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Um olhar sobre as certificações de sustentabilidade Imprimir E-mail
Escrito por Heidi Tolliver-Nigro   
Qua, 06 de Julho de 2011

Do ponto de vista do editor e do homem de compras, trabalhar com uma gráfica am­bien­tal­men­te certificada simplifica mui­to o processo de tornar o seu produto um impresso “verde”. Não apenas o ciclo de vida do papel é garantido, mas todo o processo de impressão.
Para as gráficas, no entanto, a decisão de certificar-se pode não ser tão clara quanto para um clien­te. Os custos podem ser elevados e o processo requer um investimento de tempo significativo e permanente. Embora a certificação possa am­pliar as ofertas de trabalho, o retorno dos investimentos desses programas pode ser incerto. Algumas gráficas também estão desenvolvendo seus pró­prios programas de sustentabilidade, independentes das organizações ofi­ciais de certificação.

Informações básicas sobre certificação ambiental
Existem dezenas de certificações ba­sea­das em padrões reconhecidos na­cio­nal ou in­ter­na­cio­nal­men­te que abrangem todos os aspectos do processo de impressão, desde a fabricação de papel até a impressão, encadernação e acabamento. Algumas das certificações mais conhecidas, porém, são relativas somente ao papel. Cada sistema de certificação de papel usa padrões um pou­co diferentes, abrange diferentes aspectos da ca­deia de custódia e requer diferentes porcentagens de teor de fibras certificadas para fornecer um selo indicando a certificação do produto final.
Entre os programas de certificação de papel, o mais conhecido é o Forest Stewardship Coun­cil (FSC), cria­do por uma organização in­ter­na­cio­nal não governamental e pela Sus­tai­na­ble Forestry Ini­tia­ti­ve (SFI), que cui­da das florestas da América do Norte. O Programme for the Endorsement of Forest Cer­ti­fi­ca­tion [Programa para Reconhecimento de Certificação Florestal] (PEFC), conduzido por uma organização in­ter­na­cio­nal que reconhece uma va­rie­da­de de sistemas de certificação na­cio­nais e re­gio­nais das florestas, também é bem estabelecido e conhecido.

O fabricante e a certificação de papel
Ao procurar projetos de certificação am­bien­tal, um editor ou comprador da indústria gráfica pode buscar apenas por papel certificado (pelo SFI ou pelo FSC) ou exigir que a gráfica em si também seja certificada. Gráficas com certificações am­bien­tais (SFI ou FSC) foram submetidas a uma ava­lia­ção da ca­deia de custódia, desde as compras de papel até o ge­ren­cia­men­to de re­sí­duos.
Para as gráficas, o custo da obtenção de uma certificação na fábrica pode chegar à casa das dezenas de milhares de dólares. A ­maior parte dessa despesa refere-se ao pagamento das empresas de au­di­to­ria e o custo final é determinado pelo tempo que os au­di­to­res gastam com:

  • Reu­niões preliminares e preparação geral
  • Reu­niões de pré-​­au­di­to­ria e preparação
  • Preparação de documentos e coleta de ma­te­riais
  • Visitas à empresa
  • Trabalho pós-​­au­di­to­ria
  • Análise de relatório e respostas.

Além dessas despesas, a gráfica vai se deparar com custos menos ób­vios, como ter toda a equipe dedicando tempo e atenção ao processo de certificação. Gráficas, editores e clien­tes podem comprar papel am­bien­tal­men­te certificado mesmo que a gráfica não seja certificada. Nesse caso, no entanto, o selo da certificação não poderá ser impresso no produto final (folheto, revista, livro). Uma gráfica certificada pelo SFI pode comprar o papel e usar o selo do SFI.

