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Uso de verniz base de água Imprimir E-mail
Escrito por Célio Silva   
Seg, 23 de Novembro de 2009

Possíveis problemas e soluções na aplicação on-​line de verniz base de água.

O desenvolvimento dos pri­mei­ros vernizes acrílicos à base de água para offset ocorreu a partir de ex­pe­riên­cias isoladas nos Estados Unidos e Europa no final dos anos 60. Os pri­mei­ros resultados foram tecnicamente bastante in­sa­tis­fa­tó­rios e na época aplicados em sistemas de molha de impressoras offset. A efetiva via­bi­li­za­ção técnica ocorreu a partir do interesse de fabricantes alemães de impressoras offset no final dos anos 70, desenvolvendo unidades de aplicação própria para o verniz.



Verniz à base de água é um produto de rápida secagem, aplicado em linha ime­dia­ta­men­te após a impressão das tintas, ou em uma segunda entrada em máquina. Ele promove, além de proteção aos impressos, uma va­rie­da­de de acabamentos di­fe­ren­cia­dos como brilho, foscagem, perolizado. Isso, sem amarelar os impressos, reduzindo também o tempo de processamento nas fases seguintes de acabamento, como corte e vinco e dobra, representando com isso uma redução considerável no custo quando comparado com um verniz offset à base de óleo resinoso.



Desde o seu desenvolvimento, há cerca de 35 anos, a formulação dos vernizes acrílicos à base de água sofreu diversas alterações para atender às constantes evoluções tecnológicas do processo de impressão. Porém, mesmo hoje em dia é comum nos depararmos com problemas que são er­ro­nea­men­te atri­buí­dos aos vernizes, sendo na verdade questões ligadas ao processo de envernizamento.

Visando uma melhor qualidade e ­maior produtividade, identificamos aqui algumas dessas si­tua­ções que podem ser prevenidas. O quadro acima mostra que um dos fatores prin­ci­pais de in­fluên­cia no brilho é o tipo de suporte usado, apresentando resultados va­ria­dos com o uso de um mesmo verniz, nas mesmas condições de aplicação.



De um modo geral, quando se aplica verniz no processo on-​line, ocorre um emul­sio­na­men­to entre o verniz e a tinta, provocando uma mistura. Se, porventura, a camada de verniz estiver bai­xa, mui­to di­luí­da, bem como se estiver fazendo uso de altas cargas ou fortes sobreposições de tinta, pode ocorrer um erro de ava­lia­ção por parte do operador, achando que o verniz é que não está secando su­fi­cien­te­men­te rápido. Com essa ava­lia­ção incorreta, o operador po­de ­di­luir ain­da mais o verniz ou di­mi­nuir a carga, agravando o problema. O correto é au­men­tar a carga do verniz para que “cubra” a camada de tinta. Isso pode provocar diversos problemas durante o processo, como decalque, blocagem, bai­xa resistência ao atrito, bai­xo brilho, nivelamento ruim.



O correto é proceder da seguinte forma:

Caso o verniz esteja com secagem rápida em ­­áreas em branco do papel, ou em cargas bai­xas de tinta, e secagem mui­to lenta nas cargas altas, provocando decalque ao toque, deve-​se au­men­tar a camada de verniz, pois estará faltando cobertura para proteger a camada de tinta.
É mui­to importante também controlar adequadamente a temperatura usada nos diversos dispositivos da impressora, onde o calor ajuda na secagem, contudo seu excesso é pre­ju­di­cial, podendo cau­sar blocagem, decalque, en­ca­noa­men­to, trincos.

 

 

Deve-​se ter em conta que o que seca um verniz base água é a troca de ar. O calor ob­via­men­te ajuda, mas se não hou­ver renovação de ar, a saturação do mesmo se torna pre­ju­di­cial. Hoje em dia, as máquinas mais modernas pos­suem sofisticados dispositivos, com saí­das longas e possibilidade de jogar ar frio nas folhas após a passagem pelo IR e ar quente, provocando um choque térmico, favorecendo a secagem, ratificando esse processo de envernizamento on-​line em todo o mundo.

Célio Silva é supervisor de Produtos da Overlake Vernizes Gráficos

 

Texto publicado na edição 69