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Características e particularidades das extensões PDF, TIFF e JPEG Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Sérgio Galleti e Rodrigo Venturini Soares   
Qui, 07 de Julho de 2011

Para entender qual o melhor formato a ser usado para o fechamento de um arquivo é necessário antes com­preen­der a diferença entre imagens ve­to­riais e imagens de mapa de bits. No pri­mei­ro grupo estão gráficos de desenhos rea­li­za­dos a traço (chapados, sólidos, ilustrações, marcas, logotipos). O segundo grupo corresponde a imagens fotográficas.
Imagens ve­to­riais, como o próprio nome já diz, são definidas matematicamente por vetores — são, na verdade, gráficos com características geo­mé­tri­cas. São consideradas imagens ve­to­riais, por exemplo, tanto um logotipo quanto um texto digitado. Imagens ve­to­riais podem ser movidas e ter seu tamanho ou cor alterados sem nenhuma perda de qualidade. A definição matemática dessas imagens possibilita essas alterações sem nenhuma alteração da resolução final.
Programas como Illustrator, CorelDraw e InDesign permitem trabalhar com esse tipo de imagem e os formatos de arquivos escolhidos devem preservar essa característica de vetorização. Desse modo estarão garantidas linhas nítidas e sem serrilhas, independentemente de am­plia­ções.
As imagens de mapa de bits, por sua vez, são cons­ti­tuí­das por um conjunto de pequenos elementos, os pixels, como num mo­sai­co. Cada pixel de uma imagem de mapa de bits tem uma posição determinada e um valor de cor próprio, definidos por coor­de­na­das de localização e por quantificações numéricas. Se um logotipo ou texto digitado for descrito como mapa de bits, ao invés de ve­to­rial­men­te, haverá um número definido de pixels que o compõe. Ao am­pliar­mos a imagem, esse número não será au­men­ta­do e a resolução poderá ser in­su­fi­cien­te para o novo tamanho. Como resultado, bordas e linhas poderão aparecer serrilhadas. Programas como o Pho­to­shop trabalham com mapas de bits. Esse tipo de imagem é necessário para reproduzir gradações to­nais sutis, como em uma fotografia, mas deve ser evitado para elementos a traço, como textos e logotipos.

O Adobe PDF
Cria­do pela Adobe Systems e aper­fei­çoa­do durante os últimos 17 anos, o formato Portable Document Format (PDF) é o padrão global para a captura e a revisão de informação de mídia e para o compartilhamento com quase qualquer pessoa, em qualquer lugar. É um formato de arquivo flexível para vá­rias plataformas e aplicativos. Com base no modelo de cria­ção de imagem Post­Script, os arquivos PDF exibem e preservam, com precisão, fontes, lay­outs de página e gráficos ve­to­riais e de bitmap. O formato PDF é o padrão para a dis­tri­bui­ção e o intercâmbio seguro e con­fiá­vel de documentos eletrônicos em todo o mundo e qualquer pessoa pode vi­sua­li­zá-lo e imprimi-lo com o soft­ware gra­tui­to Adobe Rea­der. É um formato mui­to efi­cien­te em processos de editoração de impressão. Um determinado trabalho salvo em PDF transforma-se em um arquivo compacto e con­fiá­vel que você ou seu prestador de serviços podem exibir, editar, organizar e usar para gerar uma prova. Em seguida, no momento certo do processo de produção, o prestador de serviços poderá imprimir diretamente o arquivo PDF ou processá-lo usando ferramentas de vá­rias origens para tarefas de pós-​­processamento, como verificações de comprovação, trapping, imposição e separação de cores.
Outra possibilidade é, ao salvar um arquivo no formato PDF, optar por ­criar um arquivo compatível com PDF/X (Portable Document Format Exchange), que é um subconjunto do Adobe PDF, com a finalidade de eliminar muitas das va­riá­veis de cor, fonte e trapping que cau­sam problemas de impressão.
O PDF/X é um padrão ISO e apresenta as seguintes opções:

  • PDF/X-1a:2001 e PDF/X-1a:2003 (para processos de produção CMYK)
  • PDF/X-3:2002 e PDF/X-3:2003 (para processos de produção com ge­ren­cia­men­to de cores)
  • PDF/x-4:2008 (que é con­fiá­vel para trans­pa­rên­cias em tempo real e ge­ren­cia­men­to de cores).

