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Incentivo através do reconhecimento Imprimir E-mail
Seg, 26 de Outubro de 2009

Assim como o Prêmio Fernando Pini, concursos em vários países estão valorizando a adoção das normas.

No dia 18 de setembro encerraram-​se as inscrições para o 19º Prêmio Bra­si­lei­ro de Excelência Gráfica Fernando Pini. Além da categoria Cartões Laminados Impressos em Suportes Plásticos, o concurso traz neste ano a categoria Conformidade com a Norma NBR ISO 12647-​7 – Provas Di­gi­tais, am­plian­do a presença da normalização no certame. A categoria Conformidade com a Norma NBR ISO 12647-7 foi cria­da para a edição 2008.

De acordo com Bruno Mortara, superintendente do ONS 27 e um dos idea­li­za­do­res das ca­te­go­rias de conformidade com a norma 12647, o incentivo à adoção de normas através do reconhecimento do esforço das gráficas nesse sentido está acontecendo em vá­rios paí­ses. Alemanha, Sué­cia, Colômbia, Inglaterra e Suí­ça têm concursos específicos para a norma 12647 — que define alvos e controles de produção para offset —, enquanto na Co­reia do Sul, Tai­lân­dia e Austrália estão em fase de elaboração. “O grande objetivo é que as gráficas consigam estabelecer procedimentos de controle de processo”, afirma Bruno Mortara. Superado esse estágio básico na trajetória da normalização, vem o uso de insumos (tinta e papel) que estão em conformidade com a norma, o que, como reconhece Bruno, não é fácil, pois as gráficas devem controlar os insumos para conformidade com as normas exigidas e, em mui­tas si­tua­ções, quem escolhe o suporte é o clien­te.

Com o processo controlado e usando ma­té­rias-​primas dentro da norma é possível avançar para o passo seguinte, que é estabelecer as curvas de au­men­to de valor tonal (ganho de ponto) das impressoras offset, compensando-​as através do RIP do CtP, simulando as curvas ­ideais determinadas pela norma. “Ao adequar a produção à norma, a gráfica adquire uma metodologia de trabalho que lhe permitirá atender todos os requisitos colorimétricos do clien­te, mesmo quando utilizar insumos que estão fora da norma.” Sai a ava­lia­ção empírica do impressor, que vi­sual­men­te tenta ajustar o resultado da impressão à prova, ba­sea­do na ex­pe­riên­cia e munido, no máximo, de um densitômetro, e entram procedimentos men­su­rá­veis que garantem qualidade e repetitividade desde a pré-​impressão, prova, até o impresso final. E é a consistência desses métodos, aplicados tanto na impressão quanto, agora, na produção de provas di­gi­tais, que será ava­lia­da pela comissão julgadora do Prêmio Fernando Pini.

O concurso está dividido em 64 ca­te­go­rias, além dos três prê­mios de Atributo Técnico do Processo, chamados de Grand Prix, que reconhecem a Melhor Impressão, o Melhor Acabamento Edi­to­rial e o Melhor Acabamento Cartotécnico entre todos os produtos finalistas. Também serão pre­mia­dos fornecedores do setor gráfico, em 14 ca­te­go­rias. A pri­mei­ra fase do julgamento será fei­ta na pri­mei­ra quinzena de ou­tu­bro. Definidas as peças finalistas, no início de novembro ocorre a segunda fase, cujos vencedores serão revelados no dia 24 de novembro, no Expo Barra Funda, em São Pau­lo.

Texto publicado en Edição 68