Requisitos para certificação
Como exemplo do que é necessário para se obter uma certificação, aqui estão alguns dos requisitos básicos para os fabricantes durante a produção de papel certificado pelo FSC. A certificação exige:

  • Não alterar florestas ou qualquer ou­tro habitat natural
  • Res­pei­tar os di­rei­tos in­ter­na­cio­nais dos trabalhadores
  • Não utilizar produtos químicos perigosos
  • Res­pei­tar os di­rei­tos humanos, com es­pe­cial atenção aos povos indígenas
  • Res­pei­tar todas as leis apli­cá­veis

Identificar e fazer a gestão adequada das ­­áreas que necessitam de proteção es­pe­cial (in­cluin­do lo­cais de interesse cultural ou sagrado e habitats de ani­mais ou plantas em extinção).
Apesar de o FSC afirmar que tem as exi­gên­cias mais rigorosas, ou­tras certificações oferecem proteções similares. Assim, adquirir um papel com uma certificação am­bien­tal significa que o papel foi produzido com fibra obtida legalmente a partir de ma­dei­ra pro­ve­nien­te de florestas bem manejadas e colhida por meio de práticas sus­ten­tá­veis de gestão florestal.
O processo de certificação para uma gráfica é mais abrangente. Para obter o selo Sus­tai­na­ble ­Green Print Partnership, por exemplo, a empresa deve atender a requisitos for­mais relativos a:

  • Uso de práticas sus­ten­tá­veis, in­cluin­do o cumprimento de toda a regulamentação
  • Manutenção de uma política de sustentabilidade
  • Manutenção de um sistema de gestão da sustentabilidade
  • Adoção das melhores práticas para design, pesquisa responsável de ma­te­rial, gestão e sistema de controle para reportar o progresso e adequação.

Seja qual for a escolhida, as certificações são fei­tas para uma fábrica e empresas com múltiplas plantas devem submeter cada unidade à ava­lia­ção, de forma independente. Normalmente, também há processos separados de certificação para encadernação, acabamentos di­fe­ren­cia­dos e para envelopes.
Para conseguir uma certificação am­bien­tal é preciso passar por uma au­di­to­ria rea­li­za­da por um profissional qualificado, sendo válida por um pe­río­do limitado de tempo, geralmente dois anos. Um processo de certificação pode também in­cluir ou­tros requisitos. No caso do SGP, as gráficas certificadas devem apresentar um relatório de progresso ­anual e comprometer-se com pelo menos um projeto de melhoria contínua a cada ano.
As taxas das vá­rias certificações va­riam mui­to. Para obter a certificação do SGP os ho­no­rá­rios e as despesas in­cluem (em dólares):

  • Taxa de inscrição (de $ 295 a $ 595)
  • Taxa básica de fiscalização ($ 1.500)
  • Despesas de via­gem do au­di­tor
  • Relatório de Ações Corretivas (CAR) (de $ 75 a $ 100 por hora)
  • Taxa de renovação ­anual (de $ 250 a $ 400).

As taxas são geralmente mais bai­xas para as gráficas que detêm participações em as­so­cia­ções da indústria, como Printing In­dus­tries of America, Flexographic Technical As­so­cia­tion e Spe­cialty Graphic Imaging As­so­cia­tion.

