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O 19º Prêmio Fernando Pini e as categorias da 12647 Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Seg, 23 de Novembro de 2009

Cresce o interesse das gráficas pelas categorias ligadas à normalização.


Neste ano, tivemos a satisfação de observar que os gráficos se mobilizaram e enviaram mais produtos do que no ano passado para concorrer ao Prêmio Fernando Pini na categoria de conformidade com a norma técnica de impressão da família 12647, parte 2 — impressão offset plana e rotativa com heatset —, assim como para concorrer na nova categoria, a de conformidade com a parte 7 desta norma, relativa a provas digitais.

Além de mais inscritos, podemos dizer com alegria que a qualidade dos produtos tem se aproximado mais aos requisitos dessas normas. Isso significa que muitos gráficos fizeram sua lição de casa: estudaram os requisitos das normas, investiram em software e instrumentos, fizeram melhor o controle de seus processos e escolheram mais criteriosamente seus insumos. A ferramenta de controle de qualidade basicamente utilizada pelo prêmio é a tarja de controle. No nosso caso, selecionamos a conceituada Ugra/Fogra Media Wedge, V2. Somente através da leitura de uma tarja de controle é possível verificar a precisão da impressão em relação aos requisitos 
colorimétricos das normas da família ISO 12647.

Categoria 12.2 – Conformidade com a Norma NBR  ISO NM 126472
Em seu segundo ano de vida, a categoria 12.2 apresentou bons concorrentes e a comissão julgadora selecionou amostras da pilha enviada através de cada participante e procedeu à leitura da sua tarja. A comissão utilizou um espectrofotômetro iOne, da XRite, com certificado dentro do prazo de validade e utilizou a ferramenta de certificação da certificadora suíça Ugra, o UPPCT. Além disso, para dar maior confiabilidade ao processo de seleção, a comissão tinha três espectrofotômetros à disposição. Fez medições com os três instrumentos e verificou que os resultados estavam dentro das margens de tolerância. Assim, a comissão escolheu um deles para desenvolver os trabalhos. As leituras foram feitas e os resultados das diferenças entre os principais quesitos colorimétricos da norma e os valores obtidos nas leituras foram registrados em relatório. Cada amostra recebeu uma pontuação e, não obstante as poucas variações percebidas entre amostras do mesmo produto concorrente, foram selecionados os melhores resultados de cada produto concorrente. É importante observar que, apesar da organização do prêmio ter disponibilizado cartilha com as instruções de como submeter o produto para esta categoria, houve um caso no qual o concorrente foi desclassificado por não ter impresso a tarja de controle disponibilizada na mesma folha do trabalho.

Categoria 12.3 Conformidade 
com a Norma NBR  ISO NM 126477
Esta é uma nova categoria do Prêmio Fernando Pini e isso também exigiu novos procedimentos por parte da comissão julgadora. O júri recebeu uma prova de cada concorrente e procedeu duas leituras de cada prova, selecionando a mais bem colocada, desde que não ficasse configurada uma imperfeição do processo de leitura.

A comissão utilizou o mesmo espectrofotômetro iOne e a ferramenta de certificação da certificadora suíça Ugra, o UPPCT. As leituras foram feitas e os resultados das diferenças entre os principais quesitos colorimétricos da norma e os valores obtidos nas leituras foram registrados no respectivo relatório. Cada amostra recebeu uma pontuação, sendo selecionado o melhor resultado das duas leituras.

A segurança
Em seguida, ao final das leituras das duas categorias, foi feita a classificação dos produtos concorrentes em cada categoria e ranqueados os relatórios colorimétricos das melhores leituras, lacrados em envelope e entregues à comissão organizadora. A classificação final dos cinco finalistas e vencedor (que somente será conhecido durante a festa da premiação, na noite de 24 de novembro) também foi colocada em envelope lacrado e entregue à comissão organizadora.

A força do prêmio Fernando Pini
É grande a nossa satisfação ao ver que o prêmio, além de fomentar as artes gráficas e projetar a indústria gráfica nacionalmente, está auxiliando o ONS 27, que elabora as normas de artes gráficas no Brasil, a difundir o conhecimento e o entendimento de que somente com o controle efetivo do processo gráfico teremos resultados consistentes e previsíveis, isto é, qualidade.
Obrigado Prêmio Fernando Pini!

Bruno Mortara é superintendente do ONS 27, membro da Comissão Técnica do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini e professor de pós-graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica

 

Texto publicado na edição 69