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Modernos sistemas de corte com guilhotina Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Alberto Pérez Bernal   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010

Também nos processos de corte, a redução dos acertos e a conservação de altos de níveis de qualidade são decisivos.

O conceito de qualidade e produtividade envolve todos os cantos de uma gráfica. E deve ser assim, não apenas para alcançar a melhoria integral dos processos como, por fim, para fazer com que a relação investimento versus produtividade confira um saldo realmente positivo. Mas, tudo isso seria impossível se os novos sistemas não demonstrassem as reais vantagens que têm sobre os sistemas tradicionais, que praticamente reduzem-​se a uma guilhotina e a um grupo de pessoas para revisar 
pacotes, organizar e embalar.

Novas ideias da Polar
É preciso esclarecer que estamos diante de sistemas de alta tecnologia que permitem realizar as tarefas de corte em guilhotina com mais eficiência, primeiro por oferecerem maior automatização e, segundo, por acrescentar equipamentos complementares que facilitam a tarefa. Nosso foco são os quatro elementos básicos dos modernos sistemas de corte da Polar:

  • Novos conceitos para a produção de etiquetas

Sob essa concepção, a Polar oferece soluções altamente eficientes para a produção de etiquetas lineares e troqueladas. Para ambas as áreas existem componentes e sistemas dirigidos à produção industrial, assim como para gráficas pequenas. A Polar tem avançado muito para aumentar a eficiência da produção de etiquetas. Um exemplo é o sistema de corte e vinco Die-​Cut LabelSystem DC-​11 que, agora, tem a opção de carga manual e remoção do cartão para responder com maior flexibilidade às exigências dos clientes.
Todas as ideias para a conexão em rede se reúnem com o nome P-​Net e proporcionam muitas possibilidades diferenciadas. Os tempos de acerto das guilhotinas podem ser reduzidos praticamente a zero e os custos de manutenção diminuídos de maneira drástica.
Assim, por exemplo, o monitor de contagem CountMonitor, integrado à guilhotina de alta velocidade, agora permite calcular em linha a quantidade de folhas de uma pilha, possibilitando, desse modo, que a produção e o progresso do corte possam ser registrados.

  • Novas ideias para corte

A atual geração X/XT de guilhotinas de alta velocidade conta com muitas características aperfeiçoadas ou completamente novas. Um exemplo é o PowerMonitor, que indica com antecedência o momento em que a faca necessita ser amolada. Outro exemplo é OptiKnifePlus, que ajuda a reduzir ainda mais o tempo de mudança da faca. Destaca-​se nessa série de equipamentos a Polar 66 X, a menor guilhotina adequada para conexão em rede.

  • Novas soluções para a automatização

Esse conceito envolve o cliente industrial que deseja reduzir os custos de produção. Para tanto, se apresentaram produtos novos e outros em vias de ser patenteados, que incrementam a produtividade da gráfica e ajudam na redução dos custos de mão de obra. Nesse sentido, um dos equipamentos da Polar é o sistema automático de ajuste Autojog XT que, somado ao de corte também automático Pace, é uma forma inusitada de aumentar a eficiência dos setores de corte.

A disposição de um sistema de corte
Observemos de perto um sofisticado sistema de corte: o L-​RP-115/137/155-​T, que proporciona um ótimo uso da capacidade de produção. Tal sistema foi desenvolvido para a estrutura operacional típica dos fabricantes de etiquetas, encadernadores e para acabamento. O material que entra é alinhado em uma guilhotina rápida dotada de uma unidade de estoque — para evitar paradas da máquina —, uma elevadora de pilha — que dispensa o operário de ser obrigado a se abaixar, um alinhador automático para quantidades precisas, uma guilhotina com sistema de transporte de pinça e, por fim, saída automática pelo sistema Transomat E.
software foi criado pensando na racionalização do processo. O sistema Polar Compucut gera programas de corte, automaticamente, a partir de dados obtidos da pré-​impressão. O programa modular, que elimina os tempos perdidos, torna mais eficientes os sistemas de corte. Os programas de corte são criados num computador pessoal, trabalhando independentemente do sistema de corte e, a seguir, são transferidos à guilhotina de alta velocidade, para que ela possa cortar de maneira constante. A Polar Compucut se adapta às necessidades individuais do cliente. Com a extensão de dados desde a pré-​impressão, a guilhotina pode aceitar arquivos CIP3 diretamente dos sistemas nessa fase. Tal possibilidade reduz ainda mais os tempos de ajuste. Os programas de corte são otimizados de maneira interativa ou automática, por meio da adição de comentários pertinentes, funções adicionais ou sugestões do operador responsável.
Na realidade, os sistemas são configurados de acordo com as necessidades exatas do cliente e contêm, entre outras características, mesas de ar para transporte do material entre estações de estoque, reversor de pilhas, empilhadeiras, guilhotina e processos posteriores como encintadores ou embaladoras à vácuo.


Wohlenberg e Baumann: simplicidade de operação
Os fabricantes de equipamentos de acabamento Wohlenberg e Baumann levaram uma boa amostra das suas máquinas à Drupa. Expuseram, entre outros, três reversores de pilha, cinco guilhotinas de alta velocidade e três sistemas com empilhadeira Basa, assim como uma série de equipamentos para encadernação em capa dura.
O sistema de empilhadeira Basa é o primeiro no mundo com capacidade de empilhar, automaticamente, uma ampla variedade de materiais, em sua totalidade. O Basa é o eixo que faltava no campo dos sistemas de corte automatizados, já que racionaliza e humaniza o duro processo de empilhar 
os cadernos impressos.
O Basa atende dois importantes conceitos comerciais: ergonomia e redução de custos. Esse equipamento é adequado para altos volumes de produção e processos nas gráficas que imprimem cadernos em grande formato, principalmente quando as restrições ergonômicas exigem um processo de empilhar automático e, ainda, quando o processo de corte também deve ser automatizado.
As pilhas saem do sistema Basa e são deslocadas, diretamente, à guilhotina de alta velocidade. O trânsito é feito via mesas de transporte com pinças e colchões de ar, posicionando a pilha direta e automaticamente no ponto certo da guilhotina.
E, fora de linha, um descarregador com sistema integrado de pinça retira do sistema Basa as pilhas arrumadas e as empilha de novo num palete. Durante o processo de empilhar se inserem colchões de ar ou folhas de cartão entre cada pilha para 
facilitar o processo subsequente de corte.
A nova guilhotina Wohlenberg de alta velocidade conta com uma mesa fechada, sem o espaço para o descarte das sobras. A unidade hidráulica foi deslocada para o centro da máquina, abaixo do pistão, para suportar uma pressão uniforme nos dois lados, o que garante um corte mais preciso.
Foram demonstrados vários sistemas de corte com guilhotinas Wohlenberg e linhas totalmente automatizadas, com o conceito Wohlenberg e Baumann, que evita a fadiga do operador nos processos de levantar e empilhar cargas pesadas, fundamentado num transporte entre unidades totalmente automático, além de corte e descarga também automatizados. Conjugada ao sistema Baumann de manuseio do papel, a guilhotina proporciona um sistema de corte que aumenta a produtividade 
mediante soluções de sistemas inteligentes.


Jorge Alberto Pérez Bernal
é licenciado 
em Ciências pelo Rochester Institute of Technology (EUA). Colaborador e tradutor da revista Artes Gráficas e de outras publicações especializadas da indústria.

Tradução de Márcia Cárdenas Viveiros
Tradução autorizada de texto publicado na revista Artes Gráficas, edição 6, volume 42.

Texto publicado na Edição 70