Os benefícios da certificação
O fato de determinada certificação am­bien­tal valer o tempo e o di­nhei­ro ne­ces­sá­rios para adquiri-la, isso vai depender das pre­fe­rên­cias e demandas dos prin­ci­pais clien­tes da gráfica, bem como das pre­fe­rên­cias filosóficas dos pro­prie­tá­rios da gráfica. Marqueteiros e grandes contas corporativas, em es­pe­cial, veem a certificação como parte de sua imagem corporativa ou imagem da marca, mas mesmo pequenas gráficas com clien­tes menores também optam por fazer esse investimento.
Bai­xar uma lista de gráficas certificadas pelo SFI é como ler um lista de “Quem é Quem” da indústria gráfica. Na lista mais recente do site da SFI, há cerca de 3.000 gráficas com empresas que va­riam de pequenas e localizadas, como a Bea­con Printing (em Waldorf, Maryland, nos Estados Unidos), até grandes empresas com vá­rias fábricas, como a Que­be­cor World, a RR Donnelley, e a xpedx.
A Lightning Sour­ce Inc. (LSI), empresa de grande porte na área de impressão sob demanda, localizada em LaVergne, Tennessee (EUA), está entre as empresas que mais fizeram investimentos em certificação am­bien­tal: a empresa possui os selos FSC, SFI e PEFC. Em ja­nei­ro de 2011, a LSI en­viou um e-​­mail para seus clien­tes, informando-os sobre o status da sua certificação de Ca­deia de Custódia (CoC). O link dirigia o lei­tor a uma página que descrevia como o modelo de impressão sob demanda da LSI beneficia o meio am­bien­te através da redução de re­sí­duos de papel, desperdício de energia, emissões de gás de efei­to de estufa, polpa e lotação de aterros, espe­cial­men­te devido à redução de estoques de produtos prontos des­ne­ces­sá­rios. A página também destacava o processo de aquisição da Ca­deia de Custódia e como a certificação está re­la­cio­na­da a um ­maior comprometimento da companhia com o meio am­bien­te. Além disso, cada uma das três prin­ci­pais certificações de papel são descritas e os lei­to­res eram convidados a fazer o down­load de có­pias dos certificados da LSI.

Certificação para gráficas menores
Mesmo as gráficas menores investem em certificações am­bien­tais. E da mesma forma que as empresas grandes, elas trilham esse caminho mui­tas vezes a pedido de clien­tes específicos. Uma vez certificadas, essas empresas podem optar por manter a certificação como parte de um compromisso am­bien­tal mais amplo. As gráficas irmãs Gerardi Press e DigitalXPress (em Rockaway, New Jersey, EUA) se enquadram nessa categoria. A Gerardi Press obteve a certificação FSC há dois anos em resposta à demanda dos clien­tes. “[O investimento no setor offset] foi motivado diretamente por clien­tes grandes que estavam abraçando a ini­cia­ti­va verde”, disse o gerente David Mar­fie­wicz. “A certificação foi necessária até mesmo para orçar os projetos. Isso foi o que nos levou a aderir à certificação. Uma vez aprovados, nós usamos a nossa certificação como ou­tro ponto positivo a ser divulgado para nossos clien­tes. A certificação do setor digital é menos voltada para o clien­te”, afirmou Mar­fie­wicz, “mas achamos que isso vai se transformar em uma necessidade à medida que os clien­tes pedirem tiragens maio­res e com con­teú­do mais relevante”.
Outros pro­prie­tá­rios de gráficas acreditam que as certificações devem ser motivadas por algo mais do que a possibilidade de am­pliar as vendas ou satisfazer determinados clien­tes. “A adoção de práticas de sustentabilidade deve ser fei­ta por ser a coi­sa certa, e não para ganhar uma licitação”, ressaltou Jim Branch, vice-​­presidente de desenvolvimento de ne­gó­cios na Pre­ci­sion Services ­Group (Orange Coun­ty, Califórnia, EUA). A empresa é certificada pela Rain­fo­rest Al­lian­ce e pelo Forest Stewardship Coun­cil. Branch acredita que “fazer a coi­sa certa” também é uma decisão ra­cio­nal para os ne­gó­cios. “Quan­do os clien­tes podem escolher, a maio­ria opta por uma empresa com essa mentalidade”.
Branch crê que, assim como grupos como o FSC e FSI foram bem sucedidos ao apontar que o papel pode ser uma opção sustentável, a certificação das gráficas também irá se tornar mais importante. “O que destaca uma empresa em relação aos concorrentes do mercado é poder mostrar a seus clien­tes po­ten­ciais que ela tem uma ini­cia­ti­va ecológica abrangente ao longo de todo o processo de produção”.

