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CIP3, CIP4, PPF, JDF.O que significa essa sopa de letrinhas? Imprimir E-mail
Escrito por Kesler Santos   
Seg, 26 de Outubro de 2009

Elas estão por trás da redução dos tempos de setup e dos erros no processo de produção.

A sigla CIP3 significa Coo­pe­ra­tion for the In­te­gra­tion of Prepress, Press and PostPress e representa uma as­so­cia­ção de empresas organizada em 1985. Pos­te­rior­men­te, esse grupo passou por mudanças e teve seu nome alterado para CIP4. Naquele ano, alguns dos prin­ci­pais desenvolvedores de tecnologia resolveram unir forças para ­criar um formato padrão de arquivo que pudesse ser utilizado para a troca de informações entre pré-​impressão, impressão e acabamento. A ­ideia era que esse formato passasse a ser usado por todas as empresas do grupo e, desse modo, facilitasse a implementação de um novo padrão de trabalho e de novos sistemas que pudessem apro­vei­tar, ao máximo, recursos que a tecnologia já disponibilizava. O formato de arquivo padronizado foi o PPF (Print Pro­duc­tion Format). Esse formato, mui­to utilizado até hoje, permite a transmissão, desde a pré-​impressão até as fases pos­te­rio­res de produção, de dados dos aplicativos de montagem eletrônica, tais como formato do papel, espessura, área de mancha para o pré-​entintamento, marcas de au­tor­re­gis­tro, po­si­cio­na­men­to da tira de controle de densidade e dados de dobra e corte. Para tanto, é necessário que os equipamentos de impressão e de acabamento sejam com­pa­tí­veis com essa tecnologia, de modo a poder receber os dados e utilizá-​los no pré-​ajuste de cada trabalho a ser executado.

O sucesso dessa ini­cia­ti­va foi tão grande que o con­cei­to evo­luiu e passou a incorporar informações para monitoramento da produção e da pós-​produção (feed­back). Dessa forma chegou-​se ao CIP4, em que o “P” adi­cio­nal representa Process. Em 2000, o consórcio CIP4 introduziu dois novos formatos, o JDF (Job De­fi­ni­tion Format) e o JMF (Job Message Format), ambos ba­sea­dos em XML, linguagem que se popularizava rapidamente por ser aberta e largamente utilizada na programação para Internet. Atual­men­te, vá­rios soft­wares de gestão do tipo SIG (Sistemas de Informações Ge­ren­ciais, ou em inglês, MIS, Management In­for­ma­tion System) podem en­viar dados de produção, como uma ordem de serviço digital, no formato JDF, e receber os dados de pós-​produção, no formato JMF. Essa nova tecnologia tornou possível monitorar a produção em tempo real. O sistema também permite au­to­ma­ti­zar-​se o apontamento da produção facilitando mui­to o monitoramento das diferenças entre os custos orçados e os rea­li­za­dos, tornando o pós-​calculo mais efetivo, preciso e transparente.

Hoje, o CIP4 reú­ne fornecedores, consultores e usuá­rios fi­nais das ­­áreas de comunicação impressa, indústria gráfica e segmentos re­la­cio­na­dos, abrangendo uma ampla va­rie­da­de de equipamentos, soft­wares e periféricos.

Os membros do consórcio mantêm grupos permanentes que vêm trabalhando na definição das futuras versões do JDF, na identificação de necessidades dos usuá­rios e na elaboração de um JDF Soft­ware Development Kit (SDK), sempre com o objetivo de tornar o intercâmbio de informações entre os departamentos mais claro e preciso.

As soluções disponibilizadas pelas tec­no­lo­gias CIP3 e CIP4 vêm se mostrando de grande utilidade na redução do tempo de setup de equipamentos, em todas as etapas do fluxo de produção e no aper­fei­çoa­men­to da gestão. No entanto, o ­maior benefício talvez seja a significativa redução dos erros que frequentemente são cometidos ao longo de todo o processo de produção.

Mais informações podem ser obtidas no site www.cip4.org

 

Kesler Santos é especialista em pré-impressão da Heidelberg Print Media Academy e professor de pós-graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

 

Texto publicado na Edição 68