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O uso do Conjunto de Dados de Caracterização no gerenciamento de cores Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Qui, 01 de Janeiro de 2009

Como e porque utilizar o Characterization Data Set

A norma NBR ISO 12647-2 define os alvos e controles de produção para offset plano e rotativo heatset. Esses alvos são valores colorimétricos (em Lab) das cores primárias (CMYK), secundárias (vermelho, verde e azul) e as curvas de ganhos de ponto do processo. No entanto, essas informações são insuficientes para se caracterizar de maneira mais abrangente uma condição de impressão, isto é, a utilização de uma determinada tinta, num certo papel, num determinado processo.

Para tanto, temos de imprimir uma carta de cores em condições controladas. A leitura dos valores colorimétricos de cada patch, fornecerá o que chamamos de Characterization Data Set (Conjunto de Dados de Caracterização). Esse conjunto de dados será imprescindível para a confecção de provas, simulando processos de impressão (provas contratuais) e gerenciamento de cores.

O processo de gerenciamento de cores recebe o Conjunto de Dados de Caracterização e gera um perfil, uma tabela de como se converter valores definidos colorimetricamente (em Lab) para valores próximos (colorimetricamente) naquele periférico. Essa tabela normalmente é bidirecional, permitido a conversão de dados do PCS (Profile Connection Space – Lab) para o espaço/cores do periférico e vice-versa.


Carta de cores utilizada para se criar Conjunto de
Dados de Caracterização (ISO 12642-1)


Os Dados de Caracterização internacionais

Um trabalho de grande importância que vem sendo realizado por associações internacionais do setor gráfico como a Fogra, é produção de cartas de cores em situações absolutamente controladas.

Uma vez impressas, as cartas de cores são verificadas estatisticamente e, após a coleta de milhares de amostras, amplamente divulgada como um padrão de impressão. Por exemplo, no caso da NBR ISO 12647-2, a norma determina os valores das cores através de uma tabela.

Requisitos colorimétricos da norma NBR ISO 12647-2


O Conjunto de Dados de Caracterização das principais organizações internacionais como Fogra, Gracol e IFRA podem ser obtidos no site do ICC (link para www.color.org).

Esse conjunto de dados será a matéria-prima para as gráficas na geração de perfis personalizados de acordo com as condições de impressão da associação. Além disso, podemos utilizar esses Conjuntos de Dados de Caracterização para realizar simulações de impressão nos sistemas de provas contratuais. Isso assegura que o arquivo do cliente, quando impresso na condição de impressão estabelecida pela associação (Fogra 39), obterá aquele resultado visual, balizando o sistema de provas para condições de impressão padronizadas.

Exemplos de geração de perfil a partir de Conjunto de Dados de Caracterização

 


 

Os Dados de Caracterização FOGRA39 foram feitos para as condições de caracterização da norma ISO 12647-2:2004/Amd 1


Uma vez baixado o Conjunto de Dados de Caracterização, abrimos uma aplicação de geração de perfis (no caso, Profile Maker) e carregamos os dados e a referência deles. Em seguida, decidimos os parâmetros de geração de preto e totais de tinta e outros parâmetros e geramos o nosso perfil com as condições da NBR ISO 12647-2, porém com os nossos parâmetros.

Carregamos os Dados de Caracterização no programa de confecção de perfis ICC.

Aplicamos os parâmetros necessários para a geração do perfil e do preto.

Quando comparamos os espaços de cor do perfil distribuído pelo ECI (www.eci.org) e o perfil gerado pelo Profile Maker com os Conjunto de Dados de Caracterização da Fogra, observamos que são praticamente idênticos.

O espaço aramado é o ISOCoated V2 e o sólido é o criado em nosso experimento


A base de Dados de Caracterização do ICC
No site do ICC (www.color.org) encontramos uma base de Conjuntos de Dados de Caracterização que é muito útil para quem quiser implementar condições padronizadas em sua gráfica ou sistema de provas.

Conclusão
Podemos construir novos perfis, para condições padronizadas, que contêm diferenças que podem ser úteis para certos processos e tecnologias de impressão: por exemplo, o total de tintas de 400% pode ser utilizado em impressões a laser colorida de alta qualidade ou pode-se gerar perfis conforme as normas ISO, contudo com GCR forte ou fortíssimo, de acordo com o gosto do cliente.


Bruno Mortara é superintendente do ONS27 e coordenador da Comissão de Estudos de Pré-Impressão e Impressão Eletrônica.


Texto publicado na Edição 64