Compromisso sem certificação
Enquanto alguns duvidam que clien­tes prefiram dar ­apoio a um negócio comprometido com a sustentabilidade am­bien­tal, uma companhia não precisa ne­ces­sa­ria­men­te ter um certificado am­bien­tal para ter um compromisso com a sustentabilidade. Na verdade, uma certificação pode real­men­te prejudicar os ne­gó­cios da gráfica se a obtenção do selo representar uma restrição severa nos recursos da empresa. “A certificação FSC/SFI significa muito menos agora do que há três ou quatro anos”, observou Mic­key Gulley, chefe de operações da RGI, em Atlanta (EUA), que mantém as duas certificações. “Agora tantos pa­péis vêm de florestas manejadas que os clien­tes se interessam menos em colocar um selo em seus produtos. Con­ti­nua­mos mantendo nossas certificações, e elas nos tornam aptos para trabalhos para os ­quais não se­ría­mos ele­gí­veis sem elas, mas esse número está di­mi­nuin­do. Do ponto de vista da marca, acho que um programa forte e global de sustentabilidade, registros e divulgação são mui­to mais eficazes do que um monte de selos”.
Joe Hill, gerente geral da The Dot Printer (de Las Vegas, EUA), acrescentou: “Nós nos tornamos certificados pelo FSC há dois anos, devido aos pedido de alguns clien­tes, principalmente os clien­tes das ­­áreas de jogos e da hotelaria, que queriam mostrar a ­ideia de uma cons­ciên­cia verde vinculada à identidade da empresa para seus clien­tes glo­bais. No entanto, à medida que eles perceberam atrasos na aprovação dos ma­te­riais (provas), o objetivo mudou de pou­par o meio am­bien­te para pou­par di­nhei­ro e a necessidade do selo desapareceu”.
A demora ocorre por cau­sa da verificação que pode ser exigida para trabalhos com certificação am­bien­tal. O FSC, o ­maior e mais conhecido órgão de certificação, por exemplo, exige que todas as provas sejam por ele avaliadas antes de serem submetidas ao clien­te. Gráficas dizem que esta etapa adi­cio­nal de verificação e revisão pode au­men­tar em 24 horas ou mais o processo de aprovação. Segundo Hill, entre a cons­ciên­cia crescente sobre o uso de pa­péis certificados am­bien­tal­men­te e o au­men­to no gasto e tempo ne­ces­sá­rios para con­cluir um trabalho, a empresa foi solicitada a produzir apenas um único trabalho FSC no ano passado.

Nosso ponto de vista
O debate sobre certificações am­bien­tais representa o momento que as empresas estão vivendo e é provável que esse cenário mude em um futuro próximo. Nos pri­mei­ros anos de implantação das certificações, quando as ini­cia­ti­vas para sustentabilidade eram menos comuns, os selos de certificações am­bien­tais davam mui­to destaque a uma empresa. À medida que mais empresas assumiram a ban­dei­ra verde, mais gráficas estão se envolvendo e ganhando ­maior visibilidade.
Mui­tos dos que adotaram as práticas “verdes” logo no início desenvolveram programas concretos. Seu sucesso incentivará gráficas menos comprometidas filosoficamente. Conforme o tempo passa, as editoras e os compradores de produtos grá­fi­cios terão ­maior dificuldade para escolher dentre os diferentes programas de sustentabilidade. Nesse contexto, as certificações independentes podem se tornar mais importantes.
Gráficas interessadas em programas de certificações am­bien­tais precisam saber quanta importância seus clien­tes dão para programas for­mais de sustentabilidade. Elas precisam cons­cien­ti­zar os clien­tes de que é possível garantir a sustentabilidade am­bien­tal utilizando ma­té­rias-​­primas certificadas. Mesmo que a empresa se recuse a investir em um programa formal de certificação, ela deve trabalhar com algum tipo de projeto para sustentabilidade e informar seus clien­tes sobre estes esforços.
Editoras e compradores do mercado gráfico devem reconhecer que as certificações am­bien­tais são uma ma­nei­ra útil de di­mi­nuir a confusão e simplificar o caminho rumo à responsabilidade am­bien­tal. Mas precisam estar dispostos a olhar as gráficas não certificadas com seus pró­prios programas independentes de sustentabilidade, com foco em gráficas que acompanham seus processos e mantêm registros de seu progresso. Quem optar por trabalhar com empresas que não contam com um programa de sustentabilidade deve considerar o uso de con­su­mí­veis certificados. Discute-se ain­da se a pegada de carbono é sempre in­fe­rior à de ou­tros con­su­mí­veis, mas a fibra utilizada para ­criar o papel é colhida de forma responsável e o processo produtivo é responsável também.

