com a interação dos consumidores finais, em sintonia com os novos soft­wares de gestão e de fluxo de trabalho. As tiragens estão diminuindo e a quantidade de pedidos está aumentando, o que demonstra uma tendência para as pequenas tiragens.
E para as impressoras jato de tinta de grande formato, qual nicho merece hoje mais atenção?
EB – Para a Canon o mercado de provas é uma grande oportunidade, pois atual­men­te temos poucos concorrentes e a tecnologia de impressão da família IPF, linha X300, com uso das tintas de tecnologia Lucia com 12 cores,tem um gamut expandido, o que garante aos usuá­rios um excelente resultado na impressão de provas contratuais.
Foi divulgado no início de março que a Canon e a Océ levarão um portfólio conjunto para a Drupa 2012, com foco em serviços para o desenvolvimento de ne­gó­cios. Qual é a expectativa para a feira e quais serão as principais novidades da Canon/Océ?
EB – A Canon e a Océ estarão presentes em conjunto num grande estande na Drupa 2012. Esperamos que o mercado brasileiro possa participar conosco neste importante evento mun­dial para nossa indústria. Temos novidades e somente quem nos visitar terá a oportunidade de conhecê-​­las de antemão.
Qual sua opi­nião sobre a penetração da impressão digital no universo do gráfico tra­di­cio­nal no Brasil? A assimilação da tecnologia por aqui acontece da mesma forma que em outros paí­ses ou existem diferenças marcantes?
EB – Tenho visitado e conversado com vá­rias gráficas, sejam elas tradicionais ou digitais, minha percepção é que os em­pre­sá­rios precisam montar um plano de trabalho para ini­ciar a conversão que está em andamento. Entendo que muitos precisam repensar o negócio gráfico. Com o advento da impressão digital temos a oportunidade de sair da commodity e caminhar para a di­fe­ren­cia­ção.
O que a Canon tem feito para se aproximar da indústria gráfica na­cio­nal?
EB – Temos desenvolvido ações de mar­ke­ting apoiados no conceito da geração de valor para a cadeia de impressão. Não buscamos somente vender a solução, mas utilizar os recursos para geração de receita e margem de contribuição. Formamos uma parceria com uma consultoria es­pe­cia­li­za­da para desenvolver um plano de ne­gó­cios customizado para o atendimento a cada empresa gráfica. Buscamos com esta consultoria analisar e planejar quais tipos de produto são a essência da gráfica e quais são os caminhos para introduzir novos produtos e aplicações com seus pró­prios clien­tes. Temos colhido bons resultados. Esperamos que o mercado gráfico entenda nossa metodologia de trabalho e tire proveito dessa oportunidade, que está aberta para todos.
Há dois anos a Canon consolidou a aquisição da Océ e de lá para cá tem firmado par­ce­rias com vá­rias empresas. O senhor acredita que a consolidação de empresas no segmento de impressão
digital con­ti­nua­rá?

EB – O mercado de impressão está sofrendo uma transformação. Assim como a indústria gráfica, os fornecedores estão entendendo que juntos somos mais fortes e as si­ner­gias estão ocorrendo. Sinceramente entendo que esse caminho não tem volta e novas par­ce­rias estão por vir. Agora o foco é o acabamento e inteligência de mercado. Vamos ver o que virá por aí!

Texto publicado na edição nº 82