O formato TIFF
O formato Tagged-​­Image File Format (TIFF) é utilizado para a troca de arquivos entre aplicativos e plataformas de computadores. É um formato flexível de imagens bitmap suportado praticamente por todos os aplicativos de pintura, edição de imagens e la­yout de página. Além disso, quase todos os escâneres de mesa podem produzir imagens TIFF.
O formato TIFF suporta imagens CMYK, RGB, Lab, de cores indexadas e em tons de cinza com ca­nais alfa, bem como imagens no modo bitmap sem ca­nais alfa. O Pho­to­shop pode salvar camadas em um arquivo TIFF. Entretanto, se você abri-lo em ou­tro aplicativo, somente a imagem achatada estará visível.

O formato JPEG
O JPEG (­Joint Photographic Experts ­Group) é usado frequentemente para exibir fo­to­gra­fias e ou­tras imagens de tons con­tí­nuos em documentos HTML na web e em ou­tros serviços online. O formato JPEG oferece suporte a modos de cores CMYK, RGB e tons de cinza, mas não oferece suporte à transparência. O JPEG preserva todas as informações de cores de uma imagem RGB, porém faz a compactação de arquivos descartando dados de ma­nei­ra seletiva. Também é possível salvar uma imagem com um ou mais arquivos JPEG usando o comando “salvar” para a web e dispositivos. O JPEG oferece suporte somente a imagens de oito bits. Se você salvar uma imagem de 16 bits nesse formato, o Pho­to­shop au­to­ma­ti­ca­men­te diminui a profundidade de bits.
Os arquivos podem ter diferentes ní­veis de compressão. Quan­to ­maior a compressão, menor será o tamanho do arquivo, porém pior será sua qualidade. O algoritmo de compressão do JPEG é ba­sea­do nas limitações de visua­li­za­ção do olho humano. Assim, todas as informações que não podem ser vistas serão descartadas. No entanto, é necessário tomar cui­da­do com os diferentes ní­veis de compactação do arquivo. Quan­to ­maior a compactação, menor será a qualidade da imagem. Uma vez compactado, as perdas no processo de gravação são definitivas. Da mesma forma, sucessivos comandos de gravação cau­sam sucessivas perdas. Os ní­veis de compressão vão de 0 a 12, podendo ser digitados ou se­le­cio­na­dos através da barra de rolagem constante na cai­xa de texto “qualidade do JPEG”. Assim, se você for disponibilizar imagens na internet, é interessante mantê-las em um tamanho pequeno. No entanto, se a imagem for utilizada em um documento, mui­tas vezes é melhor mantê-la com o máximo de qualidade possível, para que a impressão não seja prejudicada.

Conclusão
Quan­do geramos arquivos com base no modelo de linguagem Post­Script, como por exemplo os arquivos PDF, temos a plena certeza de que estamos pro­pi­cian­do a exibição e preservação “com precisão” das fontes, la­youts de página e gráficos ve­to­riais e de bitmap. Esteja, então, cien­te de que, ao utilizar as extensões de arquivo TIFF ou JPEG, como opção de fechamento do arquivo, você está trabalhando com arquivos formados por mapas de bits que podem gerar serrilhados em todos os textos e logotipos.
Além disso, você não terá a oportunidade de utilizar o PDF/X-1a e/ou PDF/X-3 e X-4, que permitem o uso do ge­ren­cia­men­to de cores, de cores es­pe­ciais e CMYK, trapping, imposição e separação correta das cores (elementos es­sen­ciais para a geração correta de uma imagem gráfica a ser reproduzida, conforme norma ISO 15930).

Luiz Sérgio Galleti e Rodrigo Venturini Soares são professores de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Texto publicado na edição nº 78