Olhando além dos selos
Um número crescente de vozes está pedindo cau­te­la quanto à simplificação de decisões am­bien­tais, fei­tas com base apenas nas certificações. Isso porque mui­tas certificações abrangem apenas uma fatia do processo. Um exame de todo o ciclo de vida útil de um produto pode evi­den­ciar que alguns produtos não certificados ou com certificações am­bien­tais menos conhecidas acabam dei­xan­do, de fato, pegadas am­bien­tais menores.
Phil Rie­bel, consultor am­bien­tal para a indústria de celulose e papel, argumenta que os pa­péis certificados pelo Forest Stewardship Coun­cil (FSC) são altamente promovidos como a escolha ecologicamente correta, mas que o ge­ren­cia­men­to da fábrica de papel também deve ser levado em consideração (o que a certificação FSC não faz). Segundo Rie­bel, deve-se considerar caso a caso, levando em conta que todo o ciclo de produção tem um grande impacto am­bien­tal, para con­cluir se real­men­te o produto certificado pelo FSC é a melhor escolha.
Em uma publicação recente no blog da Risi, provedora de informações para a indústria mun­dial de produtos flo­res­tais, Rie­bel fez a seguinte afirmação: “Pa­péis com fibra reciclada e/ou certificada pelo FSC podem ter o dobro da pegada de carbono de um papel fei­to de ma­dei­ra ou certificado pelo SFI/PEFC, apenas por não utilizarem com­bus­tí­veis fós­seis e energia comprada. Eles também podem ser produzidos em fábricas que têm ‘desempenho am­bien­tal’ abai­xo da média, em comparação com as melhores práticas da indústria. Por exemplo, uma fábrica de celulose de-​­inked [celulose fei­ta com papel impresso de modo analógico ou digital do qual se retira a tinta], produzindo a partir de papel reciclado, pode estar depositando todos os seus re­sí­duos sólidos em aterro se não for equipada com a tecnologia de cal­dei­ra adequada para quei­mar sólidos re­si­duais do processo de de-​­inking de forma a gerar energia, ou se a fábrica não tiver uma alternativa de eliminação de re­sí­duos”.
Essas fábricas podem ter custos significativamente mais elevados e maio­res impactos am­bien­tais devido à manutenção de aterros, em relação a uma fábrica moderna que trabalhe com derivados de ma­dei­ra e reu­ti­li­ze a maioria de seus re­sí­duos sólidos. Esses problemas de “desempenho am­bien­tal” podem também se aplicar a ou­tros parâmetros, tais como qualidade das águas re­si­duais e emissões de gases de efei­to estufa, para citar alguns.
Essa questão do ciclo de produção vai além do papel. Há mui­tas in­dús­trias aplicando selos am­bien­tais em diferentes produtos com a esperança de que isso au­men­te suas vendas. A preo­cu­pa­ção é que, ao acei­tar um selo como garantia su­fi­cien­te do impacto am­bien­tal de um produto, a indústria pode estar observando o cenário de forma mui­to genérica e esquecendo ou­tras opções, igualmente positivas. Selos e certificações são ­úteis para tomar decisões ge­rais, mas não são os únicos fatores a serem considerados. Eles são apenas um ponto de partida.

Tradução autorizada do The Seybold Report, volume 11, número 3, 7 de fevereiro de 2011.

Texto publicado na edição nº 78