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NBR15540 traz garantias para quem produz impressos de segurança Imprimir E-mail
Escrito por Elisabete Pereira   
Sex, 20 de Agosto de 2010

O mercado de impressos de segurança está cada vez mais exigente. Para ajudar as gráficas a atender corretamente essas solicitações há uma norma específica.

A norma brasileira ABNT NBR 15540-​2007 – Análise de um sistema de segurança – Requisitos foi desenvolvida com o objetivo de garantir aos clientes e empresas envolvidos com impressos de segurança que, ao adotar os quesitos nela contidos, consigam cobrir todos os pontos vulneráveis do processo produtivo, uma vez que a norma possui uma série de requisitos que podem ser auditados para fins de adequação e registro.
O consultor da ABTG Fernando Bebiano afirma que, para os impressos de segurança, uma gestão de qualidade e produtividade dos produtos e serviços ofertados aos clientes não é suficiente para garantir que todos os quesitos envolvidos no processo produtivo correspondem aos objetivos desejados pelo cliente. Conforme explica, satisfazer somente os requisitos técnicos não impede que ocorra algum descuido no sistema de segurança que venha a colocar em risco a segurança do produto ou imagem do cliente e da gráfica envolvida. “Não podemos esquecer que os criminosos estão atentos a mínimos descuidos e tiram proveito quando há falhas no sistema de segurança adotado”.
Bebiano vai além. “Para fabricar impressos de segurança é necessário avaliar as exigências de qualidade de processos, produtos e serviços, o modo como são produzidos, gerenciados e entregues em conformidade com certas condições de segurança introduzidas em todas as fases da cadeia produtiva, desde os primeiros contatos com o cliente até a pós-​venda, passando pelos cuidados com a escolha de quem estará envolvido no processo como um todo”.
O consultor lembra que o sistema de segurança envolve um conjunto de procedimentos e ações que asseguram a estabilidade dos processos de fabricação e comercialização de impressos de segurança. “Todas as etapas, desde o desenvolvimento da arte, fornecimento da matéria-​prima e controle da mesma; destinação de resíduos; guarda e transporte do material produzido; seleção adequada dos recursos humanos; segurança patrimonial e dos meios eletrônicos; segurança dos estoques, dos documentos e no cliente são monitoradas por meio de uma gestão de segurança visando à redução de riscos de roubo, fraude, assaltos e falsificações”.
Na prática, isso exige que a gráfica que se propõe a trabalhar com impressos de segurança adote uma gestão que garanta a proteção de todo o ciclo de negócios. “Vale destacar que a adoção desse sistema de segurança é decisão estratégica da direção da gráfica. Não importa o tamanho e a estrutura da gráfica quando se pensa em proteger o produto ou documento. É errôneo pensar em menor ou maior nível de segurança, uma vez que ou se tem ou não se tem gestão de segurança”.
A NBR 15540 determina as regras em relação ao sistema de segurança para tecnologia gráfica, a fim de garantir que uma empresa possa ser reconhecida como produtora de documentos de segurança. Especifica desde a infraestrutura de segurança predial, passando pela segurança no processo fabril em cada uma das suas fases, até a circulação de pessoas na gráfica. Na opinião de Bebiano, a necessidade de se implantar uma gestão de segurança está diretamente relacionada com o retorno de investimento que o criminoso obterá com a fraude. Sendo assim, para atingir os objetivos de proteção contra riscos de ataques criminosos, os fatores técnicos, administrativos e humanos devem ser rigorosamente controlados. “Isso significa que a empresa deve garantir que a segurança do produto, processos, informações e toda a sua infraestrutura são confiáveis, confidenciais, assegurando a proteção ao cliente ou produto contra fraudes, roubos, desvios de produtos, além de permitir a rastreabilidade, caso haja algum acidente de percurso no sistema de segurança implantado”.
Hoje em dia percebe-​se um crescente aumento de casos de contrafação (reprodução não autorizada de uma obra), adulteração ou duplicação de impressos de segurança, causando às empresas perdas incalculáveis do ponto de vista financeiro e de imagem. “Não adotar uma gestão de segurança é colocar em risco a imagem da gráfica e do cliente. O que se pretende com a norma NBR 15540 é estabelecer os quesitos necessários para que toda a cadeia produtiva esteja protegida contra a ação criminosa”, explica Bebiano. O consultor alerta: “Lembre-​se que o criminoso visa conseguir dinheiro fácil e a escolha de um sistema de segurança vulnerável é o primeiro passo por ele tomado no sentido de obter sucesso nesse empreendimento”.

Normas Brasileiras de Segurança – Tecnologia Gráfica
ABNT NBR 15368-2006 – Terminologia de elementos para uso em impressos de segurança – Apresenta a terminologia de elementos para uso em impressos de segurança.
ABNT NBR 15539-2007 – Métodos de identificação de elementos de segurança. Indica os métodos de identificação de elementos para uso em impressos de segurança.
ABNT NBR 15540-2007 – Análise de um sistema de segurança – Requisitos. Especifica as regras em relação ao sistema de segurança para tecnologia gráfica, para que uma empresa possa ser reconhecida como produtora de documentos de segurança.

Texto publicado na edição nº 73