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Gerenciamento de resíduos na impressão digital Imprimir E-mail
Escrito por Mara Cristine Aguiar   
Sex, 20 de Agosto de 2010

A impressão digital é um processo caracterizado pela ausência de formas, ou seja, não há a necessidade de fotolitos, chapas ou clichês. O original, um arquivo digital, é impresso diretamente no substrato, que pode ser papel, cartão e plásticos, dentre outros.
O universo da impressão digital é bem amplo. Além da variedade de suportes de impressão, existem vários tipos de equipamentos, com diferentes tecnologias e aplicações. Esses equipamentos podem ser utilizados para vários fins: produção de provas de layout ou mock-​up, provas contratuais, impressão sob demanda, produção de documentos com dados variáveis, sinalização, decoração etc. Há equipamentos digitais para impressão em cores e preto e branco; de baixa, média e alta velocidade; alimentados a folha ou a bobina. Essas máquinas podem incorporar módulos para acabamento final (dobra, grampo, lombada quadrada). Uma das maiores vantagens das tecnologias digitais é a possibilidade de imprimirem dados variáveis e de personalizarem impressos.
A ausência de formas reduz bastante os impactos ambientais da impressão digital. Mesmo assim há resíduos do processo, que variam de acordo com a tecnologia do equipamento — os mais comuns são restos de toner, de tintas e sobras de substratos (papéis, cartões, plásticos e outros). Também há o impacto ambiental consequente do consumo de energia elétrica.
Na Escola Senai Theobaldo De Nigris encontramos impressoras para provas digitais, para impressão sob demanda e plotters.
Os equipamentos para provas digitais e o plotter têm como resíduo os cartuchos de tinta, que, após a utilização, são separados e retirados pelo fornecedor ou enviados para processamento.
Já os equipamentos de impressão sob demanda geram mais resíduos. Além dos cartuchos de toner, também os restos de pigmentos são direcionados para um coletor existente dentro do próprio equipamento. No módulo de acabamento temos resíduos como restos de grampo e cola hot melt. O cartucho do toner e o recipiente com restos de toner são retirados pelo fabricante.
Mas, independente do equipamento utilizado, o substrato necessita de um cuidado extra, em especial o papel. Este, quando não armazenado de forma correta, absorve umidade. O papel úmido pode dificultar a aderência do toner, provocar manchas na impressão e diminuir o brilho e intensidade da cor. Pode igualmente causar o atolamento nas bobinas, tornando-​o inapropriado para o uso gerando, consequentemente, mais resíduos.
Portanto, o armazenamento adequado dos papéis, além de economizar paradas de máquinas e reduzir o consumo dessa matéria-​prima, também contribui para a redução do impacto ambiental.
Após a utilização, os papéis que sobram na máquina podem ser guardados no mesmo pacote ou em sacos plásticos, evitando o ganho de umidade e possibilitando a sua utilização em um próximo trabalho.


Mara Cristine Aguiar é especialista em pré-impressão, instrutora e integrante da Equipe de Gestão Ambiental (EQA) da Escola Senai Theobaldo De Nigris e professora da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Texto publicado na edição nº 73